• No results found

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

169 Figuras e tabelas 170 BIVALVES GASTRÓPODES TURBINADOS GASTRÓPODES CÓNICOS

Figura 3.3 - Morfologia geral dos principais grupos de moluscos encontrados em contextos arqueológicos. Base das imagens em Vermeij, 1993.

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

169

Figuras e tabelas

170

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

171

Figuras e tabelas 170 Mytilus spp. Balanus sp. Patella spp. Monodonta lineata Thais haemastoma Pollicipes pollicipes

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

171 Figuras e tabelas 172 Mytilus spp. Balanus sp. Patella spp. Monodonta lineata Thais haemastoma Pollicipes pollicipes

Figura 3.5 - Zonação litoral e presença das principais espécies animais. Base da imagem em Mohler et al., 1997.

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

171

Figuras e tabelas

172

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

173

Figura 3.6 - Classificação dos depósitos conquíferos. Modificado de Dupont, 2003, Fig. 13.

Figuras e tabelas

172

Gastrópodes cónicos ! Presença do vértice.

Gastrópodes turbinados !

Presença do (1) vértice ou do (2) canal sifonal.

Bivalves!

Presença de umbo (a dividir por dois, tendo! em conta a paridade das valvas).

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

173 Figuras e tabelas 174 Gastrópodes cónicos ! Presença do vértice. Gastrópodes turbinados !

Presença do (1) vértice ou do (2) canal sifonal.

Bivalves!

Presença de umbo (a dividir por dois, tendo! em conta a paridade das valvas).

Figura 3.7 - Zonas critério para aferição do NMI (principais grupos de malacofauna). Base das imagens retirada da internet, em formato aberto.

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas 173 Percebe (Pollicipes p.) Caranguejo (Decapoda) Craca (Balanus sp.) Figuras e tabelas 174

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

175

Percebe (Pollicipes p.)

Caranguejo (Decapoda)

Craca (Balanus sp.)

Figura 3.8 - Morfologia geral dos crustáceos mais comuns em contextos arqueológicos. Base das imagens retirada da internet, em formato aberto.

Figuras e tabelas

174

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

175

Figuras e tabelas

176

Tabela 3.1 - Classe de tamanho dos mamíferos não determinados taxonomicamente.

Classe Espécie (exemplos) Muito Grande (5) elefante, rinoceronte Grande (4) cavalo, veado, urso, auroque

Médio-grande (3) cabra-montês, camurça, corço, javali, hiena, lobo Médio (2) raposa, lince, grandes mustelídeos

Pequeno (1) grandes insectívoros, lagomorfos, pequenos mustelídeos Micro (0) pequenos insectivoros, roedores

Segundo Valente (2000; Tabela II.1.)

Tabela 3.2 - Classes etárias com base no estado dos elementos dentários.

Classe Características observadas

Infantil Presença de dentes de leite sem qualquer desgaste ou desgaste mínimo.

Juvenil Desgaste acentuado dos dentes de leite, acompanhado de desgaste mínimo dos dentes definitivos. Adulto Apenas dentição definitiva. Os molares intermédios apresentam diversos graus de desgaste e o 3º molar

não apresenta desgaste máximo. Senil Desgaste máximo, inclusive no 3º molar.

Segundo Valente (2000, Tabela III.26 a partir de Blasco Sancho, 1995).

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

175

Figuras e tabelas

176

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

177

Tabela 3.3 - Etapas de mateorização nos macromamíferos.

Classe Características observadas

0 Osso por vezes ainda gorduroso; tecidos moles ainda presentes; sem lascamento ou fracturação.

1 Fracturação paralela à estrutura fibrosa (longitudinal); superfícies articulares com possível fragmentação em mosaico; linhas de fracturação começam a notar-se.

2 Esfoliamento da superfície; limites angulares na fracturação; linhas de fracturação bem visíveis e/ou fracturação presente.

3 Osso compacto homogeneamente alterado (rugoso); meteorização penetra 1 a 1.5mm no máximo; superfícies arredondados na fracturação.

4 Superfície fibrosa e rugosa; perda de esquírolas de osso na superfície; fracturação evidente. 5 Desintegração do osso in situ; presença de grandes esquírolas; material ósseo muito frágil. Segundo Behrensmeyer, 1978, p. 151 e Lyman, 1994, p. 355.

Tabela 3.4 - Critérios de observação da carbobização e calcinação dos restos faunísticos.

