C.9 Non-linear time-history analysis
6.2 Ground motion scaling factors
A relação da instituição educação com a instituição escolar deve ser o foco e, para isso, faz-se necessária uma análise multirreferencial, uma pluralidade de olhares que vão compondo um mosaico cada vez mais representativo da situação; vão permitindo possibilidades de generalização e de especificação a partir do objeto. Esse trabalho é um exercício nesse sentido.
Morin se ancora em Pascal que dizia: “considero impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, assim como conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes”; para ressaltar o ponto de vista sistêmico organizacional onde “o todo é mais do que a soma das partes”. Porém ele ressalta que esse “mais” denomina fenômenos qualitativamente novos que se denominam “emergências”. Essas emergências são efeitos organizacionais da disposição das partes no seio da unidade sistêmica.
Ele também destaca que, por outro lado, que o todo é também menos que a soma das partes. Isso porque, a parte contém qualidades que ficam restringidas e inibidas por efeito da retroação organizacional do todo sobre ela. É isso que acontece nessa experiência da escola, o sistema oprime e/ou controla as possibilidades do grupo, ao mesmo tempo em que, de certa forma, compreende esse caminho como uma possibilidade, mesmo não assumindo publicamente. Por diversas vezes a escola é citada ou aparece na mídia como um diferencial de sucesso. O mesmo pode ser entendido na relação com o conhecimento.
2. Princípio hologramático: cada parte contém praticamente a totalidade da informação do objeto representado.
E a recíproca é verdadeira: em qualquer organização complexa, não só a parte está no todo, mas o todo está na parte. Todos os pontos identificados na nossa compreensão sobre o sistema de educação, seja ele o distrital ou o nacional, podem ser identificados na instituição escola. Se existe um discurso ou uma “receita” para resolver os problemas sistêmicos eles podem ser aplicados em escala menor na unidade escolar e até mesmo na vida pessoal. Assim, não há impedimento real para uma ação, uma atitude.
3. Princípio da retroatividade: com o conceito de circuito retroativo, rompemos com a causalidade linear. Superando essa linearidade, nos situamos em outro nível: não só a causa age sobre o efeito, mas o efeito retroage informacionalmente sobre a causa, permitindo a autonomia organizacional do sistema. As retroações negativas atuam como mecanismo de estabilização do sistema. As retroações positivas são a ruptura da regulação do sistema e a ampliação de determinada tendência ou desvio para uma nova
situação incerta. Situação que pode acabar com a própria organização do sistema. Morin nos lembra que vivemos uma luta entre forças de criação e forças de destruição, umas de integração, que se dirigem a uma planetarização da humanidade e à emergência de uma nova identidade da cidadania terrestre e, simultaneamente, outras que geram um processo de destruição na direção de novas fragmentações.
Algumas vezes nos lançamos tão impetuosamente para frente que somos arremessados de volta com força igual ou, aparentemente, maior, e retrocedemos. Nos barcos que navegam os oceanos da incerteza esses momentos costumam provocar a rebelião e o motim (desordem e reorganização). Outras vezes encontramos ventos favoráveis ou brechas que nos permitem avançar sem um choque tão violento. Existem várias formas de se chegar aos objetivos propostos, ao conhecimento do objeto. Não podemos parar nem desanimar porque o Oceano é movimento permanente. Parar é morrer.
4. Princípio da recursividade: Essa idéia é mais complexa e mais rica que a anterior. Um processo recursivo é aquele cujos produtos são necessários para a própria produção do processo. É uma dinâmica autoprodutiva e auto-organizacional. Os efeitos ou produtos são, simultaneamente, causadores e produtores para a geração dos estados iniciais.
No Encontro de Ex-alunos e nas parcerias que fazem com a escola podemos perceber que o aluno aprende e volta para ensinar outros alunos em diferentes atividades. As grandes mudanças no projeto e na PD demonstra nossa capacidade de regeneração/re-organização. Os movimentos políticos que a escola vive são momentos de instabilidade do sistema. “Certas condições de instabilidade favorecem não apenas desordens e turbulências, mas formas organizadoras que se geram e se regeneram por si mesmas. (...) Os ecossistemas evoluem por desorganização e reorganização.” (MORIN, 2005, p.49-52) A escola é um ecossistema e vive também de ordem-desordem- organização de forma cíclica. Quando falamos em autonomia individual e coletiva, estamos falando dessa capacidade de auto-eco-organização. Morin nos lembra que:
(...) tudo o que existe só pode surgir no caos e na turbulência, e deve resistir a enormes forças de destruição. (...) Tudo o que vive deve se regenerar permanentemente: o Sol, o ser vivo, a biosfera, a sociedade, a cultura, o amor. Esse é freqüentemente nosso infortúnio, é também nossa graça e nosso privilégio. Tudo o que é precioso na terra é frágil e raro. É assim igualmente com nossa consciência. (MORIN, TP, 2005, p.64) 5. Princípio de autonomia/dependência: para manter sua autonomia a organização necessita da abertura ao ecossistema do qual se nutre e ao qual transforma.
Daí a importância da abertura da escola para a natureza e para a cultura, das redes de interação e parcerias. É tão importante compreender o papel das novas
tecnologias e incorporá-las em nosso trabalho, em nosso favor, quanto à compreensão da nossa condição “natural”. Devemos buscar a energia da natureza e das culturas, trazê-las para a escola e incorporá-las em nossas atividades.
Nessa perspectiva, precisamos nos abrir para a necessária incorporação dos diferentes saberes, dos diferentes tipos de conhecimento: o conhecimento popular, o conhecimento científico-acadêmico, o conhecimento prático, que muitas vezes é ignorado. É fundamental se considerar os conhecimentos produzidos sobre o local e o saber produzido pelo professor. Conhecer o trabalho do outro, em todos os níveis. Enfim, uma verdadeira prática transdisciplinar.
6. Princípio Dialógico: num mesmo espaço mental, é preciso pensar lógicas que se complementam e lógicas que se excluem. Associação complexa (complementar/concorrente/antagônica) de instâncias necessárias, conjuntamente à existência, ao funcionamento e ao desenvolvimento de um fenômeno organizado. Morin nos lembra da condição natural sapiens/demens do ser humano. O princípio da inseparabilidade introduzido pela física (Niels Bohr) nos deu conta da necessidade de assumir racionalmente a inseparabilidade de noções contraditórias para conceber um mesmo fenômeno complexo: conceber as partículas e ao mesmo tempo como corpúsculos e ondas. Não se deve considerar o indivíduo separado da sociedade.
Esse princípio nos conduz à necessária contextualização. A realidade, o local, ao mesmo tempo em que justifica a situação, pode fornecer elementos para a sua superação. Aqui também a necessidade de parcerias e da abertura para dialogar com o outro, com o contraditório e o antagônico.
A experiência mais extrema, às vezes a mais cruel, mas provavelmente também a mais enriquecedora que podemos ter da heterogeneidade é a que nos é imposta através do encontro com o outro, enquanto limite de nosso desejo, de nosso poder e de nossa ambição de domínio (na primeira acepção do termo). Uma das significações mais pro fundas (e talvez intoleráveis) do plural é o caráter inelutável desse reconhecimento e desta aceitação do outro (...). (ARDOINO, 2002, p.553)
Ninguém vive num mundo homogêneo. A visão antropocêntrica tem provocado conflitos e se constitui a base da degradação do planeta. É preciso compreender a importância da pluralidade étnica e cultural. Compreender e respeitar a biodiversidade e a sociodiversidade.
7. Princípio da reintrodução do sujeito conoscente em todo conhecimento: é preciso