“Pensa-se, com frequência, que um grupo de teatro tem uma unidade se seus integrantes se assemelham. Ao contrário, é necessário procurar a diferença recíproca, se se quer conseguir a totalidade.”
De acordo com Enrique Pichon-Rivière, estudioso da psicologia social, todo grupo possui uma estrutura social básica formada pela interação e o vínculo de no mínimo três pessoas que desempenham papéis diferenciados. Os papéis diferenciados são assumidos pelos integrantes do grupo e se alteram de acordo com a situação enfrentada. Assim, a cada nova ação grupal uma nova distribuição de papéis é estabelecida de acordo com os interesses individuais. O núcleo familiar composto pela tríade pai, mãe e filho é entendido, na psicologia social, como o modelo natural que rege todas as interações grupais nas quais os seus integrantes assumem os chamados papéis diferenciados (PICHON-RIVIÈRE, 2005, p. 64).
Ao tomar como base a ideia do núcleo familiar como modelo natural das interações grupais, é importante esclarecer três pontos a respeito da comparação entre grupo e família, sugerida por Pichon-Rivière, e que interessam a esta pesquisa, são eles: 1. a tríade como unidade mínima da composição de grupo; 2. os papéis de pai, mãe e filho como representação simbólica dos papéis sociais básicos assumidos dentro da estrutura de grupo; e 3. a variação de papéis e a complexidade da resolução de conflitos dentro do grupo.
O primeiro ponto diz respeito à soma de três indivíduos como a menor configuração de qualquer estrutura de grupo. A principal diferença entre um núcleo formado por duas pessoas e as relações compostas por três ou mais indivíduos está na distribuição dos papéis e no modo como os sujeitos se relacionam. No matrimônio a relação estabelecida entre seus membros é bilateral, ou seja, é composta apenas por dois papéis que se relacionam de forma direta – marido e esposa. Na relação familiar o núcleo se expande para além do casal. Com isso, o número de papéis assumidos por cada indivíduo e as relações estabelecidas entre seus integrantes se multiplicam.
Na família, além das relações estabelecidas entre todos os integrantes, existe uma teia de microrrelações que se entrelaçam aumentando o número de papéis desempenhados por cada membro e a complexidade das relações. Por exemplo: com o nascimento do filho acontece a ampliação do núcleo de dois para três integrantes e os papéis desempenhados por seus integrantes duplicam. A esposa, além de cônjuge, passa a assumir também o papel de mãe. O marido passa acumular as funções de marido e pai. E o filho, com a chegada de outros filhos, passa a desempenhar concomitantemente o papel de irmão.
Situação semelhante a esta da família ocorre na dinâmica dos grupos teatrais com três ou mais integrantes e que se identificam com o TG. A cada nova ação do coletivo uma nova distribuição de papéis acontece no interior do grupo, de acordo com os interesses individuais e coletivos. Essa organização e reestruturação dos papéis dentro do grupo é uma ação dinâmica,
podendo ser alterada a cada nova ação do coletivo e também de acordo com as normas coletivas formuladas pelos núcleos.
O segundo ponto a ser esclarecido é aquele em que Pichon-Rivière destaca os papéis de pai, mãe e filho como base do modelo natural de qualquer estrutura de grupo. Esses três papéis representam as funções existentes na concepção familiar ideal ou clássica. E são utilizados por Pichon-Rivière como imagens simbólicas das forças existentes no núcleo das interações grupais.
Em tempos de modernidade líquida, em que os vínculos pessoais encontram-se fragilizados, é difícil definir uma estrutura familiar padrão. Existem famílias com conformações as mais variadas possíveis, como por exemplo, aquelas compostas por avós e netos; um dos progenitores e os filhos; apenas irmãos, entre tantas outras estruturas. Portanto, a respeito da tríade familiar, o fator interessante a esta pesquisa é aquele que diz respeito às forças que estão contidas nos diferentes papéis que compõem a tríade fundadora do grupo e não a composição clássica familiar em si.
