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5. ANALYSE OG DRØFTING

5.3 Hva påvirker Stridstrenbataljonens stridsevne?

A categoria memorial é fundamental para entender a relação entre o mistério de Cristo e a liturgia que o celebra como único motivo.

Da páscoa antiga, o Mistério Pascal extraiu a sua estrutura memorial. A redenção realizada por Deus em Cristo trouxe a condição perene de salvação e a perfeição do culto, que permanecem na Igreja e nos fiéis. Mas, para que esta seja eficaz, precisa ser continuamente atualizada. Isto acontece através da celebração litúrgica, que, como a eucaristia, é anamnese da páscoa (cf. Lc 22,19; 1Cor 11,24-25). No seu aspecto subjetivo, os fiéis anunciando a morte do Senhor, colocam diante de si a representação da passagem histórica de Cristo deste mundo para o Pai e são fortalecidos na fé, na esperança e na caridade. Mas, sobretudo, este memorial é objetivo: a celebração realiza-se para que o Pai se lembre de Cristo e dos cristãos; e Cristo, com sua presença, atualize, aplique e continue sua obra como Cabeça e Chefe.107 “Memorial significa a presença e a eficácia atuais do comemorado, de maneira que acontecimentos que historicamente pertencem ao passado se tornam de fato presentes na vida de hoje do povo de Deus que celebra a fé”. 108 “A liturgia é uma ação ritual temporal na qual se atualiza um evento salvífico do passado

106 Cf. MARTIN, Julián López. No espírito e na verdade, v. 1, p. 154. 107 Cf. SORCI, Pedro. Mistério Pascal ... p. 784.

histórico, por meio de sinais e símbolos, apresentando-se com toda a sua força libertadora no hoje da assembléia celebrante”. 109

Em sua grande complexidade, o Mistério Pascal nos remete “essencialmente a Cristo e à obra da sua redenção humana.” 110 Cada vez que celebramos o memorial de nossa redenção na liturgia, o Mistério Pascal “nos faz passar da morte para a vida” 111 e nos coloca em contato direto com a graça divina112 provinda principalmente da sagrada paixão, ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão do Cristo Senhor. 113 No Mistério Pascal, toda a vida litúrgica, bem como o ano litúrgico, adquire a sua eficácia. 114

4. 3. Mistério Pascal, núcleo da pregação querigmática

O Mistério Pascal é o núcleo das pregações querigmáticas ou de evangelização recolhidas nos Atos dos Apóstolos. Quatro de Pedro 115 e duas de Paulo. 116

Em relação com os textos litúrgicos, convém citar a anáfora mais antiga que possuímos a de Hipólito, escrita no princípio do século III. Foi adaptada para o atual Missal Romano como a Oração Eucarística II. É influenciada pelas homilias de Melitão e do Pseudo-Hipólito. Recordamos o núcleo da versão de nosso missal atual: “Ele, para cumprir a vossa vontade e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição”. 117

Do Missal Romano atual vale a pena destacar seu prefácio pascal I, um dos mais antigos (do século VI). Foi o único acolhido pelo missal de Pio V (1570) e, portanto, o único empregado desde então até o novo missal do Vaticano II (1970). Diz assim: “Porque ele é o verdadeiro Cordeiro, que tirou o pecado do mundo; morrendo destruiu nossa morte e ressuscitando restaurou

109 Cf. Ibidem, p. 96.

110 Cf. MARTIN, Julián López. No espírito e na verdade. V. 1... p. 138. 111 Cf. Ibidem, p. 139. 112 Cf. SC. N. 61. 113 Cf. Ibidem, n. 5. 114 Cf. Ibidem, n. 61; 102-106. 115 Cf. At 2,22-24; 3,15-16; 5,30-32; 10,37-43. 116 Cf. At 13,27-37; 17,31.

a vida” 118 e encontramos também no embolismo acrescentado aos domingos às anáforas II e III em parágrafos dedicados às intercessões pelos fiéis: “no Domingo, dia em que Cristo venceu a morte e nos fez partícipes de sua vida imortal”. 119 A Igreja e o mistério nasceram ambos da paixão de Cristo. É neste fato que encontramos a razão última pela qual o mistério do culto torna- se liturgia.

A homilia faz parte da liturgia, propicia comunhão, comunicação com Deus. Num processo recíproco entre homiliasta e assembleia, nesta perspectiva comunicativa, o Vaticano II que aponta para a renovação litúrgica, “de modo que possibilite a adaptação da nossa época às instituições suscetíveis de mudanças, favorecendo a união dos cristãos conduzindo-os para o seio da Igreja”. 120

A pregação querigmática seja cumprida com fidelidade e exatidão. Deve ser ardente e fiel de modo a haurir os temas da Sagrada Escritura e da liturgia. 121 A homilia deve ajudar os fiéis a fazerem à experiência com Deus. Nesta perspectiva de anúncio e a sua participação na liturgia expressão máxima do Mistério Pascal.

O querigma nos anuncia esta realidade na história: a salvação é oferecida por Deus a cada um de nós. É o anúncio da chegada do Reino de Deus na pessoa de Jesus, realizando o ideal da justiça desejado pela humanidade.

Acolher o querigma significa abrir-se ao mistério de Cristo, que vem ao encontro da pessoa como Senhor e Salvador, reconhecendo somente a sua soberania. A adesão ao querigma introduz o discípulo no Reino de Deus. A proclamação do querigma faz parte do ato de comunicar a Boa Nova de Jesus Cristo.

O anúncio é uma proposta de libertação atual e real (cf. Rm 6,4) que se comunica por meio daquele que proclama o nome de Jesus, fonte de conversão para todas as pessoas e povos (cf. Mt 12,21).

Como no início da pregação apostólica, hoje também é necessário dar testemunho do Senhor que toca a vida, a transforma, enchendo-a de alegria e de paz. A resposta e acolhida do

118

Cf. MR, Prefácio Pascal I, p. 421.

119 ARENAS, Luis Maldonado. Mistério Pascal na Celebração. In Dicionário de Catequética, São Paulo: Paulus, 2004, p. 781.

120SC nº52

121BECKHÄUSER, Alberto. Comunicação Litúrgica: Presidência, homilia e meios eletrônicos, 2ª Ed, Petrópolis: Vozes, 2003, p.36.

anúncio querigmático se expressa na conversão, que implica uma adesão à pessoa de Jesus Cristo e na disposição de segui-Lo.