KAPITTEL 5: PRESENTASJON AV STATISTIKK
5.3 Presentasjon av statistikker
5.3.4 Tverrsnitt på hoveddel
O desenvolvimento econômico de uma nação depende firmemente de sua vocação na geração de inovações tecnológicas. Schumpeter (1997) foi um dos primeiros defensores desta conexão entre o desenvolvimento de um país e sua competência em inovar. Não obstante, a inovação não é algo que surge por meio de uma ação espontânea. É indispensável o investimento em pesquisa e desenvolvimento para que ela aconteça. Inicialmente acreditava-se que o centro do processo de inovação era desenvolvido pelo empresário e seu espírito empreendedor. Atualmente, os teóricos argumentam que a inovação é consequência de uma extensa relação conjunta entre empresas privadas, governos e as universidades no que se convencionou chamar de Sistema Nacional de Inovações. Esse processo de geração de inovações demanda a existência de relações sinérgicas entre essas três partes.
A expressão “Sistema de Nacional de Inovação” surgiu nos anos 80 e seu conceito originou-se a partir dos trabalhos de Freeman (1987), Lundvall (1988, 1992, 2001) e Nelson (1987, 1988, 1993). Ao se analisar o processo de inovação como um fenômeno complexo e sistêmico, pode-se definir o Sistema Nacional de Inovação como o conjunto de instituições e organizações responsáveis pela criação e adoção de inovações em um determinado país. As políticas nacionais, segundo essa abordagem, destacam as interações entre as instituições que participam do amplo processo de criação do conhecimento e da sua difusão e aplicação (MANUAL DE OSLO, 2005).
A composição do conceito de Sistemas Nacionais de Inovação obteve maior expansão no início dos anos 90 com a contribuição de vários autores, dentre os quais se destacam os trabalhos de Lundvall (1992), Nelson (1993), Freeman (1995), e Edquist (2001).
Freeman (1987, 1995) conceituou Sistema Nacional de Inovação como um conjunto de instituições, atores e mecanismos em um país que contribuem para a criação, avanço e difusão das inovações tecnológicas.
A partir de um trabalho teórico, Lundvall (1992) examinou o conceito e a evolução da estrutura de análise do sistema de inovação. Ele constatou que as estruturas de produção e a definição institucional eram duas dimensões importantes para a definição dos sistemas de inovação e identificou que a organização desses sistemas era influenciada por fatores econômicos, políticos e culturais que auxiliavam na determinação da escala, direção e sucesso de todas as atividades de inovação.
Para o autor, um Sistema Nacional de Inovação é constituído por um grupo articulado de recursos técnicos, humanos, organizacionais, gerenciais e financeiros, em suporte a iniciativas de inovação e empreendedorismo. O Sistema está ligado à capacidade de aprendizado de um país e, portanto, à sua capacidade em se adaptar às mudanças do ambiente (LUNDVALL, 2001).
Nelson (1993), por seu turno, fez um estudo comparativo dos Sistemas Nacionais de Inovação em quinze países, concluindo que eles diferem expressivamente de país para país, levando-se em consideração a sua estrutura econômica, bases de conhecimentos e instituições específicas.
Os estudos subseqüentes não trouxeram grandes modificações ao conceito. Ao descrever um sistema nacional de inovação, Edquist (2001) pondera que ele é formado por todas as entidades econômicas, organizações sociais e políticas e outros fatores que influenciam o desenvolvimento, difusão e uso da inovação.
Autores como Freeman (1987) e Nelson (1993) definem, sistema nacional de inovação como uma construção institucional, produto de uma ação planejada e consciente ou de um somatório de decisões não planejadas e desarticuladas, que impulsiona o progresso tecnológico em economias capitalistas complexas.
[...] um conjunto de instituições distintas que conjuntamente e individualmente contribuem para o desenvolvimento e difusão de tecnologias. Tal noção envolve, portanto, não apenas empresas, mas, principalmente, instituições de ensino e pesquisa, de financiamento, governo, etc. Este conjunto constitui o quadro de referência no qual o governo forma e implementa políticas visando influenciar o processo inovativo.
Em conformidade com o que menciona Pelaez e Szmrecsányi (2006), a inovação decorre da ação coordenada de diferentes atores, tendo como principais promotores as universidades, empresas, instituições de pesquisa e financeiras e órgãos governamentais de políticas públicas. Diante do exposto, pode-se afirmar que a interação e a difusão de novas tecnologias formam um sistema de inovação, conceituado pelos autores como [...] “um instrumental de intervenção por intermédio do qual, governantes de um país podem implementar políticas de Estado a fim de influenciar o processo inovativo de setores, de regiões ou mesmo de nações” (PELAEZ; SZMRECSÁNYI 2006 p. 417).
Os autores ainda ressaltam que cabe ao governo coordenar o sistema, oportunizando estímulos, possibilitando infraestrutura para aperfeiçoar o relacionamento entre os atores e formulando políticas de ciência e tecnologia para as diferentes realidades setoriais da indústria, ou mesmo regionais dentro de um país (PELAEZ; SZMRECSÁNYI, 2006, p. 419). O setor público também desempenha um papel preponderante no que tange aos aspectos intangíveis, tais como assegurar os direitos de propriedade intelectual e de troca de conhecimento, ou ainda a manutenção de um ambiente competitivo e que incentive a criação de redes de cooperação.
Para enfatizar isso, Albuquerque et al (2005) assevera que:
Um sistema de inovação diversifica a divisão tecnológica de trabalho, fornecendo às firmas oportunidades tecnológicas de forma persistente. Por isso, são considerados por muitos estudiosos um ponto focal de qualquer política de desenvolvimento econômico (ALBUQUERQUE et al, 2005, p. 618).
Trabalhar a gestão da inovação exige uma atitude integradora da organização, posto que ela deve estar sempre em constante aprendizado, na busca por novos conhecimentos, tendo como compromisso a implementação da inovação. Há, no entanto, que se definir, essencialmente, quais as estratégias organizacionais
pretendidas, pois não basta tão somente incorporar a inovação como um dos aspectos primordiais, é preciso ajustá-la às demais diretrizes estratégicas.
Para fomentar a inovação em uma organização, não é suficiente determinar, estrategicamente, quais recursos deverão ser utilizados na produção do conhecimento: a cultura, assim como um ambiente organizacional favorável, devem compor estruturas informais oportunas na busca pela inovação e manifestação criativa (TEECE, 1998, 2003).
Esta seção permitiu realizar uma análise sobre a inovação tecnológica e seus diferentes tipos. A inovação teve sua origem nas ciências econômicas por meio de uma abordagem econômica desenvolvimentista com Joseph Schumpeter e alguns autores neo-schumpeterianos tais como Freeman, Dosi e Nelson, e se destacou nas ciências administrativas com alguns autores como Drucker, Van de Ven, Damanpour e Schneider, Bell e Pavitt, dentre outros, pela notável contribuição ao tema da inovação nas organizações, ressaltando aspectos que indicam a necessidade de inovar e a dificuldade ou complexidade em fazê-lo, no âmbito das organizações modernas. Este trabalho procurou reunir diversos autores que estudaram uma multiplicidade de conceitos, definições e classificações das inovações, possibilitando avaliar a heterogeneidade e contemporaneidade do tema, sempre aberto a novas pesquisas.