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19.3 Interkommunalt samarbeid med

19.3.3 Høringsinstansenes syn

Como indicadores do suporte social da família considerámos: a) apoio financeiro através de serviços formais; b) apoio financeiro informal; c)

existência de rendimento mínimo familiar; d) fontes de apoio emocional da mãe; e) frequência de instituições (recreativas, desportivas ou religiosas).

As informações aqui tratadas foram disponibilizadas através de entrevistas conduzidas junto das mães e/ou responsáveis pelas crianças da nossa amostra. Este dado é particularmente relevante para a análise das fontes de apoio emocional da mãe, já que os dados recolhidos no âmbito deste

indicador foram expressos pelas próprias e corresponderão às suas percepções desse apoio.

Nos dois primeiros indicadores (apoio financeiro formal e informal), como há repetição nos resultados, agrupámo-los.

a^ e b^ apoio financeiro formal e informal

para as famílias das crianças resilientes vemos que todas têm apoio financeiro obtido quer através de serviços formais, quer

informalmente;

para as famílias das crianças vulneráveis constata-se que a maior parte delas têm apoio financeiro formal, bem como informal (sete em nove famílias);

Estes resultados sugerem-nos duas situações distintas: uma, em que o suporte financeiro formal e informal poderá assumir características de protecção para os dois grupos analisados (pois este factor está presente na globalidade ou na maior parte das crianças resilientes e vulneráveis da nossa amostra, respectivamente); a outra,, em que o suporte financeiro formal e informal não parece ser um factor que caracterize a resiliência e a vulnerabilidade (pois não existem diferenças notórias entre os dois grupos de crianças analisadas);

c^ Rendimento Mínimo Nacional

No que se refere ao rendimento mínimo nacional verifica-se que a maior parte das famílias das crianças resilientes (três em quatro) e das famílias das crianças vulneráveis (seis em nove) recebem o rendimento mínimo nacional.

A leitura que fazemos destes resultados é equivalente à leitura feita para o apoio financeiro formal e informal. O facto de a maior parte das famílias das crianças resilientes e vulneráveis receberem o rendimento mínimo nacional tanto poderá indicar características protectoras para este factor, para os dois grupos de crianças, como sugerir que este factor não influencia a resiliência e a vulnerabilidade das crianças analisadas ao nível dos factores de risco e de protecção.

d^ Apoio Emocional da Mãe e/ou Responsável pela Criança

Saliente-se que os dados aqui analisados foram expressos pelas próprias mães e/ou responsáveis pelas crianças, pelo que, corresponderão às suas percepções sobre o apoio emocional que dispõem ou não.

Relativamente a este indicador é possível observar-se, no Quadro 5, que nos dois grupos de crianças - resilientes e vulneráveis - predomina a situação em que as mães e/ou responsáveis pelas crianças dispõem de apoio emocional:

nas crianças resilientes verifica-se em três, das quatro mães e/ou responsáveis;

nas crianças vulneráveis verifica-se em oito, das nove mães e/ou responsáveis.

Pelas mesmas razões apontadas nos indicadores anteriores, parece-nos que o apoio emocional expresso pelas mães poderá sugerir ou, características protectoras para este factor - para os dois grupos de crianças - ou que este

factor que não influenciará a resiliência e a vulnerabilidade das crianças analisadas.

*) Frequência de instituições (recreativas, desportivas ou religiosas]

A análise dos resultados obtidos para a frequência de instituições revela que nenhuma das famílias das crianças resilientes frequenta instituições recreativas, desportivas ou religiosas. Quanto às famílias das crianças vulneráveis encontramos que a maior parte destas famílias (sete em nove famílias) também não frequentam este tipo de instituições e que a presença desta variável só acontece em duas famílias. Estes resultados sugerem que esta não será uma variável muito relevante na caracterização dos factores de risco e de protecção.

Para concluir a análise dos resultados e antes de passarmos à sua discussão, achamos conveniente fazer um resumo dos resultados obtidos para as variáveis analisadas. Saliente-se que estes resultados se enquadram num estudo de caso e que estão circunscritos à população estudada. Constituem, deste modo, pistas e hipóteses que para serem generalizadas terão que ser testadas em investigações futuras com outros meios de observação.

Assim, da análise dos resultados aqui efectuada é, quanto a nós, possível serem identificados quatro conjuntos de variáveis:

a) um primeiro conjunto, no qual as diferenças nos resultados obtidos entre o grupo de crianças resilientes e vulneráveis da nossa amostra foram notórias, sugerindo efeitos de protecção dessas variáveis para

as crianças resilientes;

b) um segundo conjunto, no qual se evidenciam resultados pouco diferenciados entre o grupo de crianças resilientes e vulneráveis e que nos levaram a colocar duas hipóteses - ou essas não serão variáveis

relevantes a considerar na análise dos factores de risco e de protecção, ou serão eventualmente factores de protecção para ambos os grupos de crianças estudadas;

c) o terceiro conjunto envolve um menor número de variáveis, e surge da constatação de resultados superiores para as crianças vulneráveis em relação às crianças resilientes, o que nos fez supor que esses resultados poderão ser, por um lado, indicativos de factores de protecção para as crianças vulneráveis e, por outro, de factores de risco para as crianças resilientes;

d) no último conjunto, constam três variáveis nas quais os resultados obtidos são dispersos e não nos permitem enquadrá-las nos três conjuntos anteriores.

Vejamos como estão distribuídas as diversas variáveis nestes quatro conjuntos.

a) No primeiro conjunto incluem-se as variáveis:

Sexo das crianças, descrição da criança feita pela mãe, auto- percepção de competência e aceitação social, posição na fratria, recurso a serviços de saúde, escolaridade da mãe, idade do pai, idade da mãe, número de crianças na família, comportamentos disciplinares.

b) No segundo conjunto incluem-se as variáveis:

Idade, temperamento (com base nos resultados obtidos convém ressalvar o interesse em aprofundar qual o papel da dimensão emocionalidade na resiliência e na vulnerabilidade, bem como o da dimensão sociabilidade para as crianças vulneráveis), hábitos em bebé, complicações natais, pertencer ou não a minoria, família biológica ou outra, densidade familiar, amigos, suporte social da família.

c) No terceiro conjunto incluem-se as variáveis:

Estatuto sócio-económico e escolaridade do pai.

d) No último conjunto incluem-se as variáveis:

Intervalo de tempo que separa o nascimento da criança de irmãos mais novos, saída de casa de irmãos significativos, frequência de outras casa para além da sua.