Dentro de uma estrutura familiar patriarcal idealizada, o papel do pai pode ser entendido como àquele que representa e conecta a família com o mundo exterior. Ele é o responsável por gerar recursos visando à sobrevivência do núcleo. Com uma força similar e ao mesmo tempo oposta ao papel do pai, a figura materna se conecta mais com a manutenção interna e estrutural da família. A mãe é quem assume a função de organizar e manter a união dos membros do núcleo. Assim como o pai é o responsável pela relação do grupo com o externo, e por encabeçar ações que possibilitem a sobrevivência do núcleo familiar dentro de determinado contexto, a mãe é a figura responsável por alimentar e conservar a vida interna da família. A figura do filho completa a tríplice de papéis. Este, por sua vez, representa o papel daquele que se opõe e questiona as regras pré-estabelecidas, ou tidas como tradicionais. Portanto, é possível dizer que, na família de base patriarcal, a forças que regem os papéis de pai, mãe e filho são respectivamente, a elaboração e concretização de ações; a conservação do afeto e a busca pela inovação.
Diferente do núcleo familiar, o grupo teatral admite que mais de duas pessoas estejam envolvidas na gestação e criação do grupo e na realização de seus projetos. Dentro dessa estrutura coletiva de grupo existe também uma maior flexibilidade no que diz respeito ao desempenho de papéis. Em determinado momento um integrante pode assumir o papel de “pai” propondo e defendendo determinada ideia. No projeto seguinte, o mesmo integrante pode alterar seu papel, assumindo a posição de “filho”, ou seja, aquele integrante que será contrário ou questionará a realização do novo projeto.
Na teia de relações que permeiam a vida dos grupos os papéis diferenciados assumidos por seus integrantes não são perpétuos, nem fixos. A cada nova ação ou resolução de conflitos os papéis diferenciados podem ser redistribuídos de acordo com os interesses de seus membros e do grupo. Sobre a questão da distribuição de papéis é possível dizer também que, além dos três papéis sociais básicos – pai, mãe e filho – os grupos teatrais podem conter tantos outros papéis quanto aqueles existentes numa estrutura familiar: tios, avós, primos etc. A cada novo integrante que se conecta ou desconecta do grupo, novas microrrelações e conflitos são gerados reformulando a estrutura do conjunto.
Outro ponto a respeito da comparação entre família e grupo que interessa a esta pesquisa trata da diferença entre a resolução de conflitos na estrutura de casal e na estrutura familiar. Nas relações conjugais, a solução de conflitos se dá de maneira direta, exigindo que seus agentes escolham entre a solicitação ou a concessão em relação à opinião do seu parceiro. Um dos membros sugere uma solução, o outro acata ou discorda, até que se chegue a um consenso. Mas, nas relações familiares em que todos os membros têm voz e podem opinar, faz-se necessária a realização de assembleias para a tomada de decisões e resolução de problemas coletivos. Durante a assembleia, os integrantes encontram espaço para argumentar, convencer, negociar, transformar, e por vezes, abdicar de determinada opinião em favor do coletivo.
Trabalhar em grupo é estar em constante processo de adaptação, de aprender a respeitar e conviver com as diferenças. Eugênio Barba, ao escrever sobre sua experiência de trabalho como diretor do grupo Odin Teatret afirma que, para um grupo existir é necessário haver harmonia.
Harmonia não é beleza estética, mas proporção ativa, movimento em quietude. A necessidade de harmonia não é a necessidade de procurar a solução de um problema, mas o impulso por trocar as coisas de lugar, difícil de explicar até para si mesmo. Harmonia é o acordo entre tensões. (BARBA, 1991, p.20-21).
O que Barba denomina como harmonia assemelha-se com o que Jean-Jacques Rosseau (1712-1778), filósofo suíço, chamou de contrato social. Para Rosseau, o contrato social é um acordo entre os membros de um mesmo coletivo. Esse acordo deve expressar o desejo comum do coletivo.
