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4.1 H VORDAN PÅVIRKER FORELDRENES FORVENTNINGER ?

4.1.1 Forventninger om utdanning som noe negativt

Apresenta-se a seguir a aplicabilidade que a Gestão do Conhecimento (GC) traz ao controle interno e externo, prevista na legislação, na doutrina e na prática no dia a dia:

As atividades do controle interno e externo têm como insumo básico e produto final a informação. Por isso, para obter uma atuação eficiente e eficaz, esses controles capturam dados, analisam – corroboradas por evidências documentadas –, seguidas por justificativas técnicas e legais que colaboraram para sua ocorrência e por último levam à conclusão uma recomendação para que sejam corrigidas as irregularidades detectadas, a fim de cumprir o seu papel constitucional.

Ratificando assertiva acima, destaca-se que informação não é conhecimento, conforme inferem com muita propriedade, Castro, Lima e Carvalho (1999, p.15). Senão vejamos:

Ela é o produto de um processo técnico de sistematização de dados quantitativos e qualitativos, transferidos de alguma forma entre seus usuários e necessitando interpretação. Ao ser interpretada e apropriada, a informação se transforma em conhecimento e se constitui na matéria-prima para a formulação da decisão, fator preponderante para a ação.

Não se pode esquecer que, para que esse conhecimento seja criado, há a conversão do conhecimento “tácito em tácito” (socialização), “tácito em explícito” (externalização), “explícito em explícito” (combinação) e “explícito em tácito” (internalização) (NONAKA, TAKEUCHI, 2008).

Desse modo, a cada auditoria realizada, novas experiências são vivenciadas e registradas em relatórios, por meio de recomendações, que são elaborados de modo particular pelo Auditor que esteve em campo. Quando as informações contidas nessas recomendações forem recebidas, e havendo uma comunicação adequada, os auditados podem transformar essa informação em conhecimento, por intermédio da ação e da atitude. (SANTOS, 2012b)

Para isso, serão utilizados os quatro modos de conversão do conhecimento estabelecidos por Nonaka e Takeuchi (2008) são assim descritos: (i) Na socialização, poderão compartilhar o conhecimento e trocar experiências com outras unidades organizacionais; (ii) Na externalização, o auditado procura conceituar e estabelecer padrões com objetivo de corrigir as falhas e os desvios encontrados em uma linguagem escrita de forma que se consiga passar este conhecimento a outro auditado; (iii) Na combinação, utilizar esses conceitos e padrões para gerar um novo conhecimento para empresa; e (iv) Na internalização, quando esse novo conhecimento da empresa é disponibilizado para todos da organização, poderá contribuir para a resolução de falhas e desvios, por intermédio da implementação das recomendações, ou seja, passam a internalizá-los (SANTOS, 2012b).

Destaca-se que, na empresa pública ora pesquisada, poderá ter condições de aprender com as suas práticas a partir das informações contidas nas recomendações da auditoria interna, no momento que há uma reflexão sobre sua ação e os problemas identificados no contexto organizacional. Nesse contexto, a fim de verificar se tais ações foram implementadas para resolução dos pontos de auditoria, será realizado o monitoramento das recomendações num período pré-determinado a partir da emissão do relatório. Recorda-se que para que as impropriedades e irregularidades encontradas sejam corrigidas, é necessário que as 4 (quatro) etapas da conversão do conhecimento sejam executadas, caso isso não ocorra, as recomendações não serão transformadas em conhecimento e não haverá aprendizagem

organizacional em virtude da reincidência das impropriedades e irregularidades identificadas. (SANTOS, 2012b)

Para uma melhor visualização encontra-se abaixo a figura que sintetiza a Auditoria interna como fonte de informação para conhecimento organizacional em uma empresa pública.

Figura 2 - Auditoria interna como fonte de informação para o conhecimento organizacional em uma empresa pública

Fonte: Adaptado de Santos, (2012b, p. 56)

Vale ressaltar que a Gestão do Conhecimento pode ser interpretada como principal instrumento de apoio para disponibilizar para a empresa o saber do andamento de uma auditoria e o diferencial que as empresas possuem para adquirir competitividade e sobrevivência no mercado.

A Auditoria Interna de empresa pública pode enxergar nesse instrumento a possibilidade de criar, mapear e disseminar os saberes e fazeres dos auditores, quando do exercício das atividades de análise e fiscalização dos clientes de auditoria, compartilhando conhecimentos por meio de planos de auditoria, relatórios e pareceres, elevando a qualidade, economia, agilidade e mais transparência aos trabalhos em prol da empresa.

Para o Tribunal de Contas da União (TCU) a gestão do conhecimento não é novidade. Em 2005, o TCU, realizou o concurso de monografias, Prêmio Serzedello Corrêa 2005, com o tema: “A importância da Gestão do Conhecimento para o exercício do controle externo”, cujo objetivo era premiar os melhores trabalhos sobre temas relacionados com a atuação do TCU. Nesse sentido, extraiu-se o trecho do relato do Presidente da Corte de Contas do qual ratifica a importância na utilização de práticas da GC: (MOTTA, 2006, p. 5).

A era do conhecimento requer uma melhor captação, análise e disseminação de informações importantes para uma atuação correta e ágil dentro da área de competência do tribunal. E o TCU, atento à situação presente, considera importante,

para que possa atender às expectativas da sociedade e cumprir sua missão institucional, a utilização de práticas de Gestão do Conhecimento. O tema neste ano “A importância da Gestão do Conhecimento para o exercício do Controle Externo” busca encontrar sugestões de ações que, somadas às tendências já encontradas na Casa, permitam um maior desenvolvimento Institucional e com ele a maximização dos benefícios em favor da sociedade.

Conforme descrito nesta seção, os conceitos de gestão do conhecimento apresentados sugerem a necessidade de se considerar o conhecimento como um elemento de grande importância aos processos organizacionais.

Aliados a GC comentou-se sobre as três categorias de práticas, que por apresentarem diferentes aspectos, são aplicadas nas atividades de controle interno mesmo que algumas possuam maior intensidade do que as outras, podendo contribuir de maneira satisfatória na atuação da auditoria interna no cumprimento de sua missão organizacional.

Entretanto, dada à natureza dos trabalhos realizados pela PRAI, no sentido de colaborar com a Administração no desempenho de suas funções e responsabilidades, os sistemas de inteligência organizacional, do banco de competências organizacionais e de melhores práticas (Best Practices) assumem papéis relevantes, por estarem relacionados com a utilização de informações em diversos formatos e da extração do conhecimento a partir dessa informação tanto do ambiente interno quanto externo, na aplicação de um repositório de informações que visa localizar o conhecimento na empresa e na identificação e divulgação de melhores práticas pela auditoria. Isso significa que essas práticas podem fortalecer o compartilhamento, desenvolvimento e retenção do conhecimento na auditoria interna, embora as outras práticas possam ser utilizadas futuramente.

Além disso, a PRAI, ao tentar difundir entre os auditores a cultura de compartilhamento de informações e conhecimento, pode se deparar com as barreiras individuais e organizacionais. A auditoria interna deve estar atenta de que maneira é orientado o processo de disseminação do conhecimento para que ocorra compreensão por parte do auditor e considerar a falta de incentivos para compartilhar conhecimento, falhas de comunicação e a resistência à mudança uma das principais barreiras.

Portanto, em um processo de auditoria, por ex., as fases como criar, disseminar e sistematizar o conhecimento são indispensáveis para o adequado tratamento de não conformidades em busca do aprendizado dos auditores e clientes de auditoria.