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Impacto psicológico y procesos emocionales

2. FUNDAMENTACIÓN TEÓRICA GENERAL

2.2 Bienestar psicológico y lesiones deportivas

2.2.1 Impacto psicológico y procesos emocionales

A proposta de trabalhar a abordagem DBR-TLS se configura em um processo de equipe no qual muitos profissionais podem se agrupar para planejar o design de sequências didáticas, sua implementação, avaliação e, após esse processo, fazer o re-design para adaptar

10Os dados constantes neste parágrafo representam a realidade informada e fazem referência ao Censo Escolar

a TLS a novos contextos e necessidades. No entanto, não consegui estruturar essa equipe de profissionais entre professores da educação básica e pesquisadores do Instituto de Educação em Ciências e Matemáticas da UFPA.

Conforme mencionado, não consegui parceiros para aplicar a sequência em um primeiro momento, o que nos levou a acumular as funções de professor-pesquisador e aplicador, o que não é aconselhável pelas exigências metodológicas da TLS-DBR. Mas não se tratou propriamente de uma escolha, mas, sim, de uma condição de contorno apresentada pela realidade local que traz algumas dificuldades para realizar a pesquisa nas condições que gostaríamos.

Desse modo, o desenho da sequência didática foi feito por mim, seu orientador e co- orientador, compondo uma reduzida equipe responsável pela produção da sequência. A pesquisa bibliográfica e a concepção inicial foram elaboradas por mim e em encontros quinzenais na UFPA, etapa por etapa da sequência eram discutidas e aprimoradas durante a discussão do grupo de elaboradores, até que se desse por finalizada a versão primeira a ser aplicada.

Depois de organizada e estruturada a sequência didática, apliquei em uma turma regular da série final do ensino médio, na qual os estudantes foram informados previamente sobre a pesquisa no dia 04 de janeiro de 2016 por mim mesmo. Houve concordância com as condições da proposta e os estudantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido para que as suas produções pudessem ser analisadas nesta dissertação, mas de forma que os sujeitos não fossem identificados, visando manter a integridade e a ética na pesquisa.

Selecionei uma turma do turno vespertino que continha 33 estudantes, sendo que destes apenas 30 se propuseram a participar da pesquisa, o que representa uma boa amostragem para a aplicação da sequência. Os demais asseguraram que não gostariam de colaborar, por não terem interesse no tema, mantendo um bom quórum segui com mina pesquisa. Visando estimular a interação entre pares nas situações de aprendizagem e também para que não gerasse um volume grande de dados que poderiam dificultar a análise e o tratamento das informações pela questão de tempo e problemas de execução, sugeri à turma que montassem grupos de até cinco estudantes para que ficassem bem integrados entre si, formando equipes.

Realizei dois encontros semanais, às segundas e quintas-feiras, segunda no horário normal de aulas da turma e na quinta nas três últimas aulas vagas. No início, planejei um encontro semanal, porém a turma me avisou sobre essa disponilidade de horário em outro dia

da semana, garantindo e se responsabilizando a construir os webfólios entre os demais dias, inclusive aos finais de semana, caso eu os orientasse sempre que precisassem. Dessa forma, acordamos a proposta da maioria da turma e apliquei as lições, quando solicitei a assiduidade, pontualidade e o compromisso de frequência da turma durante toda a aplicação e na elaboração do minicongresso escolar, ficando sob meu controle a regularidade de participação das equipes nas atividades propostas.

Os próprios estudantes ficaram à vontade para montar as equipes e dar um nome a elas, a fim de que não se identificassem com nomes deles quando publicassem os webfólios no blog a ser desenvolvido por eles mesmos.

A seguir, destaco trechos extraídos dos registros no diário de docência que elaborei no período da aplicação da sequência didática. Não houve gravação de vídeo ou áudio durante a aplicação da mesma, apenas o uso do diário de docência e fotos da aplicação, inclusive do minicongresso escolar, que apresento nos apêndices deste trabalho. A justificativa por terem escolhido o nome anotados em excertos do diário de docência a partir de um diálogo entre o professor-pesquisador e as equipes, descrevi a seguir:

Foram formadas seis equipes:

1) EQUIPE WEB PARTÍCULAS: “‟Web‟ pelo fato de estar relacionado com a World Wide Web e partículas associado ao assunto em estudo.”

2) EQUIPE FISILOUCOS POR PARTÍCULAS: “Combinação com física de partículas e por acharem a física uma loucura. Com isso optamos por esse nome.” 3) EQUIPE ARAM PARTÍCULAS: “‟Aram‟ é uma empresa que atua com educação, sustentabilidade e tecnologia e se pauta no equilíbrio entre natureza e sociedade. Daí combinamos com partículas que se refere ao tema”.

4) EQUIPE PARTÍCULAS CHARMOSAS: “Pelo fato de haver concordância com a partícula „charm‟, que nos chamou atenção quando vimos”.

5) EQUIPE EINSTEINS: “Porque está mais relacionado à Física. A ciência está sempre divulgando novidades e Einstein foi um dos grandes cientistas que nos motivou a estudar.”

6) EQUIPE PARTÍCULAS TOP: “Por que vimos que tem uma partícula com o nome „top‟, com isso resolvemos colocar o nome da nossa equipe também”.

(DIÁRIO DE DOCÊNCIA)

Esse primeiro passo foi importante para que as equipes desenvolvessem a autonomia na ação de pesquisar e buscar mais fontes para o conhecimento dos seus integrantes, o que demonstrou que estavam interessados em colaborar com a pesquisa e, sobretudo, aprender mais sobre temas que estão sendo desenvolvidos há bastante tempo na comunidade científica e, de certa forma, ainda encontra-se longe da sala de aula.