O contrato social, para ser legítimo, deve se originar do consentimento necessariamente unânime. Cada associado se aliena totalmente, ou seja,
abdica sem reserva de todos os seus direitos em favor da comunidade. Mas, como todos abdicam igualmente, na verdade cada um nada perde, pois „este ato de associação produz, em lugar da pessoa particular de cada contratante, um corpo moral e coletivo composto de tantos membros quantos são os votos da assembléia e que, por esse mesmo ato, ganha sua unidade, seu eu comum, sua vida e sua vontade‟. (ROSSEAU apud ARANHA, 1993, p.225).
No entanto, o próprio Rosseau foi enfático ao distinguir a vontade geral da vontade de todos. A vontade geral é aquela advinda dos interesses comuns de um corpo coletivo. Este coletivo é formado pelos cidadãos pertencentes a determinado espaço público. Já a vontade de todosadvém da soma dos desejos particulares de cada indivíduo. “Nem sempre o interesse de um coincide com o de outro, pois muitas vezes o que beneficia a pessoa privada pode ser prejudicial ao coletivo” (ARANHA, 1993, p.225). Assim, o interesse comum não necessariamente é o interesse de todos, já que o primeiro pensa no bem de todos dentro do coletivo e o segundo nos interesses e benefícios individuais de cada pessoa. Por isso, a necessidade de harmonizar como ação essencial da vivência em grupo.
Com base nos estudos da psicologia social, pode-se dizer que, para a existência de um grupo faz-se necessária a aproximação de no mínimo três pessoas que assumem papéis diferenciados. Assim, o grupo é constituído a partir da tensão gerada entre três distintas forças e do esforço por mantê-las unidas.
Como o núcleo grupal é baseado na diferença, a resolução de conflitos torna-se a ação básica de qualquer grupalidade. Por isso, é necessário haver negociação, defesa ou ajuste de opiniões entre os membros do grupo para se chegar à harmonia de Barba e ao contrato social de Rosseau. “O ideal é que a gente consiga se conectar no próprio trabalho, para que ele vá gerando esse material, essa coletiva e essa conexão”.74 Cada grupo define conjuntamente seus
contratos sociais mesmo que estes não sejam afixados em placas ou escritos em ata. “Somos um grupo. As afinidades que nos mantém juntos são de ordem ideológica, estética e principalmente afetiva, pois de outra forma dificilmente permaneceríamos unidos, seja à causa, seja às pessoas”. 75
Nas relações internas dos grupos teatrais, diversos são os fatores que interferem na fluência da vida coletiva, sejam eles de origem econômica, artística, organizacional ou de relacionamento. Conforme afirma Alexandre Vargas, ator do grupo Falos & Stercus,
74 SEDREZ in Entrevista Coletiva Cia. Carona, 2008.
“independente do momento, os conflitos são uma constante. A possibilidade de parar, de não continuar, de abandonar, é uma constante. Essa coisa idealizada e utópica não funciona”.76
No âmbito do TG, geralmente as relações se estabelecem de maneira horizontal. Todos e cada um dos integrantes assumem funções múltiplas. Além de desempenharem suas atividades artísticas estes dividem a responsabilidade de manter a estrutura organizativa e de produção do grupo. Com a multiplicidade de papéis assumidos e de microrrelações estabelecidas em grupo, a resolução de conflitos torna-se uma ação muito mais complexa que a de um núcleo formado por duas pessoas, ou daqueles agrupamentos em que os cargos são fixos. Quanto maior for o número de integrantes, mais complexa será a teia de microrrelações e consequentemente a resolução de problemas no interior do grupo.
No decorrer da convivência e amadurecimento das relações de grupo, os integrantes vão criando seus próprios contratos sociais, desenvolvendo maneiras particulares de lidar com os conflitos que surgem. Nas entrevistas realizadas por mim com os integrantes dos grupos Teatro da Vertigem, Falos & Stercus e Cia Carona apareceram modos distintos de resolver os conflitos internos.