Estádio Shipman Brain ºC (aproximados) Algumas características e possíveis fontes de calor 1 amarelado < 300 carbonização muitas vezes involuntária (ex.

incêncios de fraca densidade) 2 castanho 300-550 lareiras (superfície por vezes desigual)

3 preto 550-680 lareiras

4 cinzento-branco 680-930 lareiras / cremações

5 branco > 930 cremações / fogos de alta densidade Notas:

Temperaturas aproximadas retiradas de Shipman et al.,1984. Carbonizado

Calcinado

Figuras e tabelas

176

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

177

Figuras e tabelas

178

Critérios Principais modificações associadas

Pontos de impacto Normalmente observáveis em ossos longos (em particular nos grandes ungulados). Situam-se na zona da articulação causados pelo uso de percutores durante o processo de desmembramento das carcaças.

Estrias finas e longas Estão associadas ao esfolamento, em zonas em que a pele está em contacto mais directo com o osso, como nas partes angulares da mandíbula, nas epífíses distais do rádio, do cúbito ou da tíbia, nas diáfises distais dos metápodos e falanges proximais. Desenvolvem-se vulgarmente em volta do osso.

Estrias profundas e curtas Principalmente aplicadas ao nível das articulações dos ossos longos, na maioria dos casos perpendiculares ao eixo longitudinal do osso. Provocadas por pancadas fortes e secas, visam a desarticulação da carcaça.

Estrias longas e profundas ou estrias curtas e oblíquas

Ligadas essencialmente à acção de descarnamento dos ossos. As primeiroas ocorrem sobre a pá da escápula e sobre o illium do osso pélvico e as outras sucedem nas diáfises dos ossos longos.

Estrias secundárias (junto às principais)

São o que Shipman e Rose (1983) chamam de "shoulder effect". Provocadas pelo mesmo utensílio que deixa as estrias principais, mas com as áreas cortantes adjacentes ao gume principal.

Pequenas farpas nas extremidades das estrias

O que Shipman e Rose (1983) apelidam de "barbs". Estão ligadas aos movimentos da mão no início e fim da acção.

Fracturas com ponto de impacto (e bulbo de percussão) associado

Na maioria dos casos associadas à extracção de medula óssea. São normalmente observáveis em ossos longos, mas por vezes surgem em mandíbulas ou falanges, demostrando aproveitamento exaustivo da matéria gorda do animal (Speth, 1989; Blasco Sancho, 1995; Mateos Cachorro, 1999). No caso dos ossos longos são por vezes fracturas em espiral, deixando no bordo as impressões de pontos de impacto. Nas mandíbulas são mais usuais os fragmentos da zona jugal e nas falanges a fractura é, na maioria dos casos, longitudinal ao eixo da peça. Fontes principais: Patou-Mathis, 1994, e Shipman e Rose, 1983.

Nota: Não se incluem aqui as marcas de carbonização / calcinação já mencionadas anteriormente.

Tabela 3.5 - Principais critérios para identifícação de modificação antrópica sobre os ossos grandes mamíferos.

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

177

Figuras e tabelas

178

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

179

Critérios Principais modificações associadas

Marcas de corte Normalmente estão associadas ao descarnamento do animal, apesar de serem mais raras nas pequenas presas do que nos animais de maior porte. Caracterizam-se por secção em V com micro-estrias associadas (Potts e Shipman, 1981). As zonas mais afectadas são os pontos altos do osso (e não as depressões), normalmente junto a articulações.

A sua localização e orientação pode indiciar a cadeia operatória do tratamento das carcaças (como apontado por Binford [1981] para a macrofauna, mas válido para a mesofauna como demostraram Aura et al. [2002] e Cochard [2004]).

Diáfises de ossos longos com fracturas regulares nas extremidades

Especialmente encontradas nas tíbias e fémures. Este desconjuntamento das epífises está relacionado com a remoção da medula óssea, por sucção ou com a ajuda de um objecto estreito. As fracturas são normalmente espirais.

Cilindros de diafíses tíbia São normalmente os desperdícios dos tubos ou contas fabricados com estas zonas da tíbia.

Traços dentários De ocorrência rara mais rara, estão normalmente associados a pequenos encoches, pouco profundos e de foma regular sobre as bordas das fracturas (Aura et al., 2002) ou a traços superficiais e largos (Brugal, com. pessoal).

Fontes principais: Hockett, 1991 e 1993, e Cochard, 2004.

