5.1. Formell og uformell oppgavedeling
5.1.3. Hvilken betydning har formell og uformell oppgavedeling for profesjonene 92
Essa questão apresentava como intenção verificar as fragilidades ou riscos que se pode perceber com o uso do Portfolio.
Dentre as alternativas apresentadas, o entrevistado poderia marcar quantas julgasse pertinentes.
A alternativa mais selecionada, com 34,27%, aponta como risco maior para o Portfolio o fato de ele ser um instrumento avaliativo subjetivo, isto é, - o fazemos pensando em quem vai avaliá-lo”. Em seguida, aparece a alternativa, o “Portfolio exige muita pesquisa e leitura para sua construção” com 30,90%, dos alunos.
Com 27,53% das escolhas, temos os entrevistados que afirmam ser o Portfolio um instrumento sem riscos para quem o constrói.
Na seqüência, aparecem com 24,72%, os alunos que acreditam ser o Portfolio um instrumento que não substitui a precisão de uma prova tradicional e com 21,35% os que apontam o Portfólio como um instrumento inválido de avaliação, pois não contém evidências confiáveis.
Esses dados, conforme mostra o gráfico seguinte, apresentam indícios de que o uso do Portfolio traz, para a maioria dos licenciandos, receio e riscos de não ser um instrumento confiável, apesar de quase 28% afirmarem que o mesmo não apresenta questões negativas.
Podemos constatar essas informações a partir do gráfico seguinte.
24,72% 6,18% 34,27% 8,43% 30,90% 4,49% 21,35%27,53% 0,00% 20,00% 40,00%
Riscos percebidos com o uso do Portfólio:
A Não substitui a precisão de uma prova tradicional B É apenas um “modismo passageiro” na educação
C Instrumento avaliativo subjetivo; fazemos o Portfólio pensando em quem vai avaliá-lo
D Considera apenas os aspectos qualitativos de uma avaliação E Exige muita pesquisa e leitura para sua construção
F Perca de tempo refletindo sobre os temas apresentados durante o curso G Não contém evidencias confiáveis do desempenho, para considerá-lo um instrumento de avaliação válido
H Para mim não houve questões negativas
Representações Sociais e Avaliação Educacional: o que revela o Portfolio.
VIEIRA, V.M.O.
Sinteticamente os dados referentes às questões fechadas parecem evidenciar: A maioria dos licenciandos relata vivenciar uma experiência positiva com o uso
do Portfolio, apesar de um número significativo afirmar ser essa prática imposta e causadora de insegurança.
A maioria dos alunos aponta atribuições positivas em relação ao uso do Portfolio como instrumento avaliativo. Dente outras, afirma que esse instrumento conduz à criatividade; promove a reflexão; favorece a auto- avaliação e a autonomia.
70,79% dos entrevistados revelam ser o Portfolio um aprendizado que permite o desenvolvimento de novos modos de vivenciar o ensino-aprendizagem.
Quanto ao processo de implantação e implementação, quase a metade dos alunos, 46,63%, não foi devidamente orientada e esclarecida.
Quase 70% dos alunos têm se beneficiado com os horários destinados à orientação da construção do Portfolio, dado significativo para compreensão da importância do papel do professor/orientador.
A maioria dos alunos, 66,85%, declara como aspecto facilitador da construção do Portfolio a liberdade de poder escrever por meio de diferentes linguagens e expressões.
E como aspecto dificultador na construção do Portfolio 53,93% atribuíram ao “tempo insuficiente para construí-lo”, seguidos de 32,02% pelo fato de acharem o Portfolio uma avaliação muito subjetiva.
Quanto às contribuições do Portfolio para a formação do educador, a maioria dos licenciandos percebe contribuições positivas para sua formação docente. Porém, quase 13% apontam ser o Portfolio como um instrumento que não avalia.