Um dos princípios do grupo Falos & Stercus é tentar equilibrar desejos individuais e coletivos. Quando surge um conflito interno, o modo empregado para a sua resolução é a realização de reuniões. Nelas cada integrante expõe seu ponto de vista a respeito do assunto em questão. Como o grupo, atualmente, possui onze integrantes no seu núcleo base, as reuniões de resolução de conflitos podem durar horas até que se chegue a um acordo, ou não.
Luciana Paz – O que nós sempre tentamos, mas nem sempre conseguimos, é equilibrar o indivíduo e a coletividade. Porque também se pode ir para um outro extremo em que a coletividade venha de uma forma que abafe tanto os indivíduos e isso acaba fazendo com que o grupo morra. E com isso deixa de ser coletivo e acaba centrando em uma pessoa ou idéia.
Alexandre Vargas – Nós temos a intenção de ser um coletivo de individualidades.
Cristina Kessler – Uma característica forte do Falos são as personalidades fortes. No começo eu me assustava porque venho de uma família em que ninguém grita, a gente conversa e se entende. Nas primeiras reuniões do
Falos eu fiquei assustada pensando “Meu Deus essas pessoas vão se matar, o que é que eu faço!”. Depois eu entendi que não. Que na verdade isso é uma família que está tão integrada e capaz de estar se relacionando que eles sabem que não vão se matar de verdade! [risos]. 77
76 Entrevista Coletiva Falos & Stercus, 2008. 77 Idem, 75.
No Teatro da Vertigem, desde O Livro de Jó são realizados fóruns de avaliações. “Normalmente eles servem para tratar de questões artísticas, mas algumas questões pessoais acabam aparecendo”.78 Os fóruns acontecem a cada fechamento de ciclo como um espaço
para avaliar as conquistas, falhas e pensar sobre os caminhos futuros. Paralelamente a estas avaliações coletivas, Antonio Araújo abriu um espaço de conversas individuais, assumindo o papel de mediador dos conflitos internos. Ao final dos processos de montagem, Araújo se reunia em particular com cada um dos integrantes para uma espécie de avaliação individual. Nessas conversas, Araújo ouvia os apontamentos dos colegas a respeito das inter-relações ao mesmo tempo em que suscitava dos mesmos um momento de reflexão a respeito das dificuldades, conflitos e pontos positivos observados durante o processo que se fechara.
Hoje, com o núcleo estável do grupo mais maduro, as resoluções de conflitos, quando possível, são resolvidas nas próprias microrrelações entre os membros envolvidos, sem necessariamente envolver todo o grupo, ou, caso seja necessário, o grupo organiza uma reunião extraordinária.
Para Eliana Monteiro,
O mais importante é que nós conseguimos conviver com as diferenças. E tem uma cumplicidade como a que existe entre eu e meus irmãos, por exemplo. Eu não sei de onde surge, mas apesar de todas as diferenças, quando algo fica muito ruim, nós temos a liberdade de falar e resolver diretamente. 79
Com o intuito de discutir e resolver os conflitos internos os integrantes da Cia Carona instituíram um encontro semanal. O encontro foi chamado de “conversas de sexta” e tem como finalidade “lavar a roupa suja”, como os próprios membros do grupo definem. Ou seja, o encontro é um momento em que os integrantes expõem suas diferenças e aproveitam para resolver conflitos ou desfazerem mal-entendidos. Quando algum integrante sente a necessidade de conversar sobre questões que ultrapassam as relações artísticas, o encontro é realizado.
Sabrina Moura – Na verdade é um exercício de falar e saber ouvir.
Pépe Sedrez – Essa necessidade surgiu no período do espetáculo Os
Camaradas. Principalmente durante os projetos longos, como o Palco Giratório [do SESC] em que ficávamos quarenta dias fora de casa, juntos
78 Guilherme Bonfanti, in Entrevista Coletiva Teatro da Vertigem, 2009. 79 In Entrevista Coletiva Teatro da Vertigem, 2009.
vinte e quatro hora por dia. Essa situação cria algumas tensões. Então, nós instituímos esse momento para conversar. Até porque não cabia estar o tempo todo, a cada coisinha interrompendo um ensaio. [...] por outro lado pode ser que depois de amanhã aquilo que me ofendeu tanto naturalmente se desfez. [...]
