A primeira reunião para o desenvolvimento do projeto foi realizada na empresa Redecard, onde o Eduardo Nogueira, diretor da área de marketing, falou para os jo- vens, apresentando as características do público-alvo, bem como, outros materiais de merchandising desenvolvidos pela Redecard.
Utilizando experiências anteriores bem sucedidas, Ivo Pons, coordenador do projeto, levou os jovens designers para visitas as ONGs, a saber: Aldeia do Futuro,
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
80
Arrastão, Associação Monte Azul e Projeto Florescer que passaram a ser vistas pelos jovens designers como possíveis fornecedoras.
Para Roberto Almeida, coordenador da Marcenaria, da Associação Comunitá- ria Monte Azul, por ocasião da entrevista, comenta:
Primeiro foi feito o trabalho de visitas dos designes na ONG onde eles puderam conhecer os equipamentos e a matéria prima que a gente trabalha- va, a técnica também que a gente possuía e depois partiu para o projeto, os conceitos, aí desenvolveu os produtos, os desenhos e daí foi pro protótipo. Foto 7: Jovens assistindo a palestra de Eduardo Nogueira, diretor de Marketing da Redecard
Fonte: Ana Beatriz Hosken Cunha
Foto 8: Visita dos jovens designers a ONG Florescer Fonte: Ivo Pons
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
81
Foto 9: Visita dos jovens designers a ONG Aldeia do Futuro – foco no trabalho das artesãs. Fonte: Ana Beatriz Hosken Cunha
Foto 10: Visita dos jovens designers a Associação Comunitária Monte Azul – marcenaria. Fonte: Ana Beatriz Hosken Cunha
Foto 11: Visita dos jovens designers ao Projeto Arrastão - núcleo de Moda e Design. Fonte: Ana Beatriz Hosken Cunha
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
82
As visitas as ONGs contribuiu decisivamente para que os jovens designers in- cluísse essas organizações como fornecedores dos seus projetos.
O grupo realizava reuniões aos finais de semana na Mad (agência, na época, parceira da Girassol Comunicações). Nestas reuniões, eram discutidos os conceitos dos produtos e elaborados os desenhos técnicos.
Neste processo de criação, todos os designers eram convidados a participar, em busca de um resultado em conjunto, tirando a autoria sobre a peça produzida e fazendo com que o resultado fosse construído e compartilhado pelo grupo.
Desenvolveu-se uma parceria, um grupo de trabalho e fizemos vi- sitas às ONG’s, desta forma entendemos as possibilidades e trabalhamos a proposta do projeto como uma empresa, que fosse um escritório de de- sign. A única coisa que a gente usou foi a juventde e entusiasmo dos de- signers jovens participantes, recém saídos da faculdade, que não tinham uma barreira com relação ao que já estava sendo desenvolvido, que não tinham nenhum tipo de conhecimento pré-concebido. Fizemos uma análise do público, de quem seriam esses pontos de venda que receberiam esses materiais, no que eles acreditavam, como a gente precisava tocá-los e a partir disso a gente foi desenvolvendo todo o projeto.
Ocorriam visitas às ONG’s, reuniões aos sábados dentro da Agên- cia Med e então, iniciou-se o desenvolvimento de propostas, e de idéias. Desenvolvemos idéias interessantes. Como todos os selecionados tinham sido indicados com a minha participação, todos eles tinham uma forte rela- ção. Como tinhamos facilidade de comunicação ocorreu o envolvimento de todos os participantes.e os outros rapidamente se envolveram. E aí o que fizemos foi seguir com esse processo de trocas de idéias onde se tentou ao máximo tirar a autoria do produto. A gente queria possibilitar que cada um acrescentasse na idéia do outro de maneira horizontal. Até tivemos um caso onde alguns não conseguiam participar com intensidade ou não con- seguiam se apropriar desse modelo. Os que não queriam deixar de abrir mão da autoria, e acabaram se afastando. Mas, enfim, quem conseguiu se envolver, entendeu os trabalhos e mostraram-se bastante interessados e resultando excelentes desenhos que foram selecionados para a construção dos protótipos e acabaram sendo produzidos. Depoimento de Ivo Pons.
Depois de elaborados os desenhos técnicos, foram construídas as lâminas para a apresentação e aprovação deste trabalho, pela a Girassol Comunicações e, Redecard.
Segue abaixo os desenhos criados pelos jovens designers sob a orientação do professor Ivo Pons.
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
83
Figura 17: Arte em jornal – aplicação do porta copo e porta sachet Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 18: Chaveiro Fuxico
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 16: Porta sachet
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
84
Figura 20: Porta guardanapo com bordas triangulares Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 21: Chaveiro Amarradinho
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 19: Porta guardanapo com bordas redondas Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
85
Figura 23: Porta guardanapo com bordas redondas Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 24: Revisteiro
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 22: Porta guardanapo com bordas 90 graus Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
86
Figura 26: Jogo Americano Arrastão Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 25: Take one
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 27: Jogo Americano Fuxico
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
87
Figura 29: Galheteiro de cerâmica
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 30: Pétala Porta Sachê
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 28: Galheteiro vidro
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
88
Figura 32: Revisteiro Leve
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 33: Chaveiro
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 31: Bolso Revisteiro
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
89
Figura 35: Numerador de mesa
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 36: Take one
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 34: Display para buffet
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
90
Figura 38: Porta guardanapo
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 39: Porta revista de parede
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers Figura 37: Revisteiro médio
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
91
Nesta etapa, teve-se em foco a relação entre o Design Possível e as ONGs, gerando resultados de aprendizagem para os dois grupos, como se pode observar pelo comentário de Roberto Almeida:
Acho que o projeto Design Possível é como se fosse uma coisa que tava faltando aqui na ONG, uma espécie, como se fosse uma área que tal- vez não existia aqui, essa parte de desenvolvimento, de buscar empresas, projetos, que pudessem trazer trabalhos para a ONG. Era uma coisa que a gente queria, mas era muito difícil acontecer, alguém trazer, porque não tinha uma coisa ligada a isso, não tinha um departamento que fizesse isso... A relação é como eu falei, o pessoal é como se tivesse um apoio, como se fosse uma consultoria, mas que busca trazer trabalho pra ONG né? Tipo o Figura 40: Porta copos
Fonte: Desenvolvido pelos jovens designers
Figura 41: Jogo americano
A DINÂMICA DAS RELAÇÕES DE PARCERIA E CONSUMO DO GRUPO
DESIGN POSSÍVEL, EMPRESAS PRIVADAS E AS ONGs - (ESTUDO DE CASO)
92
Design Possível consegue buscar um contato com uma empresa e oferecer um projeto pra ser produzido na ONG.
Depois de aprovado pelas empresas, partiu-se para a etapa de produção das peças nas ONGs.