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5.3 Prognose

5.3.2 Globaliseringen i et nasjonalt perspektiv

Após análise do plano surge um possível modelo para apuramento de custos, partindo de uma conjugação do método das secções homogéneas com o sistema de custos

ABC. Os custos da classe 6, da Contabilidade Patrimonial, são classificados, numa primeira fase, em diretos e indiretos. Cada centro integra, geralmente, variadas atividades. Assim sendo, nesta fase, os custos dos diversos centros deverão ser distribuídos pelas atividades realizadas nesses mesmos centros. Identificados os “cost drivers” de cada uma das atividades, os seus custos devem ser repartidos pelos os vários bens ou serviços finais.

Figura 5 - Sistema de custeio ABC num modelo de custos por secções

Fonte: Carvalho et al. (2008). A Contabilidade Analítica ou de Custos no sector público administrativo. Revista OTOC 96 - Março 2008. p. 36.

De acordo com Mallo et al. (2000), o objetivo do sistema ABC é medir e estabelecer os preços dos recursos utilizados pelas atividades. Deste modo, este custeio, baseado nas atividades, atribui os custos indiretos aos produtos, tendo por base as atividades por eles utilizadas, refletindo melhor a realidade e permitindo acompanhar e avaliar o custo das atividades, possibilitando o acompanhamento, o controlo e avaliação através de ações corretivas, que facilitam a análise ótica dos centros de custos (saber porque foram realizados os custos e não apenas onde foram realizados).

O aumento da eficácia das decisões tomadas pelos gestores da instituição é uma das vantagens deste custeio.

Neste sistema de custeio pode-se realçar como principais componentes os recursos, as atividades e os objetos de custo. Todavia, este método tem como pressuposto transformar custos indiretos em diretos atribuindo e alocando através de geradores de custo todos os gastos às atividade.

Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas Universidade Técnica de Lisboa

Trabalho de Projeto: Proposta de um novo modelo de contabilidade analítica aplicado a uma instituição de Ensino Superior Público

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Segundo Simón (1997), a construção do sistema ABC segue as seguintes etapas: a) Localização dos custos nos centros de responsabilidade ou na organização; b) Reconhecimento das atividades, diferenciando as principais e as auxiliares, em

cada centro de responsabilidades ou na organização;

c) Repartição dos elementos do custo entre as distintas atividades que se desenvolvem nos centros de responsabilidade ou organização, possibilitando a passagem de custos indiretos a diretos;

d) Identificação dos geradores de custos, esclarecendo a unidade de medida de cada atividade, assim como o seu ciclo;

e) Reclassificação das atividades e repartição auxiliar entre centros de atividade, f) Formação do custo do gerador. Os custos de cada atividade são consequência

direta dos seus geradores.

g) Atribuição dos custos das atividades aos produtos ou serviços. Ou seja, primeiro identificam-se as atividades e os recursos, seguidamente imputam-se os recursos às atividades com base no consumo que estas fazem dos respetivos recursos e, posteriormente, o custo das atividades é imputado aos objetos de custo através dos geradores de custo.

Características do sistema Activity Based Costing

O ABC é um sistema de custeio que proporciona uma melhor análise dos recursos consumidos, focando-se na análise das atividades executadas pela estrutura da instituição (Lima, 2011).

O sistema ABC é um método que se distingue dos métodos tradicionais de custeio pela sua forma de aplicação e distribuição dos custos indiretos dentro das organizações. A fundamental característica do custeio ABC é encarar as atividades desenvolvidas como fonte originária de custos aos produtos ou serviços, afastando-se de uma lógica de departamentalização (Rodrigues, 2003).

O ABC encara cada etapa do processo como um centro de custos, fornecendo um custo mais próximo do real, permitindo ao gestor uma visão clara sobre a vida financeira da organização. Outro aspeto relevante da utilização do ABC é o facto de este reconhecer quais as atividades que podem ser melhoradas e quais as que podem ser rejeitadas. Este custeio identifica as atividades que são responsáveis por consumir

os recursos de uma organização, analisando, o consumo desnecessário desses mesmos recursos (Oliveira e Ferreira, 2007).

Pode dizer-se que os sistemas de custeio são muito mais do que mecanismos de controlo de custos e proveitos; são métodos capazes de apoiar as instituições na tomada de decisão (Oliveira e Ferreira, 2007).

O sistema de custeio ABC distingue-se do sistema de absorção, fundamentalmente, pelo facto de a sua aplicação exigir controlos pormenorizados, facultando um acompanhamento, ao mesmo tempo que permite a implantação e/ou aperfeiçoamento do controlo interno da entidade.

Segundo Rodrigues (2003), a utilização do ABC apresenta inúmeras vantagens, nomeadamente:

• Obriga a implantação, permanência e revisão de controlos internos; • Causa uma melhor visualização dos fluxos dos processos;

• Reconhece, onde as atividades estão a consumir mais recursos;

• Reconhece o custo de cada atividade em relação aos custos totais da instituição;

• Permite a eliminação ou redução das atividades que não acrescentam valor ao produto ou serviço.

Segundo Cooper e Kaptan (1991), com este sistema, os gestores deverão abster-se de alocar despesas à unidade de produtos ou serviços, devendo sim ligá-las às atividades que consomem os recursos.

Esta análise visa proporcionar uma visão mais nítida das atividades e do seu relacionamento, permitindo interligar as atividades à geração de proveitos e ao consumo de recursos. Poder-se-á assim afirmar que este sistema auxilia os gestores a compreenderem com precisão onde deverão tomar decisões que proporcionarão maiores lucros.

Sintetizando, segundo Carvalho et al. (1999) o sistema de custos ABC apoia-se em três premissas básicas:

1 – Os produtos requerem atividades; 2 – As atividades consomem recursos; 3 – Os recursos custam dinheiro.

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O sistema ABC abarca, duas fases no processo de repartição dos custos. 1ª Fase - corresponde à imputação de custos a centros de atividade;

2ª Fase - corresponde à atribuição de custos dos centros de atividade aos geradores de custos