Nota: Não se incluem aqui as marcas de carbonização / calcinação já mencionadas anteriormente.

Tabela 3.6 - Principais critérios para identifícação de modificação antrópica sobre os ossos de leporídeo.

Tabela 3.7 - Classe de tamanho dos restos fragmentados (não determinados).

Classe Medidas (em mm)

1 (esquírola) < 20

2 20-50

3 50-70

4 70-100

5 > 100

Nota: Apesar do estudo dos restos faunísticos da Barca do Xerês de Baixo (v. ponto 4.1) ter englobado a divisão dos restos nestas cinco classes, na sua apresentação final optou-se por reduzir estas classes apenas a 3, para facilitar a interpretação final: (1) esquírolas, (2) restos de 20 a 70mm e (3) restos com tamanho superior a 70mm.

Figuras e tabelas

178

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

179

Figuras e tabelas

180 Elemento Taxon Procedimento

Dentes DMD = diâmetro mésio-distal DVL = diâmetro vestíbulo-lingual

Artiodáctilos em geral Medidas tomadas na base da coroa (não são tomadas a medidas máximas para evitar a variação causada pelo processo de abrasão). Suídeos em particular

Perissodáctilos Carnívoros

C. máximo = comprimento

DAP (proximal e distal) = diâmetro antero-posterior DT (proximal e distal) = diâmetro transversal Cúbito C. olecrânio = comprimento do olecrânio

C. máximo = comprimento (apenas para os carnívoros) C. externo (máximo) = comprimento externo (lateral) C. interno (máximo) = comprimento interno (mesial)

DT máximo = diâmetro transversal (apenas para os carnívoros) DT (proximal e distal) = diâmetro transversal

C. total = comprimento

DT (máximo) = diâmetro transversal C. máximo = comprimento DT (máximo) = diâmetro transversal Segundo Valente, 2000, Tabela II.3, a partir de Desse et al., 1986.

Tabela 3.8 - Principais unidades biométricas utilizadas no estudo das faunas mamalógicas.

Calcâneo

3ª Falange

Nota: (*) Úmero, rádio, cúbito, fémur, tíbia, metápodos, 1ª e 2ª falanges.

Medidas tomadas na base da coroa (não são tomadas a medidas máximas para evitar a variação causada pelo processo de abrasão).

Ossos longos em geral (*)

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

179

Figuras e tabelas

180

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

181

Nome-

comum Zonação / habitat Distribuição actual Dimensão

Pollicipes pollicipes, Gmelin 1789 perceve Fixo nas rochas da zona superior do infralitoral.

Ao longo da costa portuguesa, com particular ênfase na zona meridional oeste. Atlântico Este da Inglaterra ao Senegal.

40mm

Balanus perforatus, Bruguiére 1798 craca Fixo nas rochas da zona inferior do mediolitoral e do infralitoral.

Ao longo da costa portuguesa. De Inglaterra à costa atlântica de África. Mediterrânico.

10-25mm

Necora puber, L. 1758 navalheira Infralitoral, até aos 40m. Ao longo da costa portuguesa. Atlântico Oriental da Mauritânia à Noruega.

80-90mm Carcinus maenas, L. 1758 caranguejo-verde Zona de marés e infralitoral. Ao longo da costa portuguesa. Atlântico Oriental da

Mauritânia ao Norte da Europa.

70mm Uca tangeri, Eydoux 1835 Areia ou lodo. Supra e mediolitoral Atlântico Oriental, desde a Península Ibérica à costa

ocidental de África.

60mm

Helix spp. caracol terrestre Existem várias espécies que habitam na zona meridional de Portugal, nomeadamente no Alentejo e Algarve.

--

Rumina decollata, L. 1758 -- Entre plantas e debaixo de pedras, escondida na terra.

Larga distribuição geográfica, com particular ênfase nas regiões quentes, e próximo do mar. Europa meridonal e África.

30-40mm

Theodoxus fluviatilis, L. 1758 -- Em águas correntes, sobre pedras ou plantas aquáticas.

De Norte a Sul de Portugal e na Europa em geral. 7-8mm

Haliotis tuberculata, L. 1758 -- Em concavidades nos rochedos do litoral, da zona intermarés ao infralitoral.

Costa ocidental e meridional. Europa atlântica e Mediterrâneo.

120mm

Diodora graeca, L. 1758 -- Substracto rochoso (pedras e rochas). Da zona intermarés ao infralitoral, junto a povoamento de algas.

