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Inhibition of autoactivation of prolegumain and corresponding western blot

3.3 Legumain assays with AndoSan TM crude fractions

3.3.3 Inhibition of autoactivation of prolegumain and corresponding western blot

Conforme destacado por Freeman e Soete (2008), as inovações tecnológicas e organizacionais são fundamentais para determinação do desempenho das exportações de longo prazo. Nesse sentido, os autores apontam em seus estudos empíricos a experiência de algumas economias desenvolvidas e que percorreram essa trajetória. A exemplo da indústria têxtil da Grã-Bretanha, a indústria química da Alemanha, as indústrias automobilísticas e de eletrônicos do Japão, entre outros78.

A partir do comportamento dos dados da inserção externa da Região Nordeste, pode- se estabelecer dois períodos para a trajetória da balança comercial, após o Plano Real. O primeiro, de 1995-2002, representou um comportamento das exportações e importações praticamente sem grandes oscilações e com o balanço comercial do Nordeste apresentando déficits sucessivos, até ao ano de 2002. O fluxo comercial médio nesse período é de US$ 8,2 bilhões. A partir da crise cambial de 1999 (desvalorizações cambiais), ocorreram sucessivos aumentos das exportações e das importações, mas com as importações apresentando um maior desempenho, levando assim ao aprofundamento dos déficits comerciais. Nesse sentido, o ano de 2003 marcou um desempenho significativo da balança comercial do Nordeste e do volume comercial.

Em 2005 têm-se um dos melhores resultados em termos de superávit no Nordeste, mais de US$ 4 bilhões, seguido de sucessivos superávits, embora de valores decrescentes, até o ano de 2008. Nesse ano (2008) houve um déficit de US$ 74 milhões, mesmo as exportações apresentando crescimento. Pode-se afirmar que os déficits da balança comercial estão relacionados à crise financeira mundial, por exemplo, um dos principais produtos na pauta de exportação, o automóvel da Bahia, que, com a crise, sofreu graves desequilíbrios no exterior, sendo objeto de fortes intervenções do Estado, e as exportações de ferro fundido do estado de Maranhão, e também minério de ferro, liga de alumínio, produtos que servem de matéria- prima para a indústria nacional e internacional.

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Gráfico 6.6 – Região Nordeste – Exportação, Importação, Balança Comercial e Fluxo

Comercial, 1995 a 2009 (US$ correntes). Fonte: MIDIC/ALICEWEB, 2010.

Analisando-se o volume de comércio do Nordeste em relação ao resto do mundo, fica nítido que o ano de 2008/2009 é um ponto de inflexão. O fluxo comercial em 2009 despencou, no entanto o Nordeste fechou o ano com superávit de quase US$ 900,00 milhões. O volume comercial médio do Nordeste mais que dobra, a partir de 2003, US$ 19,93 bilhões. Em 2008, o fluxo comercial atinge o melhor desempenho, em torno de US$ 31 bilhões, e caindo em 2009 para US$ 22,3 bilhões, equivalendo a 72,15% do fluxo comercial atingido em 2008, ano de melhor desempenho.

Indo além de uma análise das tendências numéricas das variáveis, observa-se agora o que constitui as exportações do Nordeste. A tabela 6.1 (abaixo) mostra a lista dos principais produtos exportados pela Região para ano de 2008, ano em que se registrou o maior fluxo comercial do período analisado. Segundo relatório do Plano Nacional Logística e Transporte (PNLT), o Nordeste tem uma pauta de exportações de mais de 140 produtos79, sendo que apenas 17 (dezessete) deles (abaixo listados) correspondem a 56,4% das exportações totais, com uma pauta bastante especializada. Isso corresponde a valores de 2008 a US$ 8,755 bilhões. Apenas o estado da Bahia participa com 63% das exportações desses produtos selecionados. Já o estado do Maranhão, levando em consideração os produtos abaixo, participa com 24,5%. Os estados de Alagoas e Pernambuco, juntos, participam com 7% das exportações, tendo como principal produto o açúcar bruto. O estado do Ceará com a produção

