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4 Forsikrings- og erstatningsordninger i staten

Apesar de uma avaliação de um programa de educação de empreendedorismo e formação ser considerada complexa (Fayolle & Gailly, 2015; Ng & Feldman, 2009; Dionne 1995; Ostroff, 1991), é fundamental que quando se implementa um programa de educação de empreendedorismo e formação, se faça uma avaliação e se implemente melhorias que permitam uma evolução (Fayolle & Gailly, 2015; McMullan & Gillin, 1998). Neste sentido, este estudo pretende avaliar o programa de educação e formação empreendedorismo desenvolvido na região do Sabor. Para esta avaliação recorreu-se a opinião de todos os stakeholders envolvidos diretamente no programa (Municípios, EDP, UTAD, Associação do Baixo Sabor e Empreendedores que participaram nas cinco edições do programa) através de métodos mistos (questionários aos empreendedores e entrevistas às entidades envolvidas).

i) Principais dificuldades dos Participantes

Vários autores (Bollingtoft, 2012; Comissão Europeia, 2003; Storey, 1994) defendem que as pequenas empresas contribuem cada vez mais para o desenvolvimento de uma região, quer através na criação de emprego e receitas fiscais, quer através das exportações. Além disso, estimulam a concorrência e podem ser uma grande fonte de inovação (Sharafizad & Coetzer, 2016; Alstete, 2008). No entanto, quando as empresas ou start-ups são “recém-nascidas”, enfrentam varias dificuldades que muitas vezes não lhes permite ultrapassar os primeiros anos de vida (Hormiga et al., 2011; OECD, 2002; Garnsey, 1998). Outro momento crítico, referido por alguns autores (e.g., Zhang, et al. 2016; Jensen & Schott, 2015; Stinchcombe, 1965), é o processo de criação de empresa, uma vez que o empreendedor enfrenta uma série de dificuldades por não possuir determinados recursos, como por exemplo, a informação, a experiência ou o conhecimento em determinadas áreas (e.g., fiscal, legal, financeira).

No caso Programa de Empreendedorismo Sabor (PES), os empreendedores participantes no programa, mostraram que as suas principais dificuldades no processo de criação de empresa foram o financiamento (52%), o processo burocrático (38%) e o acesso à informação (4%). Em quanto que as principais dificuldades enfrentadas nos primeiros anos de vida foram o financiamento (43%), conhecimento de atividades de gestão (22%), necessidade de redes de contacto (14%) e escoamento de produtos (7%).

Com base na literatura e nos resultados obtidos, através do questionário, é possível constatar que o momento da criação de empresa e os seus primeiros anos de vida são momentos bastante críticos onde o empreendedor enfrenta uma serie de dificuldades que podem por em causa a sua continuidade no mercado de trabalho. De forma a ultrapassar estas dificuldades, é fundamental que o PES foque parte do seu apoio nestes dois momentos (criação da empresa e os primeiros 3 anos).

ii) O que foi melhorado ao longo das cinco edições?

Ao longo das cinco edições, o PES tem vindo a sofrer algumas alterações no seu formato, conteúdo e metodologia. Com estas alterações torna-se importante perceber o que tem vindo a ser melhorado no programa.

Com base nas entrevistas aplicadas aos stakeholders envolvidos diretamente no desenvolvimento do programa (Municípios, EDP, UTAD, Associação do Baixo Sabor), foi possível identificar um conjunto de pontos que foram melhorados ao longo das cinco edições (Figura 5.2).

Figura 5.2: Mapa de nós (Nvivo) para os pontos melhorados nas cinco edições do programa

Entrevistado 1 (EDP): “Outro aspeto que melhorou desde a 4ª edição foi a criação do evento de networking que possibilita aos empreendedores criarem uma rede de contacto entre os empreendedores. Por outro lado, o apoio de consultoria na elaboração dos planos de negócios que foi dado com bastante proximidade ao empreendedor”.

Entrevistado 6 (UTAD): “O que melhorou foi o maior envolvimento dos municípios, […]” Entrevistado 7 (UTAD): “Esta edição foi diferente de todas as outras porque entendeu- se que no final da 4ª edição seria importante criar uma rede, uma rede que envolvesse todos os parceiros da mesma forma. O que permitiu que todos os meses a rede reunisse, debatesse os problemas de cada um dos concelhos abrangidos no programa,

competências e até facilidades em determinados processos que foram uma mais valia para o programa.”

Entrevistado 5 (Município): “Melhoraram a nível de formação, a nível do apoio no desenvolvimento do plano de negócios. Este ano foi dado a oportunidade aos empreendedores irem a lisboa numa visita de estudo para participarem na feira de

franshing.”

iii) O que falta melhorar?

De acordo com Nabi et al. (2016) e McMullan e Gillin (1998), quando se desenvolve um programa de educação de empreendedorismo e formação é importante fazer uma avaliação do desempenho e identificar quais os pontos a melhorar, de forma a que se consiga ser mais eficaz e eficiente no futuro.

Desta forma, este ponto pretende perceber qual a opinião dos participantes deste estudo sobre os aspetos do PES que precisão ser melhorados em futuras edições. A Figura 5.3 ilustra os pontos do programa que foram identificados pelas entrevistas aplicadas aos stakeholders envolvidos diretamente no desenvolvimento do programa.

Segundo os resultados obtidos nas entrevistas e com base na Figura 5.3 é possível inferir que são vários os pontos do programa que necessitam ainda de ser melhorados, tal como refere alguns entrevistados:

Entrevistado 6 (UTAD): “Existem aspetos que podem ser melhorados nomeadamente a fase inicial da idealização da ideia de negócio […]. Acho que os empreendedores devem ter mais tempo para pensar na ideia explorar o conceito, recolher a informação antes de passar para o plano de negócios porque nessa fase já devem ter a ideia mais ou menos fechada.”

Entrevistado 1 (EDP): “[…] Uma outra coisa que faz falta é ter um apoio de um técnico no terreno durante mais algum tempo principalmente na fase de implementação dos planos de negócios isto porque os empreendedores ficam muito perdidos e a precisar de apoio no desenvolvimento do produto, no financiamento ou na elaboração das candidaturas aos fundos comunitários.”

Entrevistado 2 (AMBS): “Eu acho que devíamos melhorar mais a sensibilidade dos municípios para a questão da criação dos gabinetes de apoio ao empreendedor.” Entrevistado 3 (Município): “[…] A parte da divulgação e publicitação do programa e o acompanhamento final e a montagem de financiamento.”

Após ter analisado as opiniões dos stakeholders que estiveram envolvidos diretamente no desenvolvimento do programa, tornou-se fundamental perceber também a opinião dos empreendedores que participaram no PES.

Com a aplicação do questionário aos 103 empreendedores que participaram neste estudo foi possível verificar que 70% dos inquiridos referiram que o apoio na pós-criação de empresa é a fase do programa que mais necessita de ser melhorada. Além disso, 34% dos inquiridos apontaram também o momento da criação da empresa e 24% na divulgação do programa para a região.

Em suma, após uma análise aos resultados obtidos, é possível afirmar que ainda existe vários pontos a serem melhorados no programa. Os resultados mostraram também que existem pontos que foram comuns, tanto aos empreendedores participantes, como para os

stakeholders envolvidos, tais como, o momento de criação da empresa, o momento a pós-

criação da empresa e a divulgação do PES na região.