Costa ocidental e meridional. Ilhas Britânicas e França ao Mediterrâneo.

25mm

Patella rustica, L. 1758 lapa Substrato rochoso. Parte superior do mediolitoral.

Costa ocidental e meridional. Norte de Espanha e Mediterrâneo.

35mm Patella vulgata, L. 1758 lapa Nas rochas do litoral e supralitoral

inferior e mediolitoral (zona de salpicos).

Costa ocidental e meridional. Da Noruega a Gibraltar. 57mm

Patella intermedia, Murray 1857 lapa Substrato rochoso (tendencialmente rochas lisas ou verticais). Parte média do mediolitoral.

Costa ocidental e meridional. Do Norte de Inglaterra às Canárias. Mediterrâneo.

26-60mm

Patella aspera, Röding 1798 lapa Substrato rochoso. Parte superior do infralitoral e parte inferior da zona de marés.

Costa ocidental e meridional. Do Norte de Inglaterra às Canárias. Mediterrâneo.

56mm

Patella caerulea, L. 1758 lapa Sobre rochas. Zona extrema da maré, até alguns metros mais abaixo.

Costa meridional portuguesa. Mediterrâneo. [Rara] 45mm

Gibbula umbilicalis, Da Costa 1778 burrié Substrato rochoso. Zona de marés. Costa ocidental e meridional. Canal da mancha a Marrocos. 17x17mm Monodonta lineata, Da Costa 1778 caramujo Substrato rochoso. Zona de marés. Costa ocidental e meridional. Canal da mancha a Marrocos. 26x23,5mm

Littorina littorea, L. 1758 burrelho Rochedos. Zona superior intermarés. Costa ocidental e meridional (possível). Desde o Ártico a Espanha.

32x23,7mm

Turritella sp. -- Substratos arenosos, móveis. Infralitoral.

-- --

Tabela 3.9 - Principais espécies crustáceas e malacológicas observadas nos contextos arqueológicos do Holocénico inicial em Portugal. Classificação taxonómica Família Patellidae Família Trochidae Família Turritellidae Família Littorinidae Família Subulinidae Família Neritidae Família Haliotidae Família Fissurallidae Classe Canceridae Filo Mollusca Classe Gastropoda Família Helicidae Filo Arthropoda Classe Cirripedia Família Pollicipedidae Família Balanidae (continua)

Figuras e tabelas

180

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

181

Figuras e tabelas

182

Nome-

comum Zonação / habitat Distribuição actual Dimensão

Natica sp. -- Substratos arenosos, móveis. Infralitoral.

-- --

Trivia monacha, Da Costa 1778 beijinho Povoamentos de algas. Infralitoral (até 80m).

Costa ocidental e meridional. Das Ilhas Britânicas ao Mediterrâneo.

12mm

Charonia lampas, L. 1758 búzio / buzina Fundos rochosos infralitorais ou detríticos com afinidades circalitorais (até 700m da vertente continental).

Costa ocidental e meridional. Das Ilhas Britânicas ao Mediterrâneo. Canárias.

380mm

Ocenebra erinaceus, L. 1758 -- Entre rochas ou sobre elas, na zona intermarés, infra e circa litoral.

Costa ocidental e meridional. Do Mar do Norte ao Mediterrâneo. Canárias.

60mm Ocenebrina edwardsii, Payraudeau

1826

-- Povoamento mediolitoral, junto aos mexilhões; povoavemento infralitoral, junto às algas e mexilhões.

Costa ocidental e meridional. Portugal ao Mediterrâneo. Canárias.

15mm

Thais haemastoma, L. 1758 púrpura Sobre as rochas, nas zonas intermarés e infralitoral.

Muito comum a sul do Tejo. Do Norte de Espanha ao Mediterrâneo. Canárias.

90mm

Nucella lapillus, L. 1758 -- Povoamentos médio e infralitorais, de mexilhões e cracas.

Ao longo da costa portuguesa. 40-50mm

Nassarius reticulatus, L. 1758 -- Fundos infralitorias, sobretudo arenosos. Zona de marés.

Costa ocidental e meridional (vulgar). Da Noruega a Marrocos. Canárias. Mediterrâneo.

35mm Nassarius incrassatus, Ström 1768 /

Nassarius pygmaeus, Lamarck 1822

Médio e infralitoral, junto a povoamentos de algas e mexilhões.

