5. Belønning i bedriften
5.1 Informasjonsutfordringer og måleproblemer
Para Patton e Patrizi (2010), estratégia é uma nova unidade de análise na avaliação, pois tradicionalmente, avaliação tem focado em projetos, programas, produtos, políticas e pessoal. Muito se fala sobre estratégia, mas não sobre avaliação de estratégia. Para os autores avaliar estratégia não é avaliar planejamento estratégico. É avaliar a estratégia em si mesma. Os autores destacam uma abordagem em que a estratégia é avaliada por meio do exame de padrões de comportamento – o que a organização realmente faz – não apenas a retórica sobre estratégia e planos estratégicos. Eles mencionam Herbert Simon dizendo que “a série de decisões que determina o comportamento durante algum período de tempo pode ser chamada de estratégia´ (Simon, 1957, p. 67).
A referência para o trabalho com estratégia é Henry Mintzberg que define estratégia como um padrão: consistência em comportamento ao longo do tempo.´ Eles argumentam que o planejamento estratégico é muito usado em todos os setores, mas acompanhar estratégia como padrões em comportamento organizacional é algo mais recente. Os autores acreditam que o modelo de Mintzberg é aplicável para o trabalho dos setores público e também para o setor sem fins lucrativos. Para eles, estratégia, conforme definido por Mintzberg, é diferente do que os avaliadores entendem por teoria de mudança ou matriz lógica. Estratégia seria definida como um plano olhando para o futuro. Mintzberg diferencia ‘estratégia buscada’ de ‘estratégia realizada’. Em Mintzberg, na implementação da estratégia há uma combinação entre processos deliberados e processos que não foram previstos. Existe a estratégia emergente que emana das oportunidades das situações.
Patton & Patrizi argumentam que esta perspectiva sobre implementação da estratégia no mundo real contrasta com a abordagem clássica de prestação de contas da avaliação em que a implementação e resultados do programa são medidos e avaliados baseados no que o programa planejou fazer e fez, ou seja, um programa inovador que aproveita a oportunidade e se ajusta às circunstâncias seria avaliado de forma negativa. Este argumento se alinha perfeitamente ao contexto dos programas de CSS, onde as circunstâncias são dinâmicas e muitas vezes imprevisíveis, em função da instabilidade política e econômica. A avaliação de
programas de cooperação deveria partir não apenas de uma matriz lógica. Neste caso, considerar a estratégia realizada seria mais efetivo e realista, reconhecendo diferentes caminhos e resultados não esperados que agregam valor ao processo de desenvolvimento mais amplo e não apenas ao estrito cumprimento de metas.
Para eles, a avaliação estratégica espera que algumas coisas que foram planejadas não serão realizadas, algumas serão minimamente implementadas conforme o esperado e coisas novas vão surgir. Avaliação estratégica buscaria estes diferentes aspectos da implementação estratégica e implicações para os resultados alcançados. Este tipo de abordagem faria uso de perguntas como:
Qual era a estratégia planejada?
Que aspetos da estratégia planejada foram implementados conforme previsto, tornando-se estratégia realizada?
Que elementos da estratégia planejada foram deixados de lado? Por quê?
Que estratégias não planejadas e emergentes foram implementadas tornando-se parte da estratégia realizada? Por quê? Como? Com quais implicações?
O que foi aprendido (ao longo de algum período de tempo) sobre as relações entre as estratégias buscadas, implementadas, abandonadas, emergentes e realizadas?
No modelo de Mintzberg, a estratégia é um processo contínuo de aprendizagem. ´Fazer´ seria o precursor de ´aprender´e aprender seria o precursor de desenvolver uma visão sólida para o trabalho que vai ser feito. Muitas vezes quando um programa não alcança um objetivo, a execução do programa é culpada, quando na realidade, ele argumenta que com frequência, um desenvolvimento inadequado de estratégia distante do trabalho real é a raiz do problema. Isso significaria um problema inicial de planejamento e estratégia e não de execução. A verdade é que muitos programas de CSS são super estimados e não partem de uma análise objetiva e factível da realidade.
Para Mintzberg, o contexto também importa numa estratégia. Um trabalho de planejamento tradicional, metódico e detalhado funciona mais em ambientes relativamente estáveis enquanto em ambientes mais incertos, as abordagens deveriam ser mais flexíveis.
Os autores diferenciam avaliação estratégica da avaliação de política; A primeira foca em ´objetivos estratégicos e resultados de alto nível´ e no alcance da missão e visão da organização. O argumento deles e´ que no primeiro caso, os achados são feitos para serem
úteis não apenas para os que implementam as intervenções, mas para aqueles que estão revendo e reformulando a própria estratégia. A política trata do conteúdo (o que deve ser feito) e a estratégia é o processo (como deve ser feito). Muitas vezes, a avaliação estratégica passa pela avaliação de várias políticas e programas. Perguntas relevantes neste contexto seriam: 1) Qual o valor de uma política particular contribuindo para resultados estratégicos de política?; 2) Como cada iniciativa se encaixa e complementa outras iniciativas que constróem a política?; 3) Qual o valor coletivo das iniciativas para atingir um resultado particular estratégico?
No caso da CSS, existem princípios e valores estabelecidos que podem ser identificados na Plano de Ação de Buenos Aires (1978). A UNOSS fez uma análise da implementação dos projetos IBSA com base nos princípios basilares da CSS expressos em Buenos Aires e na Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Cooperação Sul-Sul em 2009, em Nairobi (Simplício & Tofalo, 2012).
Para Patrizi e Patton, uma avaliação de estratégia dá a oportunidade de trazer informação para o processo reflexivo e decisório de forma que a reflexão ocorra. Mintzberg defende que a estratégia é aprendida e não planejada. Isso parece especialmente pertinente no caso da CSS, onde existe pouca estratégia deliberada, mas muita ação e iniciativa.
Algumas perguntas chaves para acompanhar estratégias seriam:
No início:
Qual é a intenção estratégica?
Se a estratégia for bem sucedida, o que vai ter ocorrido?
Quais são os resultados esperados e os resultados otimistas que se aspira ter da estratégia?
Durante:
Que aspectos da estratégia estão plenamente implementados?
Que fatores contribuíram para sua realização?
Que aspectos da estratégia não foram realizados, foram deixados para trás ou abandonados? Por quê?
Quais novas oportunidades emergiram que foram incorporadas dentro da visão estratégica ou a alteraram?
Ao fim – revisão estratégica:
O que foi planejado foi feito?
O que foi aprendido daquilo que não foi feito? O que foi feito do que surgiu no meio do caminho? Como estes elementos emergentes afetaram a direção estratégica e sua realização de forma geral?
Estas perguntas e provocações dentro de um contexto de alta complexidade e imprevisibilidade e as especificidades de uma cooperação baseada em conhecimento (como é o caso da cooperação técnica) ajudaram a tecer um quadro que permita olhar para a experiência de Guiné-Bissau de maneira mais adaptada aos objetivos da CSS que tratam não apenas de projetos, mas da articulação de visões de desenvolvimento.