• No results found

2 Theory

2.2 Glacial landforms

Nessa primeira etapa da análise dos resultados, foram identificados pontos importantes, principalmente aqueles que se repetem durante algumas edições e ou se diferenciam consideravelmente em algumas edições.

Diante da similaridade de algumas edições do Edital SENAI de Inovação, foi feito um comparativo evidenciando as edições que possuíam maior proximidade dos critérios, conforme descrito abaixo:

- Bloco 1: Edições 2004 a 2006; - Bloco 2: Edições 2007 a 2010; - Bloco 3: Edições 2011 a 2012; - Bloco 4: Edições 2013 a 2015;

Na Tabela 2, são apresentados os pontos de destaque após a análise e comparação dos blocos citados. São consideradas as principais alterações durante a evolução do edital em suas edições. As mudanças críticas estão destacadas de forma a apresentar o que foi sendo ajustado.

Tabela 2: Principais pontos de destaque no Edital ao longo de suas edições até 2015.

Itens Analisados nas Edições

do Edital SENAI de Inovação Pontos de Destaque

Objetivo do Edital Possui o mesmo objetivo desde sua origem, porém teve pequenos ajustes durante a construção das novas edições.

Público Alvo do Edital

Teve poucas alterações durantes as 12 edições, sendo apenas ajustados nas últimas 3 edições para ampliar o público alvo para empresas Startups de Base Tecnológica

Sistema de submissão de

projetos do Edital A partir da edição de 2009 foi disponibilizado um sistema para submissão dos projetos.

Orçamento total disponível para Edital

Foi amplamente elevado durante o decorrer das edições. Iniciou em 2004 com R$ 300 mil e se mantém em R$ 20 milhões desde a edição de 2012.

Orçamento disponível parceiros

A partir de 2008 o edital ganhou um apoio financeiro e técnico, por meio de um acordo com o CNPq que disponibilizava até R$ 3 milhões em bolsas de pesquisa Desenvolvimento Tecnológico e Industrial - DTI. Na última edição foi firmado um acordo com o Innovate UK no valor de £ 3 milhões.

Valor aportado por projeto Foi amplamente elevado durante o decorrer das edições, iniciando com R$ 70 mil e chegando a R$ 400 mil na última edição.

Prazo de execução dos projetos

Nas cinco primeiras edições não estava definida no regulamento, mas a partir de 2009 foi estipulado um prazo de 18 meses que em 2012 foi ampliado para 20 meses.

Cronograma de Submissão Nas últimas duas edições foram ampliados os ciclos de submissão de um para três ciclos.

Contrapartidas das empresas parceiras

Nas quatro primeiras edições não exigia e não pontuava, nas seguintes foi exigido e pontuado, mas nas última três edições somente pontua os projetos submetidos.

Planos de Negócios Item exigido a partir de 2008, mas nas últimas 3 edições foi simplificado conforme exigências do Edital SENAI de Inovação.

Itens não Financiáveis

A partir de 2012 a lista de itens não financiáveis foi bem ampliada, o item de maior destaque é a contratação de terceiros que foi claramente restringida.

Restrição de Orçamento Esse item surgiu a partir da edição 2013 reforçando itens não claros apresentados nos “itens não financiáveis”.

O objetivo do Edital foi o único item a não ter alterações significativas durante todas as edições já publicadas desse instrumento.

Sobre os aportes financeiros, pode-se afirmas que o Edital teve uma significativa evolução. Os itens alterados foram:

- Orçamento total disponível para o Edital; - Valor aportado por projeto.

O item “Orçamento total disponível para o Edital” obteve um aumento de mais de 5.000% em seu aporte financeiro e o item “Valor aportado por projeto” teve um aumento de 300%, fazendo um comparativo da primeira e a última edição do Edital SENAI de Inovação. Dos 41% dos projetos que chegaram a ter sucesso, mais de 33% são projetos de edições com maior disponibilidade de recursos destinados por projetos e ao Edital como um todo.

Quanto às regras de submissão e execução dos projetos, pode-se afirmar que as primeiras edições dos blocos 1 e 2 não estabeleciam critérios e limites na submissão e na condução dos projetos. Esse fato fica perceptível quando se verifica que as últimas edições (de 2009 a 2015) exigiram uma série de novos itens que foram utilizados inclusive como critérios de pontuação e seleção, tais como:

- Prazo de Execução de projetos; - Plano de Projeto;

- Sistema de Submissão; - Contrapartidas.

Antes dessas novas exigências, foi identificado, nas planilhas de controle cedidas pelo SENAI (2015), que os projetos das edições que antecedem a edição de 2009 não possuíam uma data de encerramento padronizada, conforme exigido nas novas edições.

A busca pelo controle e sistematização na submissão, avaliação e gestão dos projetos foi implementada a partir de 2009 no Edital SENAI de Inovação. Assim, fica evidente que essa ação está aderente às pesquisas realizadas pelos autores Mcdermott e Prajogo (2012) e Bassani et. al (2010) que concluem que sistematização e controle de projetos geram resultados positivos, garantindo uma maior eficiência no processo de desenvolvimento de projetos. Anteriormente a essa nova sistematização, os controles eram feitos por meio de planilha eletrônicas (SENAI, 2015).

Quanto aos critérios de avaliação, os itens de “Plano de projeto” e “Contrapartidas” se tornaram importantes requisitos para pontuação. A partir da edição de 2009, é possível identificar que o peso em relação a esses critérios foi ampliado, reforçando a necessidade de planejamento (Plano de Projeto) e envolvimento e divisão de riscos das partes interessadas (Contrapartidas). Outro ponto a ser ressaltado, é que alguns critérios como análise de mercado, viabilidade técnica e financeira também ganharam maior peso nas pontuações.

Pode-se verificar que os projetos participantes das edições que exigiram esses novos tópicos obtiveram melhores resultados do que nas edições que não exigiam esse tipo de critérios e condições.

Os últimos itens de análise da primeira etapa estão direcionados aos aspectos restritivos, apresentados nas últimas edições do Edital (blocos 3 e 4):

- Itens Financiáveis; - Itens não Financiáveis; - Restrição de Orçamento.

Após análise dos itens, pode-se perceber que, a partir da edição de 2012, as normas e regras do Edital foram ampliadas, ano a ano, no que se refere aos itens “financiáveis”, “não financiáveis” e “restrição do orçamento”, destacando principalmente os valores aportados para a rubrica “contratação de terceiros”, que na última edição chegou somente ao limite de aporte de 30% do valor total financiado pelo SENAI Departamento Nacional.

Fica evidenciado que os ajustes relacionados aos itens financiáveis e não financiáveis, criam uma situação na qual os recursos ficam centralizados para o

desenvolvimento interno do projeto, empresa e SENAI. Com esta centralização, gera-se, consequentemente, uma maior busca de capacidade técnica das empresas parceiras e de unidades do SENAI para se tornarem mais especializadas na área dos projetos dos quais participam, criando assim, uma melhor estrutura de conhecimento dos financiadores.

Alinhado a este contexto, Toledo e outros (2008) afirmam que para a otimização dos recursos utilizados no desenvolvimento de novos produtos, torna-se essencial o envolvimento de outras áreas da empresa, tais como: engenharia, marketing, comercial e jurídico. A especificidade e complementaridade das áreas e dos envolvidos no projeto tende a antecipar questões que seriam identificadas apenas após a finalização do desenvolvimento, sendo assim, a adoção dessa estratégia reduz o retrabalho e custos dos investimentos.