Helsekompetanse handler om grunnleggende ferdigheter, kunnskap og motivasjon som gjør individet i stand til å finne, forstå, vurdere og anvende helseinformasjon
3.4 Generell helsekompetanse (Comprehensive Health Literacy)
Seria agradável mostrar a língua para as pessoas, analisar a orelha de alguém e formular hipóteses sobre a genética através de dados e cálculos estatísticos? Pensando nisso, a proposta deste experimento foi investigar certas características em amigos e familiares, coletando dados e testando hipóteses. Para isso, os alunos observaram duas características, a capacidade de dobrar a língua em forma de U e o formato do lobo (ou lóbulo) de orelha. A partir destas informações foram investigadas correlações e construídas tabelas de frequências observadas.
Este experimento aborda uma série de elementos que o tornam interdisciplinar. A relação com ciências (ensino fundamental) ou biologia (ensino médio) é direta, permitindo a criação de atividades paralelas com os professores destas disciplinas, possibilitando discussões, como por exemplo, sobre os aspectos genéticos envolvidos. As duas variáveis (dobrar a língua em forma de U e lobo colado) que serão observadas são qualitativas e dicotômicas, o que justifica, de acordo com a introdução teórica, a análise de independência usando tabela de contingência 2 × 2, estatística Qui-Quadrado (χ2
1) e coeficiente de contingência modificado (Cmod).
Para sistematizar as informações produzidas foram utilizados gráficos e tabelas de frequências dos dados coletados pelos alunos e na sala de aula. Estes dados descrevem características genéticas que quase sempre passam desapercebidas. Os materiais utilizados foram um questionário para que os alunos fizessem a coleta de dados de seus familiares e uma tabela para sistematização dos mesmos.
A realização do experimento consistiu em uma entrevista prévia feita em sala de aula com os alunos, determinando, após discussão crítica e consenso, quais carac- terísticas que os mesmos possuiam e as possíveis variações que estas poderiam ter, enfatizando a importância desta atenta observação para que os alunos aplicassem corretamente o questionário junto aos seus familiares. Foi discutido e definido um modelo padrão, após consenso, para ambas as características, da seguinte forma: do- brar a língua em forma de U seria caracterizada somente se a pessoa efetivamente conseguisse obter o formato em U sem a ajuda dos lábios (algo tentado por alguns alunos em sala de aula), salientando que a característica é em relação a mobilidade própria da língua. Já a definição da característica referente ao lóbulo da orelha foi da seguinte maneira, se houvesse uma concavidade (curva) onde a junção do lóbulo com a face tivesse um vinco seria considerado solto, caso contrário, seria considerado colado.
O levantamento estatístico foi feito sobre as seguintes características genéticas: (a) Capacidade de dobrar a língua em formato de U: como visto na Figura 1.1, temos que esta característica é dominante em relação à incapacidade de fazê-lo. Ou seja, ao fazermos um cruzamento de um homozigótico que possui como fenótipo a capacidade de dobrar a língua em forma de U e um homozigótico com ausência desta característica, observaremos um heterozigótico com o fenótipo do primeiro homozigótico, assim como observado na Figura 1.2.
(b) Formato do lobo da orelha: São dois os fenótipos possíveis para o lobo auricular: ele pode ser solto ou colado, porém, nem sempre é fácil identificar essa diferença. Temos, pela Figura 1.1, que a característica lobo descolado (solto) é dominante, ou seja, ao fazermos um cruzamento de um homozigótico que possui o lobo solto e um homozigótico com o lobo colado, observaremos um heterozigótico com o lobo solto, assim como os observados, respectivamente, na Figura 1.3.
Figura 1.2: Dobrar a língua em forma de U.
Figura 1.3: Lóbulo da orelha solto e colado.
Entregamos em sala de aula para aplicação em casa, o questionário abaixo, apre- sentado na Figura 1.4, (retirado de http://goo.gl/wDwt3c - experimento “Dobra a língua e coça a orelha”) para registrar as informações sobre o grau de parentesco do entrevistado com o aluno, o gênero, capacidade de dobrar a língua em U e caracte- rística do lóbulo da orelha.
Figura 1.4: Questionário aplicado aos alunos e familiares.
Os familiares entrevistados são consanguíneos com o aluno: mãe, pai, avós, ir- mãos, irmãos dos pais, irmãos dos avós, primo-irmãos. Cada aluno entrevistou 2 parentes, sendo um de cada gênero. Depois foi apresentada a Tabela 1.3 aos alunos, como forma de organização das informações coletadas.
Tabela 1.3: Tabulação do experimento dobra a língua e coça a orelha.
Aluno Parente masculino Parente feminino
Sexo Língua em U? O. C.? Língua em U? O. C.? Língua em U? O. C.?
N F M S N S N S N S N S N S N 1 2 3 ... 40
Legenda: M = Masculino; F = Feminino; O.C. = Orelha colada; S = Sim; N = Não.
Previamente conversamos com o professor da disciplina de Ciências para que este, paralelamente, trabalhasse introdução à genética, esclarecendo conceitos como gene, alelo, herança monogênica, homozigótico, heterozigótico, as Leis de Mendel,
necessários para que entendessem do que se tratava o experimento e o porquê de de- terminadas características serem dominantes ou recessivas. Dessa forma, a referência foi o monge agostiniano Gregor Johann Mendel (1822-1884), considerado "o pai da Genética"por seus trabalhos de análise de características hereditárias.
Para ilustrar e esclarecer as proporções esperadas de cada característica e entender a formação do fenótipo fizemos tabelas considerando alelos homozigóticos e alelos heterozigóticos, denotando por uma letra maiúscula a característica dominante (mais forte) e por uma letra minúscula a característica recessiva, como apresentado na Tabela 1.4 (a) e (b).
Tabela 1.4: Exemplo de combinação genética de zigotos.
Genótipo a a Genótipo A a
A Aa Aa A Aa Aa
A Aa Aa a Aa aa
(a) (b)
Considerando a Tabela 1.4, sendo A a característica dominante e a a característica recessiva. Na tabela (a), teríamos 100% dos indivíduos dobrando a língua em U, na tabela (b), teríamos 75% dos indivíduos com a característica dominante.
Como já mencionado, cada aluno fez uma pesquisa individual determinando, conforme pré-estabelecido, as características de dois familiares consanguíneos, um de cada gênero. De posse dos dados, preenchemos a Tabela 1.3 para cada sala. Previamente ministramos aulas sobre organização de informação em tabelas, tabelas de frequências absoluta e relativa, com exemplos como tabela de campeonato de futebol com informações como pontos ganhos, jogos, vitórias, empates, derrotas, gols pró, gols contra, saldo de gols e aproveitamento de pontos (em %). Este exemplo, devido à maior familiaridade, foi mais apreciado, de maneira geral, pelos garotos, porém foi instrutivo às garotas por inserir conceitos e ideias sobre futebol.
Outro exemplo foi a tabulação de uma receita culinária, no qual as garotas pos- suiam muitas informações prévias, ajudando consideravelmente na construção da mesma. Além disto, acharam interessante a nova forma de organizar receitas, men- cionando que iriam ensinar os familiares. Neste exemplo foi trabalhado conceitos de razão, proporção e regra de três simples, explorando as relações com questionamen- tos da quantidade necessária de ingredientes para fazer, por exemplo, um bolo para sete pessoas a partir de uma receita tabulada para quatro pessoas.