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4 Generelle vilkår for iverksettelse av kontrolltiltak

5.1 Hvilke elementer kan det kreves innsyn i?

Ao longo das práticas pedagógicas foram realizadas semanalmente reflexões sobre vários aspetos. Entre os aspetos alvo de reflexão, encontram-se duas componentes que acompanharam todo este processo, influenciando a minha prática educativa, sendo eles a componente emocional e profissional.

Emocional

Ao nível emocional foram várias as experiências que influenciaram a minha visão do que é ser educadora/professora, bem como as conquistas, que apesar de terem influenciado o meu percurso enquanto educadora estagiária, foram também importantes ao nível pessoal. Apresento de seguida algumas das situações refletidas:

(…) uma criança (…) encontrava agitada, (…) depois de ouvir a explicação pedi que fizéssemos um contrato, nesse contrato deveria permanecer atenta durante o restante tempo que faltava, pois se tal não acontecesse retiraria o voto de confiança que lhe proporcionei, ficando eu satisfeita por esta ter realizado o que tínhamos acordado, respeitando a minha opinião e consequentemente todos os colegas que estavam tentar prestar atenção. (4.ª Reflexão – J.I. – Anexo II)

(…) esta semana terminou-se a temática dos animais, realizando-se uma revisão de tudo o que foi aprendido sobre os mesmos. Nesta revisão fiquei satisfeita ao aperceber-me que os alunos se lembravam de todos os aspetos referidos nas últimas semanas, bem como os souberam relacionar com os animais apresentados nos diapositivos e no jogo de consolidação (jogo em que cada aluno tinha um cartão com um animal e tinham que se agrupar consoante as características pedidas). (9.ª Reflexão – 1.º CEB – Anexo II)

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Do primeiro dia desta semana quero ressaltar uma situação que me marcou, tanto pela minha intervenção como pela “conquista” que se prosseguiu.

Uma das crianças, (…), na hora da sesta não conseguia dormir e chorava, chamando pela mãe, não conseguindo descansar. À hora da sesta (…) esta começou a chorar e pedi à educadora se poderia falar com ela fora da sala. Após estar sozinha com a criança, pedi para me ouvir e perguntei-lhe porque chorava e se não queria ir dormir, ela respondeu-me que não, ao qual eu referi que (…) ninguém a ia obrigar a dormir, mas que não poderia fazer barulho, pois os colegas estavam a descansar, acrescentando ainda que ficaria sentada ao pé dela se não chorasse. Após a entrada na sala, a criança respeitou o que foi acordado, mas vendo que esta estava muito cansada, ia-lhe dizendo se se queria deitar, sem insistir. Numa das tentativas disse-lhe que se ela se deitasse eu também o faria. Ao deitar-se, choramingou um pouco, mas sentindo a minha presença acabou por acalmar e pouco depois estava a dormir serenamente.

Para mim esta situação demonstrou duas coisas (…), uma, que esta criança demonstrou sentir segurança e confiança em mim (…) e outra que, apesar da idade (2 anos) as crianças escutam-nos e importam-se com o que dizemos e da forma como o dizemos (…)

(2.ª Reflexão – Creche – Anexo II)

Profissional

Para além da componente emocional, também a profissional esteve presente nas reflexões, ao longo destes três semestres. Nesses aspetos refletidos, encontram-se aqueles que me permitiram compreender a importância de certos fatores para as aprendizagens das crianças, problemas associados às dificuldades que estas poderiam estar a ter ou mesmo esclarecer estratégias que poderiam facilitar a minha função:

Estando as crianças numa fase de desenvolvimento pessoal e social, as histórias transportam para o seu quotidiano conceitos importantes e que devem ser abordados de uma forma informal e apelativa, sendo que “[as histórias] fazem uma ponte entre os valores e crenças abstratas e a materialidade do contexto experimentado pelas crianças” (Girardello,2004:2).

Se as histórias fazem parte do crescimento e do contexto das crianças é normal que estas se sintam bem em ouvi-las, devendo os educadores partir delas para chegar a uma aprendizagem significativa. Uma educadora que se senta junto das crianças ”(…) para contar uma história está a dispor-se a uma interação que vai muito além do plano verbal.” (Girardello, 2004: 3). (9.ª Reflexão – J.I. – Anexo II)

O dinheiro foi outro tema trabalhado nesta semana. Na segunda-feira foram exploradas as designações das moedas e como estas se representavam, resolvendo exercícios através de uma ficha de trabalho. Nestas tarefas, a maioria das crianças mostraram dificuldades, vejamos um exemplo:

O problema 1 dizia que “No cinema, o Pedro comprou o bilhete que custou 5€ e um balde de pipocas que custou 2,10€. Quanto gastou o Pedro no cinema? Apresenta todos os cálculos”. Neste caso as crianças só tinham que somar 5 + 2 e adicionar os 0,10€; mas a maioria estava a somar 5 aos 0,10. Na minha perspetiva, considero que esta dificuldade pode estar relacionada pelo desconhecimento que as crianças têm sobre os números decimais, números estes ainda não introduzidos, pois ao refletir sobre esta tarefa vejo que,

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não conhecendo números decimais, as crianças utilizaram o 0 de 2,10 como se fosse a unidade e não como a centésima do número. (7.ª Reflexão – 1.º CEB – Anexo II)

(…) nesta semana pude executar uma estratégia baseada num assunto que tinha lido recentemente. Durante as (…) leituras sobre o desenvolvimento das crianças de 2 anos (…), encontrei uma informação que me pareceu conveniente na medida em que a característica apontada pelos autores era observável no grupo de crianças com quem estou a trabalhar. A característica era referente ao controlo que as crianças destas idades desejam em relação ao que as rodeia, ou seja, numa situação que a criança mostre resistência pretende-se que o adulto “ofereça uma alternativa – mesmo que seja limitada – para dar à criança algum controlo” (Papalia, Olds & Feldman, 2001, p. 259). À hora de almoço uma das crianças não queria comer o que estava no prato. Depois de muito insistir disse-lhe que pelo menos duas colheres ela tinha de comer. Mesmo assim ela não comia ou deixava que a ajudassem a comer. Lembrando-me da característica lida, cheguei ao pé da criança e dividi o comer em duas partes (cada parte seria cerca de 2 a 3 colheres) e referi que ela podia escolher uma das partes e que só comeria a que escolhesse. A estratégia resultou e a criança comeu a parte por ela escolhida. Sei que é apenas uma estratégia e que apesar de ter resultado com esta criança pode não resultar com uma outra, mas foi importante perceber que se atendermos às características das crianças desta faixa etária é possível compreender como elas pensam e elaborar estratégias para ultrapassar algum problema/entrave que possa surgir. (4.ª Reflexão – Creche – Anexo II)

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