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Forskingsprogram biologiske mekanismar

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A presença de diversos agentes com seus respectivos segmentos em uma CS gera a necessidade de coordenação de diversas atividades que facilitem a integração e a comunicação entre esses segmentos no intuito de auxiliar no conjunto de ações demandadas para o atendimento aos requisitos de qualidade e para o aprimoramento da mesma ao longo da CS. Toledo et al. (2004, p. 358) definem a coordenação da qualidade em uma CS, como sendo:

Um conjunto de atividades planejadas e controladas por um agente coordenador, com a finalidade de aprimorar a gestão da qualidade na cadeia e garantir a qualidade dos produtos, por meio de um processo transação de informações, contribuindo para a satisfação dos clientes e para a redução dos custos e das perdas em todas as etapas da cadeia de produção.

A fim de obter vantagem competitiva na cadeia, Toledo et al. (2004), mostram que a coordenação em cadeias é dada por três fases sequencias:

 A primeira fase deve ser baseada no planejamento e execução de atividades entre os segmentos da CS para melhoria da eficiência e redução de custos.

 Na segunda fase, a coordenação tem a função de contribuir para redução dos riscos da falta de qualidade, da quantidade não adequada e dos aspectos relacionados com a segurança do alimento entre os segmentos da CS.

 A terceira fase está relacionada em satisfazer as necessidades dos clientes, uma vez que os mesmos estão cada vez mais exigentes e procuram verificar se o produto está sendo fabricado conforme as especificações, principalmente para os produtos de origem orgânica e étnica.

Enquanto para Ziggers e Thienekens1 (1999), citado por Toledo et al. (2004), os motivos que levam a utilização do conceito de coordenação principalmente em cadeia de produção agroalimentar são:

 Perecibilidade dos produtos;

 Variabilidade da qualidade e da quantidade dos insumos fornecidos pelo setor agropecuário causado por variação biológica, sazonalidade, imprevisibilidade de clima e outros riscos biológicos.

 Diferença de tempo de produção entre os estágios dos diversos setores de produção de uma cadeia.

 Complementariedade de insumos agropecuários, principalmente quando são vendidos apenas em pacotes de produtos combinados.

 Estabilização de consumo de muitos produtos alimentícios.

 Aumento da exigência do consumidor quanto ao produto e o seu método de produção.  Deterioração da qualidade intrínseca (produtos frescos).

Segundo Borrás (2005), as vantagens da coordenação em uma cadeia de produção são:

1 ZIGGERS, G.W.; TRIENEKES, J. H. Quality Assurance in Food and Agribusiness Supply Chains: Developing

 Diminuição dos custos com marketing.  Estabilização das operações.

 Garantia de fornecimentos de materiais e serviços.  Melhoria do controle sobre a distribuição do produto.  Consolidação do controle da qualidade.

 Melhoria do controle sobre os inventários.  Aumento das margens de lucro.

Borrás (2005) relata que a coordenação da qualidade pode minimizar os efeitos causados por fatores, como: a falta de confiança dos agentes de uma CS, a assimetria de poder e a heterogeneidade cultural. Para Zuubier (2000), a padronização na CS pode reduzir a incerteza com a minimização da variabilidade da qualidade do produto e com a minimização da assimetria de informação na relação fornecedor-cliente-consumidor final.

A coordenação da qualidade em uma cadeia de produção implica na atuação de um agente coordenador em todos os seus segmentos que tem como função principal captar informações relativas aos requisitos do produto, da sociedade, do mercado ou do cliente/consumidor, legais dos padrões da própria empresa buscando satisfazê-los de forma integrada, conforme o Quadro 11 (TOLEDO et al., 2004).

Quadro 11 - Tipos de requisitos da qualidade.

Requisitos da Qualidade Definição

Requisitos Legais (RL) Conjunto de normas, regulamentos, códigos e procedimentos formalizados por legislação e que podem influenciar ou definir as características da qualidade de um produto.

Requisitos do Consumidor

(RC) Consistem nos desejos e expectativas em relação a um determinado produto a ser entregue ou serviço a ser prestado por um fornecedor. Requisitos da

Cadeia/Empresa (RE)

Expressam as necessidades ou prioridades das cadeias/empresas, explicitadas em termos quantitativos, objetivando definir características

que o produto deve conter, alinhadas às estratégias competitivas e de imagem da empresa e da cadeia.

Requisitos da Sociedade (RS)

Conjunto de normas, regulamentos, códigos, procedimentos, fatores de saúde, de segurança, do meio ambiente e de conservação de energia, formalizados por legislação ou praticados como valores socioculturais.

