PART IV – TROMS KRAFT
8. Introduction to the company
8.4 Fraudulent financial reporting
O desenvolvimento dos estudos sistemáticos pela via da aplicação do método científico positivista, em princípio, estava atrelado à Geografia Econômica e aos aspectos econômicos da Geografia Urbana. Isto se deve ao fato de que a Economia era tomada como modelo a ser seguido pela Geografia, para que a disciplina avançasse e se tornasse útil ao mundo dos negócios e ao governo. (JOHNSTON, 1986)
Mas por conta de sua tradição empirista, as pesquisas nas áreas sistemáticas restringiram-se, na maior parte dos casos, ao teste estatístico de hipóteses simples. A modelização matemática e a redação de teorias formais, por outro lado, foi pequena.
A Ciência Regional de Walter Isard, que se desenvolveu concomitantemente às mudanças que se processavam na Geografia, ao introduzir componentes espaciais em seus modelos, buscava fornecer uma base teórica mais forte ao planejamento regional. Com isso, a Ciência Regional era um importante estímulo às mudanças na Geografia.
Outro desdobramento dessas mudanças, que estava associado à ênfase nos métodos quantitativos, foi a reaproximação parcial entre a Geografia Física e Humana. O reflexo dessa reaproximação foi o expressivo volume de trabalhos ligados à Geografia Física, que foram publicados nos principais periódicos, e a nomeação de geógrafos físicos para os departamentos universitários.
Nos Estados Unidos, dois relatórios, produzidos por comitês formados pelos representantes da New Geography, contribuíram para que ela fosse difundida. Em 1965, a Academia Nacional de Ciência, em colaboração com o Conselho Nacional de Pesquisa, publicou o relatório The Science of Geography, cujo objetivo era identificar as propriedades de pesquisa na disciplina.
A questão posta por esse relatório era a necessidade de aumento do trabalho teórico-dedutivo para que fosse equilibrada a ênfase anteriormente dada às análises empírico-indutivas. A argumentação se baseia em quatro premissas que afirmam a importância fundamental da geografia. “O método geográfico estava sendo vendido aos geógrafos e a Geografia estava sendo vendida ao establishment
científico, que poderia fornecer um grande volume de apoio financeiro à pesquisa”. (JOHNSTON, 1986, p. 113)
Cinco anos mais tarde, foi publicado outro relatório. Preparado para o Comitê sobre a Ciência e a Política Pública da Academia Nacional de Ciência, e o Comitê sobre Problemas e Política do Conselho de Pesquisa em Ciência Social. De acordo com Johnston (1986, p. 115), nessa publicação
[...] A Geografia Humana foi apresentada como um componente relevante das ciências sociais, cada vez mais sofisticada em seu instrumental analítico, focalizando a organização espacial e oferecendo o desenvolvimento de habilidades particulares para o mapeamento e a obtenção de dados.
No Reino Unido, a difusão da New Geography se deu partir do início dos anos 1960. A publicação de trabalhos de geógrafos dessa vertente em periódicos que eram bastante lidos naquele país, e a ida de pós-graduandos e professores-visitantes aos Estados Unidos, entre os anos 1950 e 1960, permitiu que a Geografia teórica e quantitativa aportasse na Grã-Bretanha.
O principal foco de introdução dessa vertente no Reino Unido, segundo Johnston (1986, p. 120), foi a Universidade de Cambridge. Os líderes eram R. J. Chorley e P. Haggett, juntos eles editaram duas17 coletâneas de artigos que
resultaram dos cursos de introdução à nova vertente que ministraram para professores.
Tanto nos Estados Unidos quanto na Europa a difusão dessa “revolução” se fez segundo o contexto da disciplina nos diferentes países, conforme se pode observar no quadro organizado a seguir.
*sem menções do autor.
A difusão dessa “Nova Geografia” não se fez sem rejeição de cunho sociológico-institucional e psicoanalítico, em razão da disputa por poder no interior da comunidade de geógrafos, entre aqueles formados na tradição historicista e aqueles que pregavam os novos métodos como o verdadeiro espírito científico.
Os caminhos assim abertos tiveram mais ou menos seguidores segundo os países. Desse modo, ao lado daqueles que, aqui e ali, mas com frequência diferente, prenderam-se a princípios, métodos e formas de trabalho herdados de um passado longínquo ou recente, formulas que alguns buscavam aperfeiçoar, outros, também aqui e ali, buscavam alinhar-se naquilo que se chamava de ‘novos-paradigmas’ apoiando-se sobre métodos novos. [...]. (SANTOS, 2008, p. 61)
DIFUSÃO DA NOVA GEOGRAFIA ENTRE OS ANOS 1950 E 1960 NOS EUA E EUROPA
País Autores Marcos
EUA: -Iowa -Wisconsin <Madison> -Washington <Seattle> -Ohio <Columbus> Schaefer; Garrison; Berry; Bunge; Dacey; Getis; Marble; Morril; Nystuen; Tobler; King.
Controle dos departamentos e das revistas de maior prestígio; Criação de revistas para divulgar as ideias da “Nova Geografia”; Informe da National Academy of Sciences and of Geography em 1965 considerando prioritárias as investigações teorético-dedutivas; Criação da comissão sobre métodos quantitativos da União Geográfica Internacional em Londres em 1964.
Reino Unido ************** ensino da “Nova Geografia”. Publicação de alguns dos primeiros manuais universitários para o Suécia
<Lund> Hagerstrand. de simulação de Montecarlo. Contribuições inovadoras como as teorias da difusão e os modelos França Claval; Marchand;
Brunet.
Criação da revista L’Espace Géographique; Criação do grupo Dupont.
Alemanha Dietrich Bartels Zur. moderna positiva. Tentativa de refundamentar a Geografia como uma ciência Itália
<Turim> Dematteis. A contribuição do trabalho de alguns economistas foi decisiva. Espanha *************** **************************************************************
Quadro 1: Desenvolvimento da New Geography em diferentes países. Fonte: CAPEL, 1983.
2.7 Teorização, quantificação e reformulação dos problemas de