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Forsvarets operasjoner og rammene for virksomheten

1. Idade:

De 41 a 50 Mais de 50 anos 2. Escolaridade: Mestrado 3. Língua materna: Crioulo (variante Santiago) 4. Género: Feminino 5. Profissão/Ocupação: Professora 6. Naturalidade: Cabo Verde 7. Nacionalidade: Dupla Portuguesa e Caboverdiana

8. País de residência atual: Portugal

9. Outras informações que

julgar pertinentes

GRUPO II – O CRIOULO DE CABO VERDE E O PORTUGUÊS, EM 2012

1. Estará o crioulo caboverdiano, na atualidade, em conflito com o Português, língua oficial de Cabo Verde?

Não me parece que haja conflito. Não há nenhuma guerra entre as línguas. O que temos neste momento é uma maior consciência da importância da língua materna e há um trabalho mais sério no sentido de sua valorização e da sua instrumentalização. O português não corre qualquer risco, vai continuar a ter a importância que sempre teve, pode é ter que partilhar o seu lugar de exclusividade em determinados espaços que antes eram “apenas seus”.

2. Como se procedeu ou se procede a projeção da língua caboverdiana da oralidade para a

escrita?

Todas as línguas são faladas antes de serem escritas. A oralidade e a escrita são processos muito diferentes. Todos aprendem a falar de forma natural, mas a aprendizagem da escrita requer um ensino formal e poucos são os que aprenderem a escrever ser frequentar a escola.

A escrita da LCV é ainda um processo em construção. Apesar de termos uma proposta oficial de um alfabeto para a escrita da LCV desde 1998 (ALUPEC), poucos são os caboverdianos que a conhecem e que a utilizam. Este alfabeto foi revisto em 2009 e passou a ser denominado AK

(alfabetu Kabuverdianu – Alfabeto Caboverdiano).Este alfabeto permite escrever a LVC em qualquer uma das suas variantes dialetais, mediante as regras descritas no boletim oficial, contudo ainda falta determinar a ortografia das palavras e a variante padrão.

3. Como é que essas duas línguas convivem em Cabo Verde e em Portugal?

Em Cabo Verde o português continua a ser a língua de maior prestígio, mas gradualmente o caboverdiano tem vindo a ganhar espaço nalguns contextos que anteriormente eram exclusivos do português, nomeadamente nos meios de comunicação social e no atendimento dos serviços públicos e até no parlamento onde alguns deputados discursam em LCV e esses discursos são transcritos para as atas na língua em que formam proferidas, respeitando a variante utilizada. Nas campanhas eleitorais a língua mais usada é a LCV.

Há mais falantes de português que outrora, mas o nível de proficiência no português é mais reduzido. Apesar do prestígio, o português continua a ser a língua de constrangimento para a maioria dos caboverdianos.

Em Portugal há um interesse crescente pela LCV. A pouco e pouco tem deixado de ser vista apenas como a língua dos alunos com problemas a português na escola e começa a ser objeto de estudo e de aprendizagem. Há uma procura crescente de cursos de LCV e há muitos académicos não caboverdianos que estudam esta língua.

Na escola, temos o exemplo do Projeto Turma Bilingue caboverdiano /português que decorreu entre 2008 e 2012 onde alunos portugueses e de origem caboverdiana aprendiam o currículo escolar em ambas as línguas. Este projeto foi aprovado pelo ministério da educação e foi implementado numa escola oficial. A LCV era ensinada dentro do horário letivo, tal como português.

A música caboverdiana é bastante apreciada e muitas das vezes representa o primeiro contacto dos portugueses com a LCV.

4. Que futuro para a língua caboverdiana no quadro em que a língua oficial é a do ex-colonizador?

O futuro da LCV é bastante promissor. Os caboverdianos estão mais conscientes da sua importância e há uma preocupação crescente com a sua valorização tanto em Cabo Verde como na diáspora.

Tem aumentado significativamente a produção de estudos científicos sobre a LCV e a produção da literatura em LCV, é um tema quente nos debates políticos e da opinião pública, é a língua mais usada pelos caboverdianos na comunicação via internet.