Fonte: (TOLEDO et al., 2004).

O agente coordenador pode ser representado por uma empresa da cadeia de suprimentos, um grupo de pessoas constituído por representantes de cada segmento da cadeia, uma empresa independente contratada para exercer as funções do agente coordenador ou até mesmo de uma associação que represente a CS, conforme (SCALCO, 2004; TOLEDO et al., 2004; TOLEDO et al., 2013).

Segundo Toledo et al. (2004), o agente coordenador tem basicamente as seguintes funções:

 Gerenciar o sistema de informações relativo aos requisitos de qualidade do produto final, aos requisitos de qualidade do produto para cada segmento da cadeia, aos requisitos de gestão da qualidade, a situação atual da aplicação das práticas de gestão da qualidade e aos indicadores de desempenho da cadeia e de cada um de seus segmentos.

 Identificar e comunicar os problemas (desvios) e oportunidades de melhoria compartilhando-os com todos os segmentos da cadeia a fim de sinalizar para cada um deles onde há problemas e onde há possibilidade de investir em melhorias.

 Analisar problemas, soluções e oportunidades de melhorias levantadas, envolvendo os representantes de cada segmento da cadeia, na análise das causas dos problemas e nas ações para solucioná-los.

 Acompanhar ou monitorar as ações para os desvios encontrados e para as oportunidades de melhoria para que estas sejam efetivamente implementadas e acompanhadas.

Para Schiefer (2002) existem dois tipos de abordagens para o fluxo de informações na cadeia (Figura 3):

 A abordagem centralizada quando os fluxos de informação e comunicação são coordenados por uma instituição na cadeia.

 A abordagem descentralizada quando os fluxos de informação são baseados em consensos pela comunicação direta entre as empresas da cadeia.

Figura 3 – Coordenação mediante troca de informações entre empresas. Fonte: (SCHIEFER, 2002)

Mingfang e Guochang (2009) mostram que a coordenação da qualidade na CS é facilitada com o desenvolvimento de uma relação Ganha-Ganha entre produtor e varejista por

meio de um contrato que prevê uma punição para o varejista para cada produto devolvido para o fabricante o que diminui o retorno de defeituosos.

Toledo et al. (2004) listou também algumas práticas de coordenação da qualidade tanto na direção à montante no sentido cliente-fornecedor na cadeia quanto na direção à jusante no sentido fornecedor-cliente.

À montante:

 Relações de parceria entre a empresa e seus fornecedores para a garantia da qualidade na cadeia.

 Incentivos e ações fornecidas pela empresa para melhorar a qualidade dos produtos recebidos dos fornecedores, tais como: investimento em treinamento, assistência técnica, ações conjuntas de melhorias, pagamento por qualidade, financiamentos de recursos de produção, prestação de serviços, etc.

 Envolvimento do fornecedor no processo de desenvolvimento de novos produtos.  Adoção compartilhada de sistemáticas de gestão da qualidade para garantir a

consistência na padronização dos produtos.

 Diagnóstico conjunto da qualidade (auditorias da qualidade realizadas no fornecedor).  Elaboração conjunta de plano de ações de melhorias.

 Acompanhamento das melhorias implantadas.

 Medição e análise de indicadores de desempenho em qualidade (redução de custo de falhas e refugos, melhoria na qualidade do produto e na satisfação dos clientes, redução das não-conformidades, etc.)

À jusante:

 Ações de exigências e orientações para preservação da qualidade do produto final, tais como treinamentos visando assegurar a forma adequada de manuseio, armazenagem, transporte e exposição do produto final.

 Incentivos fornecidos pela empresa para o distribuidor em termos de desconto de preços, melhores prazos de pagamento, tratamento preferencial, etc em função da preservação da qualidade do produto.

 Obtenção da realimentação de informações dos clientes com relação a qualidade do produto e dos serviços oferecidos.

 Premiação por serviços prestados pelo distribuidor.

 Levantamento e formulação das necessidades específicas dos clientes.

 Adoção compartilhada de práticas de gestão da qualidade para garantir a consistência na padronização dos produtos.

 Diagnóstico conjunto da qualidade por auditorias realizadas nos distribuidores e varejistas.

 Elaboração conjunta de planos de ações de melhoria.  Acompanhamento das melhorias realizadas.

 Medição das melhorias com uso de indicadores de desempenho relacionados com a preservação da qualidade, perdas, etc.

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