5 Presentasjon av funn
5.6 Fremtidens skole (NOU 2014:7 og NOU 2015:8)
Jardim de Infância
Nesta reflexão pretendo referir alguns momentos experienciados durante a sexta semana de intervenção bem como refletir sobre os mesmos.
Esta semana teve como foco a construção do presépio para a sala, pelo que achámos por bem introduzir o tema com uma história criada por nós. O nosso objetivo em relação à história foi que fosse uma história com poucas personagens e simples de modo a que as crianças conseguissem perceber, de uma forma geral aquilo que aconteceu e o que se celebra no Natal. Para não contarmos a história só com livro e não repetirmos o fantoche de luva, decidimos criar fantoches de pau e utilizar o fantocheiro. Esta ideia inicialmente seria só para ser uma forma diferente para contar a histórica, mas acabou por se tornar num indutor de situações bastante ricas para as crianças.
Quando distribuímos as crianças pelas áreas, decidimos deixar o fantocheiro, bem como os fantoches para que pudesse haver uma exploração livre por parte das crianças. Rapidamente nos apercebemos que foi uma ideia bastante boa devido à grande afluência que o fantocheiro estava a ter e às representações que as crianças iam fazendo. As crianças tiveram tempo, espaço e liberdade suficiente para criarem, tinham objetos diferentes do que estavam habituados, pelo que tudo aquilo que iam fazendo era espontâneo e fruto da sua imaginação. Hohmann & Weikart (2004, p.494) refere que o faz-de-conta ou representação de alguns papeis “tendem a ser atividades francamente sociais, e parecem ter um efeito positivo no desenvolvimento social e de linguagem das crianças”.
Apercebemo-nos que o fantocheiro teria de ficar o resto da semana para possibilitar a todas as crianças aquele momento de criação. Durante a tarde temos um período (15h20 – 16h00) em que estamos na sala antes de irmos para o lanche, aquele momento destina-se ao conto de uma história, à partilha de novidades ou a jogar alguma coisa. Devido ao grande interesse mostrado pelas crianças pelo fantocheiro, decidimos que nestes dias aquele momento seria para que as crianças (em grupos de 2) fossem contar uma história ao fantocheiro para as restantes crianças, para Hohmann & Weikart (2004, p.545) quando as crianças inventam histórias “estão a aprender que podem criar
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elas próprias histórias, e relacionar palavras de uma maneira satisfatória e inteligível”. Foram momentos muito engraçados por vários aspetos, conseguimos ver algumas crianças a tentarem imitar os adultos quando contaram a história no fantocheiro, por exemplo ao colocarem os bonecos no chão como nós fizemos em vez de os deixarem na mesa que foi o local onde os deixamos para as crianças, ao quererem prender a estrela no cimo do fantocheiro que foi como contámos a história e também a reproduzirem sequências da história e da conversa que tivemos após o conto da mesma, por exemplo “A estrela é para iluminar o caminho”. Assim, concluo que a expressão dramática consegue mobilizar bastantes conhecimentos de uma forma lúdica e não deve ser esquecida pelos educadores, as crianças conseguem criar histórias e representá-las mesmo sem orientação do adulto, a expressão dramática permite interação com diferentes pessoas que tomam consciência das suas reações bem como do seu poder sobre a realidade, criando situações de comunicação verbal e não verbal (OCEPE, 1997). Durante estes momentos percebi que todas as crianças têm vocabulário reduzido ao nível de conectores e usam principalmente o “e” e o “depois”.
Na execução do presépio, o facto de se ter disponibilizado uma grande variedade de materiais possibilitou às crianças que estas conseguissem escolher aquilo que queriam utilizar e cada criança escolheu pelo menos um material, possibilitando que a criança sentisse que a sua escolha foi ouvida e que pelo menos aquela parte foi como ela idealizou, bem como o contacto com diferentes tipos de materiais. Esse contacto naquele contexto, permitiu que as crianças percebessem que existe uma grande variedade de coisas que se podem utilizar par preencher as imagens e não apenas os lápis, as canetas e as tintas.
A exposição daquilo que fizeram por parte das crianças ao restante grupo foi um momento de grandes aprendizagens. Em momentos como estes as crianças expõem-se a si próprias e expõem aquilo que fizeram. Todas as crianças são diferentes umas das outras, pelo que esta atividade para algumas vai fluindo de forma natural e para outras é preciso que haja uma intervenção do adulto de forma a que consigam expor aquilo que querem. Nestes momentos o educador tem de pensar sobre aquilo que deve ou não questionar as crianças de modo a facilitar este processo. A construção do presépio, foi um momento mais complicado de gerir uma vez que enquanto estagiária atuante só
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passado alguns momentos, percebi que as crianças precisavam de um referente para conseguirem contruir o presépio de acordo com o mesmo. As crianças conseguiram chegar a uma forma lógica e mobilizaram alguns conhecimentos para a montagem, por exemplo uma das crianças referiu que os animais teriam de estar com a cabeça voltada para o José, a Maria e o Jesus para poder “respirar para eles” (expressão utilizada pela criança).
Esta atividade acabou por ser uma atividade bastante enriquecedora tanto para mim como para as crianças. O facto de se ter contado a história antes, permitiu que as crianças colocassem significado naquilo que estavam a fazer, estavam a fazer uma figura, a qual sabiam a história e o porque de a estarem a fazer. Quando as experiências educativas são contextualizadas têm outro sentido para as crianças o que permite que haja outro tipo de envolvimento. As crianças estiveram bastante envolvidas e gostaram muito da experiência, fui percebendo isso perante o entusiasmo das crianças na sua execução onde surgiam comentários como “está mesmo giro” e quando ao longo do dia se dirigiam a nós dizendo por exemplo “oh Inês, eu fiz a barba do pai do Jesus”. Toda esta perceção ajuda na minha auto construção enquanto futura educadora principalmente no que diz respeito ao tipo de escolhas de atividades que vou fazer num futuro contexto.
Referências Bibliográficas
Hohmann, M., Weikart, D. (2004). Educar a criança. (3.ªed.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian;Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Ministério da Educação.
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