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Frida foreslår å sette over

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6.1 Frida foreslår å sette over

A produção de larvas e juvenis, para transporte e stock de tanques exteriores, onde a intervenção humana é menor, torna-se então fundamental. Estes tanques, nos quais é promovido o desenvolvimento de alimento natural, reduzem em grande escala o stress a que os peixes estão sujeitos, aumentando os seus índices de performance.

Torna-se, então, essencial o estudo da fase larvar e juvenil da tenca, de maneira a aumentar o número e a qualidade de indivíduos de cada desova. Apesar de não se conhecerem ainda as necessidades nutricionais específicas das larvas de tenca, desde muito cedo se começaram a usar rações comerciais, com granulados de pequenas dimensões, geralmente específicos para outras espécies. As altas mortalidades

28 observadas e o surgimento de deformações levaram ao início de estudos com suplementação com alimento vivo.

No trabalho de Wolnicki e Górny, (1995), duas rações comerciais foram testadas para a produção de larvas de tenca. Estas duas rações foram fornecidas desde o início do estudo a dois grupos de estudo, outros dois grupos receberam as rações comerciais após 5 dias de alimentação com nauplii de Artémia e finalmente dois grupos receberam as rações comerciais após 10 dias de alimentação com nauplii de Artémia. Os resultados obtidos demonstram que a alimentação exclusiva com rações comerciais levou a uma mortalidade superior, e que quanto mais longo o período inicial de alimentação com alimento vivo, melhor o crescimento e sobrevivência das larvas.

Num outro estudo, testou-se a influência do período de alimentação das larvas, podendo este ser de 12, 18 ou 24 horas por dia (Wolnicki et al., 2003). Aqui, os resultados foram que a prolongação do período de alimentação deve ser superior a 12 horas por dia, normalmente usado pela facilidade da presença de trabalha dores na estação. Os autores aconselham o uso de um período de alimentação de 24 horas, e defendem que o aumento do período de alimentação não só melhorou a taxa de crescimento e a sobrevivência, como também provocou uma melhoria significativa no fator de condição das larvas. Espera-se que peixes com valores superiores de fator de condição tenham melhores performances em lagos e tanques exteriores do que indivíduos mais pequenos e mais magros, com menores valores de fator de condição.

Também o período de desmame de alimento vivo para alimento inerte foi testado para larvas de tenca, por Celada et al., (2008). Neste caso, as larvas alimentadas com nauplii em excesso, grupo controlo, tiveram um crescimento superior ao das larvas com dois períodos de desmame, mas foram também expostos a uma quantidade de comida 6 vezes superior aos outros dois grupos, que obtiveram também altas taxas de sobrevivência, sem diferenças significativas em relação ao grupo controlo. Numa perspetiva de aquacultura, escolhas devem ser feitas através de considerações que visam o equilíbrio, de um lado encontra-se a dieta, a gestão da alimentação e o crescimento dos peixes, do outro o trabalho e os custos associados.

Uma forma de reduzir o trabalho e os custos seria oferecer cistos de Artémia descapsulados, em vez de nauplii. Desta forma, apenas se torna necessário fazer a descapsulação química dos cistos. Num artigo de Garcia et al., (2011), testou-se o efeito

29 de alimentação de larvas de tenca com cistos de Artémia, comparando com o efeito de alimentação com nauplii. As conclusões dos autores foram que estes cistos, depois de descapsulados, são uma boa ração de iniciação, permitindo melhores taxas de crescimento que a alimentação com alimento vivo, neste caso nauplii de Artémia. Estes cistos podem ser usados frescos (sem tratamento) ou depois de um tratamento de salmoura desde o primeiro dia de alimentação exógena, enquanto que cistos previamente desidratados, como forma de os conservar por períodos mais longos de tempo após descapsulação, podem ser usados após 7 dias de alimentação com nauplii. Celada et al., (2013), realizou ainda um estudo em que foram comparados dois tipos de cistos de Artémia, um com alta taxa de eclosão, mais caro, e outro com baixa taxa de eclosão, e com um preço de mercado mais baixo. A análise dos resultados indica que os cistos da marca com alta taxa de eclosão podem ser usados desde o primeiro dia de alimentação exógena, depois de descapsulados. Os cistos da marca com baixa taxa de eclosão podem também ser usados, depois da descapsulação, mas apenas após 2-7 dias de alimentação com nauplii.

Este tipo de estudos permitem, hoje, a poupança de custos e ao mesmo tempo aumentar o número e a qualidade de larvas de tencas produzidas, um passo essencial para o desenvolvimento da aquacultura desta espécie. A análise dos artigos expostos indica que uma situação ideal passaria pelo uso de alimento vivo, pelo menos numa primeira fase de alimentação exógena, mas que estes podem depois ser substituídos por cistos descapsulados, poupando trabalho e tempo aos responsáveis. Celada et al., (2007a), concluíram no seu estudo que uma vez que as larvas conseguiram perseguir e ingerir

nauplii de Artémia desde o primeiro dia de alimentação exógena, este alimento vivo é

adequado. Uma situação em que não vale a pena poupar será nas horas de alimentação, uma vez que os resultados indicam que o período de alimentação se deve estender às 24 horas do dia, optando por um sistema automático de oferta de comida às larvas durante as horas em que não se encontrem responsáveis nas instalações.

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