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Dentre os produtos, tem-se: café não torrado, flores, camarões, melaços de cana, melões, ceras vegetais, calçados de couro, tecidos, madeira compensada, granito, uvas frescas, limões, couros de ovinos, bananas, mamões, entre outros. Ainda, segundo relatório do GTDN (1959), a pauta de exportações consistia de: açúcar, algodão, cacau, fumo, peles, minérios, e algumas oleaginosas.

de castanha de caju representa 2,2% das exportações. O que se observa na pauta de exportação do Nordeste é a presença de produtos da indústria tradicional, recursos naturais e

commodities agrícolas, representando uma estrutura industrial com pouca capacidade de

competir internacionalmente, principalmente com produtos de alta tecnologia.

Tabela 6.1 – Região Nordeste - Principais Produtos Exportado, 2008 (US$).

Fonte: MIDIC/ALICEWEB, 2009.

Assim, o Nordeste apresenta uma pauta de exportação constituída por produtos intensivos de recursos naturais e com baixo valor agregado, em termos tecnológicos e de recursos humanos. As exceções ficam por conta dos seguintes segmentos: a indústria automobilística e a petroquímica, ambos, na Bahia. Os dados da composição da pauta de exportações do Nordeste são reveladores da falta de uma política que venha a alterar a estrutura produtiva, tornando-a mais homogênea e diversificada, agregando valor aos produtos e elevando o grau de tecnologia dos mesmos, o que requer também uma mão-de- obra capacitada.

Acrescenta-se, ainda, que a produção automobilística da Bahia, apesar de apresentar alta tecnologia e requerer certa qualificação dos recursos humanos, não teve sua planta montada a partir de tecnologias produzidas, assimiladas e/ou geradas internamente.

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS PELO NORDESTE NO ANO DE 2008

VALORES U$$ %

Pasta química de madeira de semi/branqueada 1.239.394.249,00 14,16

"Fuel-oil" 1.220.088.417,00 13,93

Outros grãos de soja, mesmo triturados 871.873.920,00 9,96

Ferro fundido bruto não ligado, de fósforo 820.517.704,00 9,37

Minérios de ferro aglomerados e seus concentrados 664.257.616,00 7,59 Catodos de cobre refinado/seus elementos, em forma bruta 675.391.542,00 7,71

Açúcar de cana, em bruto 618.039.960,00 7,06

Automóveis c/motor explosão 600.255.493,00 6,86

Alumínio não ligado em forma bruta 333.147.424,00 3,80

Ligas de alumínio 330.817.114,00 3,78

Bagaços e outros resíduos sólidos, da extraído do óleo de soja 296.178.111,00 3,38

Álcool etílico n/desnaturado 237.170.322,00 2,71

Benzeno 218.116.525,00 2,49

Castanha de caju, fresca ou seca, sem casca 196.045.452,00 2,24

Manteiga, gordura e óleo, de cacau 172.447.922,00 1,97

Fios de cobre refinado 152.787.997,00 1,74

Óleos brutos de petróleo 109.237.735,00 1,25

A análise dos produtos exportados mostra como o Nordeste está inserido no contexto da economia mundial, da Divisão do Trabalho Internacional. Pode-se defini-lo como fornecedor de matérias-primas e insumo para a indústria, sem se abrir um horizonte, conforme analisado nos planos e programas, de que num médio e longo prazo essa tendência venha a se reverter.

Tirando dois sistemas produtivos de alta tecnologia, embora o setor automobilístico seja impulsionado por tecnologias de fora, configura-se na Região uma heterogeneidade estrutural e uma especialização produtiva.

Nesse sentido, analisando-se o emprego e a pauta de exportações da Região, observa- se uma competitividade espúria80, cujas exportações sobrevivem à custa de baixos salários e apoiadas em recursos naturais. Assim, não se percebe uma política de desenvolvimento que tenha por base promover as capacidades de inovação e de aprendizado interativos, fatores determinantes da competitividade sustentável81 e da promoção da homogeneidade e diversificação produtiva com a difusão do progresso técnico. Assim, na análise da competitividade da Região e da remuneração do trabalhador fica patente a ausência de política que promova a mudança na estrutura econômica e social.