Costa ocidental e meridional. Da Noruega a Marrocos. Canárias. Mediterrâneo.

15mm / 7mm

Siphonaria pectinata, L. 1758 lapa Substrato rochoso no médiolitoral, junto à Patella.

De Peniche ao Algarve (aquí muito comum). Mediterrâneo. 32mm

Glycymeris bimaculata, Poli 1795 castanholas Areia e areia lodosa. Infralitoral. Sul de Cascais à costa meridional. Mediterrâneo. 115mm Glycymeris g., L. 1758 castanholas Areia e areia lodosa. Infralitoral. Costa ocidental e meridional. Noruega ao Mediterrâneo.

Canárias.

59mm

Mytillus sp. mexilhão Povoamentos densos no médio e infralitorais (até 40m). Em substracto rochoso.

Costa ocidental e meridional. Também estuários, rias e lagoas. Cosmopolita.

30-140mm

Musculus costulatus, Risso 1826 -- Junto a povoamentos de algas infralitorais (até 50m).

Costa ocidental e meridional. Das Ihas Britânicas à Mauritânia. Mediterrâneo.

13mm

Neopycnodonte cochlear, Poli 1795 -- Fundos lodosos circalitorais (até 250m). Por vezes em tectos de grutas ou abrigos marinhos.

Costa ocidental e meridional. Da Islândia a Angola. Canárias. Mediterrâneo.

50mm

Ostrea edulis, L. 1758 ostra fêmea Todo o tipo de fundos. Intermarés até 90m.

Costa ocidental e meridional. Da Noruega a Marrocos. Canárias. Mediterrâneo.

150mm Crassostrea angulata, Lamarck 1835 ostra macho,

cascabulho

Todo o tipo de fundos. Intermarés. Sul da Figueira da Foz. Das Ilhas Britânica ao Mediterrâneo. 150mm Ostrea stentina, Payraudeau 1826 -- Agarrada às pedras. Intermarés. Sul do Tejo. Mediterrêneo e Costa Africana. 50mm Pecten maximus, L. 1758 vieira Fundos de areia e cascalho com

algas. Infralitoral até 250m.

Costa ocidental e meridional. Da Noruega às Canárias. 160mm Chlamis sp. -- Infralitoral, junto a povoamentos de

algas e mexilhões.

-- --

Tabela 3.9 - Principais espécies crustáceas e malacológicas observadas nos contextos arqueológicos do Holocénico inicial em Portugal. Família Glycymerididae Família Ostreidae Família Nassariidae Família Siphonariidae Classe Bivalvia Família Mytilidae Família Triviidae Família Gryphaeidae Família Pectinidae Família Ranellidae Família Muricidae Família Thaididae Família Naticidae Classificação taxonómica (continua)

CAPÍTULO 3 - Metodologia aplicada ao estudo das faunas

181

Figuras e tabelas

182

Nome-

comum Zonação / habitat Distribuição actual Dimensão

Cerastoderma edule, L. 1758 berbigão Areia e lodo; frequente em estuários e rias. Intermarés até pouca profundidade.

Costa ocidental e meridional. Do Mar de Barentz ao Senegal.

56mm

Venus verrucosa, L. 1758 pé-de-burro Todos os tipos de fundos, mas principalmente areia grossa e cascalho. Intermarés até 100m.

Costa ocidental e meridional. Da Noruega a Marrocos. Canárias. Mediterrâneo.

70mm

Chamelea gallina, L. 1758 pé-de-burrinho Zona de marés arenosa, no infra e circalitoral (até 20m).

Costa ocidental e meridional. Mediterrâneo. 50mm Ruditapes decussata, L. 1758 amêijoa Fundos de areia e lodo. Intermarés até

alguns metros de profundidade (infralitoral). Prefere águas calmas.

Costa ocidental e meridional. Das Ilhas Britânicas a Angola. Mediterrâneo.

75mm

Scrobicularia plana, Da Costa 1778 lamejinha Estuários, lagoas e rias. Zona intermarés até 30m.

Costa ocidental e meridional. Da Noruega ao Senegal. Canárias. Mediterrâneo.

65mm

Tabela 3.9 - Principais espécies crustáceas e malacológicas observadas nos contextos arqueológicos do Holocénico inicial em Portugal.

Fontes: Saldanha (1995) e Macedo et al. (1998). Família Cardiidae

Família Scrobiculariidae Família Veneridae

CAPÍTULO 4

Sul de Portugal: