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The Impact of the Domestic Legal Framework on the Media

Em Jacareí, das quatro hipóteses (H2a à H2d) que fundamentam H2 (relacionamentos mais próximos quanto maior o custo de transação), duas não foram estatisticamente significantes (p-valor < 1%).

Especificamente em H2a e H2b, as variáveis de interesse “Preço da Terra” e “Área Total” não corroboram de forma estatística para sustentar o modelo proposto (p-valor > 10%), na qual, outras modelagens estatísticas podem eventualmente descrever uma eventual relação que expliquem o impacto dessas variáveis com relacionamentos mais próximos da integração vertical. Tal resultado ratifica a análise descritiva, em que, modalidades mais terceirizadas possuem fazendas com preços médios maiores que terras próprias.

Entretanto, foi estatisticamente significante (p-valor < 1%) o coeficiente da variável de interesse “Raio Asfalto”. O resultado indica que a cada tipo de relacionamento em direção à terceirização, a distância média da fazenda aumenta

2,77 quilômetros em relação a fabrica. Dessa forma, tais números reforçam H2c, na qual, é possível supor a escolha de fazendas mais próximas da fábrica em decorrência dos maiores custos na gestão e controle em fazendas mais distantes. Em relação à análise descritiva que havia confirmado H2c com ressalvas, os resultados da análise econométrica estão em um degrau acima, talvez explicado pela maior robustez na modelagem estatística.

Em linha a análise descritiva, em que, foi notada a elevada quantidade de fazendas na modalidade “fomento”, foi constatada significância estatística das variáveis de interesse “Custo Estradas” e “Custo Colheita”, permitindo afirmar a escolha por tipos de relacionamento em direção ao mercado (mais distantes) em fazendas com maior irregularidade no relevo (H2d). Entretanto, apesar de positivo, o coeficiente de ambos é baixo visto o acréscimo de R$ 0,83 no “Custo de Estradas” e R$ 0,0158 em “Custo Colheita”, ambos por metro cúbico de madeira, a cada tipo de relacionamento em direção ao mercado - tais resultados representam menos de 1% do custo total das fazendas conforme dados da empresa-alvo.

Com relação às variáveis de controle, há uma diminuição no “Custo de Transporte” em relacionamentos mais distantes à Integração Vertical (R$ 0,13 por metro cúbico de madeira a cada tipo de relacionamento em direção ao mercado). Como fator explicativo, para fazendas mais distantes serem atrativas (custo total da operação), em muitos casos utiliza-se somente veículos com grande capacidade de carga. Em comparação a fazendas próximas a fábrica, isso permite uma redução no custo total de transporte por metro cúbico de madeira visto maior rateio do custo fixo - mesmo com aumento no custo variável (combustível, manutenção, pneus, entre outros). As demais variáveis de controle da regressão não tiveram coeficientes estatisticamente significantes.

Tabela 07 – Resultados da Análise de Regressão Jacareí – Modelo H2 (Variável Dependente: Integração Vertical)

Fonte: Elaborado pelo autor

Em Três Lagoas, somente a variável de interesse “Área Total” (H2b) foi estatisticamente significante (p-valor < 5%), porém, o coeficiente praticamente nulo não permite responder a hipótese 2b. Todavia os resultados corroboram a análise descritiva, na qual, os valores demonstraram o crescimento na área média por fazenda conforme a elevação no grau de integração vertical, além da linha de tendência ter apresentado alto poder explicativo (R2: 64%).

Com relação às variáveis de controle, “Encargo sobre a Floresta” apresentou p-valor < 1%, e, coeficiente em linha ao esperado (relacionamentos em direção à terceirização resultam em menor custo de oportunidade através da redução de investimentos em ativos próprios - fazendas).

As variáveis de interesse “Preço da Terra”, “Raio Asfalto” e “Área Total” / “Raio Terra”, respectivamente H2a, H2c e H2d, apresentaram coeficientes com p- valor > 10%, ou seja, com significância estatística que impede relaciona-las com a

variável dependente “Integração Vertical”. Assim como em Jacareí (H2a e H2b), a utilização de outra modelagem estatística ou a introdução de outras variáveis de controle, podem eventualmente trazer resultados que permitam analisar o impacto das variáveis de interesse no grau de integração vertical.

Tais resultados podem ser explicados devido a menor dispersão de terras em Três Lagoas, em concordância com demonstrado na análise descritiva, em que, devido às fazendas situarem-se em um perímetro médio próximo a fábrica (gráfico 04) há baixa probabilidade de diferenças no preço da terra comparado à Jacareí. Outrossim, a característica das fazendas em Três Lagoas pode ter influenciado no baixo coeficiente em “Área Total” e “Raio Terra” por prevalecer na região o relevo de planalto sem significativas alterações geográficas nas localidades em que estão situadas.

Tabela 08 – Resultados da Análise de Regressão Três Lagoas – Modelo H2 (Variável Dependente = Integração Vertical)

Os principais resultados empíricos obtidos neste trabalho indicam que há forte relação positiva entre produtividade e integração vertical, confirmando a Hipótese 1.

No tocante à hipótese 2, há indícios moderados de que a empresa-alvo tenha adotado relacionamentos em direção a Integração Vertical quanto maior os custos de transação, derivado da maior distância das fazendas (I - redução na especificidade de localização, na qual, há ativos especificamente localizados para minimizar custos de transporte e/ou estoques, e, II - menor frequencia no relacionamento devido maiores custos de gestão e controle).

Outro resultado que reforça a influência dos custos de transação na escolha dos tipos de relacionamento, deveu-se ao maior custo para colheita da madeira e abertura/manutenção de estradas internas (menor grau na especificidade de ativo físico - propriedades físicas ou de projeto moldadas ou com características que alavanquem uma transação em particular) conforme modalidades para suprimento de madeira em direção à terceirização. Tal aspecto afirma a hipótese que fazendas com maior irregularidade no relevo estão positivamente relacionadas à escolha de tipos de relacionamentos em direção a operações baseadas no mercado (mais distantes) por possuírem maior custo e complexidade na gestão/controle nas etapas que envolvem o ciclo de madeira.

Com relação às formas plurais sob a ótica da teoria dos custos de transação, os resultados confirmam um dos pressupostos - assimetria da informação induz a maior integração vertical – através da elevação do “∆ produtividade” a cada degrau em direção à verticalização.

Em complemento, esses resultados influenciam positivamente a relação com agentes integrantes da cadeia de suprimento de madeira, pois, estimula a busca para alavancar a produtividade das fazendas, possibilita a captura das melhores práticas através da troca de informações entre as partes, e, alinha os interesses da empresa-alvo e demais partes, podendo minimizar os custos de transação. Assim, o relacionamento entre empresa e produtores das demais modalidades, possibilita na

derivação em externalidades para ambos os lados, na qual, essa combinação pode potencializar sinergias em todo o sistema.

Todavia, não é possível descartar se a opção pelas formas plurais ocorreu pela oportunidade no estabelecimento de contratos para suprimento de madeira sem a necessidade da compra de terras.

Por fim, a realização da análise descritiva e econométrica possibilitou a maior robustez nos resultados, denotando em maior confiabilidade para as interpretações descritas nessa dissertação.