Fábio Hostert – [...] Nós nos jogamos no trabalho e precisamos estar abertos para a relação com o outro e essas pequenas coisas atrapalham muito. Às vezes são coisas simples de resolver. E se nós não resolvemos isso vai acumulando e pode estragar as relações. 80
Trabalhos e grupos que envolvam um número reduzido de pessoas tornam-se uma vertente aparentemente mais viável de se cultivar relações duradouras e com menores riscos de naufrágio por conta de substituições ou abandono dos seus integrantes. A organização em pequenos núcleos estáveis de artistas é uma característica dos grupos teatrais contemporâneos. Essa tendência da prática dos pequenos grupos pode ser entendida como uma resistência de indivíduos que procuram cultivar relações de longo prazo em meio à sociedade contemporânea que, segundo Zygmunt Bauman (2004), caracteriza-se justamente pela dissolução dos laços humanos. “Manter os fluidos em uma mesma forma requer muita atenção, vigilância e esforço perpétuo – e mesmo assim o sucesso do esforço é tudo menos inevitável”81.
Esta conformação em pequenos núcleos facilita a relação e o diálogo entre as partes e o todo. Como uma das características do TG é a busca pela horizontalidade nas relações e a equalização das múltiplas vozes que compõem o grupo, quanto maior o número de integrantes mais complexa e dispendiosa torna-se a discussão e resolução de problemas pelo coletivo. No pequeno núcleo o espaço de ressonância das vozes individuais torna-se maior e as chances dos anseios pessoais serem incorporados e realizados pelo conjunto tornam-se mais plausíveis.
Para o artista autônomo que tem como propósito realizar trabalhos artísticos independentes e construir uma linguagem cênica que ultrapasse o valor da produção teatral comercial, coligar-se a pequenos grupos parece ser uma alternativa viável de atuação e sobrevivência. Como afirma Carreira, “A carência de espaços profissionais obriga a constituição de alternativas de trabalho de autogestão” (2007, p. 22). Geralmente a bilheteria arrecadada por espetáculos de grupos independentes não costuma ser suficiente para cobrir os custos de montagem, muito menos para gerar recursos para o sustento de seus artistas. Por isso, os grupos independentes costumam criar alternativas paralelas à apresentação de
80 Entrevista Coletiva Cia. Carona, 2008. 81 BAUMAN, 2001, p 14-15.
espetáculos para a geração de renda. Talvez a abertura de oficinas teatrais ministradas por integrantes do grupo e oferecidas à comunidade seja a alternativa mais comum entre os núcleos independentes.
Mas, se por um lado, a constituição do pequeno núcleo aponta aspectos positivos e resolve problemas estruturais e de sobrevivência para o artista-profissional, por outro lado ela pode ser um fator limitador das possibilidades artísticas do grupo teatral. Para que esse fato não restrinja os projetos ao seu próprio núcleo, os grupos teatrais veem desenvolvendo táticas de abertura e diálogo com o seu entorno. Essas relações com o entorno poderiam ser analisadas em diferentes níveis, como por exemplo: grupo e meio artístico, grupo e público teatral, grupo e políticas públicas. Por ora, focarei as discussões nos modos de relações estabelecidas entre o grupo e o meio artístico, deixando para o próximo capítulo a discussão a respeito das relações entre grupo e cidade.
Com o enfoque na relação dos grupos com o meio artístico discuto dois procedimentos: o primeiro é aquele em que o grupo convida artistas de fora do seu núcleo estável para atuarem temporariamente em seus projetos. E o segundo, são os encontros práticos e/ou teóricos que reúnem integrantes de mais de um grupo.