Sobre as fragilidades ou riscos que se pode perceber com o uso do Portfolio como instrumento avaliativo, a maioria aponta como risco maior o fato de ele ser um instrumento avaliativo subjetivo, isto é, “o fazemos pensando em quem vai avaliá-lo”. Em seguida aparece a alternativa, o “Portfolio exige muita pesquisa e leitura para sua construção” com 30,90%, dos alunos. Apenas 28% afirmaram que o mesmo não apresenta questões negativas.
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VIEIRA, V.M.O.
5.5. Análise das questões abertas - Programa Alceste
As questões abertas do segundo questionário foram realizadas, principalmente, com o intuito de detectar tanto a compreensão dos alunos sobre a construção do Portfolio, como também o de identificar sentimentos em relação ao seu uso.
Perguntamos aos licenciandos entrevistados:
a partir de sua experiência, explique o que é Portfolio.
se um conhecido seu, estudante de outra instituição, que não conhece o Portfolio, perguntar-lhe o que você acha desse instrumento de avaliação, o que responderia para ele?
caso você queira apontar mais alguma consideração sobre o Portfolio, aproveite o espaço abaixo.
A análise das respostas dessas questões foi efetuada com o auxílio do Programa Informático Alceste. Esse programa é um soflware que se presta a análise quantitativa de dados textuais. O processo de execução do programa tem como base de cálculos as leis de distribuição do vocabulário e objetiva auxiliar na realização da análise lexical das entrevistas.
Segundo Oliveira, Gomes e Marques (2005, p. 158), o Alceste “utiliza mecanismos independentes da análise do conteúdo, objetivando obter uma primeira classificação estatística dos enunciados simples do corpus estudado”.
Ao ser processado, o programa Alceste gera um relatório que é o resultado da classificação do corpus, seguindo um padrão de co-ocorrência. Em seguida, o programa divide o material discursivo em classes.
Oliveira, Gomes e Marques (2005, p. 158), assim resume o funcionamento geral do Alceste:
O Alceste segmenta o corpus em unidades de contexto elementares (UCE) de tamanhos equivalentes, retendo como lexemas apenas as palavras ditas, que ele tematiza, e constrói um Quadro Lexical Inteiro (T.L.E.), cruzando os seus enunciados (UCE) e os seus leximas (palavras), para calcular uma participação disjuntiva de classes de UCE, de forma que a variância inter-classes seja maximizada em detrimento da variância inter-classe, no que se refere aos lexemas que essas UCE contêm.
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A figura seguinte permite esclarecer alguns termos que serão utilizados com freqüência na análise das representações sociais desta pesquisa. São eles:
UCE – Unidade de Contexto Elementar
Dendograma Corpus –equivale ao Conjunto das respostas fornecidas pelos sujeitos da pesquisa em cada uma das questões
ALCESTE: Método de Classificação Hierárquica Descendente - CHD Qui-Quadrado Pequenos recortes escritas que compõem as classes Gráfico que indica a relação entre as classes identificadas Teste estatístico que mostra o maior valor possível numa prova de associação
Figura 17 - Definição de termos utilizados durante a análise realizada pelo Programa Alceste
Sobre a formação das classes, Oliveira, Gomes e Marques (2005, p. 167) afirmam que “as classes podem indicar diferentes representações sociais, campos de imagens sobre um dado objeto ou somente diferentes aspectos de uma mesma representação”. Nesse sentido, podemos afirmar que são os conteúdos e a relação desses com os fatores ligados ao plano geral de cada pesquisa que vão definir o seu significado. A esse respeito as autoras acrescem:
Consideramos que os processos de constituição da representação social podem ser guias úteis para a interpretação das classes e identificação das representações, a partir da busca ativa de elementos que revelem tanto indícios de ancoragem, como de objetivação nas classes resultantes da análise Alceste. Esse, no entanto, é muito mais um trabalho teórico de interpretação do que técnico de análise. (OLIVEIRA, GOMES e MARQUES, 2005, p. 167)
De posse das respostas às três questões abertas, processamos três programas, - um para cada questão.
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