A Universidade de Cabo Verde criou recentemente um curso de mestrado nesta área e a nível político foi criada a Comissão Nacional para as Línguas que terá um papel muito relevante na política de língua em Cabo Verde.

A oficialização da LCV é um tema em agenda.

5. Livre (diga o que achar pertinente sobre o crioulo, em crioulo ou noutra língua, sem se

preocupar com a ortografia). “Kriolu e spedju di nos alma.” T. V. da Silva

6. De um ponto de vista social, qual das variantes considera mais importante? (Preencha com um X):

Santiago X São Vicente

7. Justifique a resposta ao item anterior:

Para além do facto de Santiago ser o berço da LCV, é nesta ilha que vivem 2/3 da população Caboverdiana residente e é esta variante que produz um maior número que obras em CV. É também esta variante que tem sido alvo de um maior número de estudos científicos.

NU TEN 2 LINGUA OFISIA/NÓS TEMOS DUAS LÍNGUAS OFICIAIS

(O debate continua nas redes sociais, com o meu humilde contributo, durante o mês de novembro de 2013)

4-IM: E ka mi ki fla. E Primeru-Ministru di Kabu Verdi, José Maria Pereira Neves, ki fla na RCV na dia 26-09-2013, bespa di se ida pa Seson di Asenbleia-Jeral

António Pereira: A frase não é minha. É do Primeiro- Ministro de Cabo Verde e foi proferida na véspera da sua ida para a Sessão da Assembleia Geral da ONU em 2013. Recuando dois anos: “O primeiro- ministro de Cabo Verde, José Maria Pereira Neves, discursou na 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas neste sábado. José Maria Neves falou na plenária da Assembleia Geral da ONU em crioulo cabo- verdiano. Tempo Total: 13’07”. 24/09/2011

4-IM: Felismenti dja sta skrebedu na Konstituison - konferi: alinia i) di Artigu 7º; Artigu 9º i alinia f) di n.º 3 di Artigu 79º. Si nhu kre, N ta manda-nho Ata di dias 19 i 20 di Julhu di 1999 di Seson di Asenbleia Nasional undi diskutidu, pa primeru bes, konteudu di Artigu 9º:

=====================================####================================== Caro Sr. Pereira,

===============================================###========================= Ku nhas mantenha i votu di susesu! N ta regozija ku interesi di-nho pa nos lingua maternu. Nha louvor! N ta reenkaminha kestionariu pa alguns konpatriota. Assina: 1. Ana Josefa Cardoso. De: Ana Josefa Cardoso [mailto:[email protected]].Enviada: quarta-feira, 29 de Agosto de 2012 16:52.Para: 1. Ana Josefa Cardoso. Cc: António Pereira; 2.Carlota Alves; 3.Viriato Barros; 4.Gomes de Pina Maria da Graça; 5.Dora Pires; 6.Armindo Martins Tavares; 7.José Luis Tavares; 8.jose luis hopffer almada; [email protected]; 10. Rolando Borges; 11.Eduardo Cardoso; [email protected]; 13.Associção Luso Caboverdeana Sintra; 14.Alberto Rui Machado; 15.ritinha; 16.Andredina Cardoso; 17.Sandra Fernandes; 18.Cristina Fernandes; 19.Adelaide Monteiro; 20.Manuel da Luz Gonçalves; 21.Ines Brito; 22.Marlene Brito; 23.Carolina Monteiro Fonseca Brito Brito; 24.Daniel

Spinola; 25.Julia Melicio Pereira; 26.alipio fernandes; 27.sandra delgado; 28.Emilio Brazão; 29.Manuel Veiga; 30.Ana Maria Freire; 31.Mário Matos; 32.MDC / Asse - Anabela Rodrigues de Jesus Teixeira; 33.Agnelo Montrond; 34.sines caboverdeana; 35.Info Cabolive; 36.MFP / IGF - Marciano Moreira; 37.antonino veiga; 38.oswaldo soares; 39.IC - Nelson de Pina; IC – 40.Anilta Silva; 41.Ângela Barbosa. Assunto: Re: Questionário sobre o crioulo para o trabalho de mestrado de um colega que vive na Madeira. ========================###====================================