5. DISKUSJON
5.4. Interaksjoner med andre mikroorgansimer
A vazão média diária máxima anual considerada no presente trabalho é a maior vazão média diária no período de um ano hidrológico. Como o Brasil é um país extenso e apresenta regiões com condições climáticas diversas, um dos desafios encontrados nesta etapa da pesquisa foi a definição do início e fim do ano hidrológico das estações para que se pudesse determinar o valor máximo anual.
utilizar um ano operacional definido a partir das normais climatológicas de precipitação do período de 1961 a 1990.
De acordo com o INMET (2010), as normais climatológicas são obtidas através do cálculo das médias de parâmetros meteorológicos referentes à períodos padronizados de 30 anos, obedecendo a critérios recomendados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). No documento publicado pelo INMET (2010) é possível encontrar as precipitações acumuladas mensais e anuais de diversas estações dos estados brasileiros.
Devido ao fato de que muitas outras estações serão consideradas no presente trabalho, além das que foram utilizadas para a definição das normais climatológicas, decidiu-se utilizar a média das precipitações totais de cada estado registradas por INMET(2010) para a definição do início e fim do ano operacional. Com tais médias, foram desenhados os hietogramas mostrados nas figura 4.2 (a) e (b).
Após a análise dos hietogramas, decidiu-se assumir o mês de início do ano operacional de cada estado como o mês com menor valor de precipitação, de modo a garantir que os máximos anuais sejam, pelo menos do ponto de vista físico, independentes temporalmente. A tabela 4.1 expõe os meses de início de ano hidrológico para cada estado do país.
Tabela 4.1 – Mês de início do ano hidrológico de cada estado
Estados Início Do Ano
Hidrológico Estados
Início Do Ano Hidrológico
Amazonas Agosto Sergipe Novembro
Acre Junho Bahia Setembro
Rondônia Julho M. Gerais Junho
Roraima Janeiro Esp. Santo Junho
Pará Setembro R. De Janeiro Julho
Amapá Outubro São Paulo Agosto
Tocantins Julho Paraná Agosto
Maranhão Agosto S. Catarina Junho
Ceará Agosto R. G. Do Sul Abril
Piauí Agosto M. G.Do Sul Julho
R.G. Do Norte Novembro Mt. Grosso Julho
Paraíba Novembro D. Federal Junho
Pernambuco Outubro Goiás Julho
Figura 4.2 (a) e (b) – Hietogramas construídos a partir das normais de precipitação de cada
estado do Brasil. 4.1.3 Critérios de eliminação de anos
Grande parte das séries do Web Service da ANA possui porcentagem significativa de dados faltosos, são curtas, contendo poucos anos de dados, ou contém dados suspeitos. Essas falhas dificultam a análise estatística dos dados. Como se está trabalhando com valores máximos anuais de vazões, em séries com falhas existe a possibilidade de que esse valor máximo esteja entre os dados faltosos. Quanto maior a porcentagem de dados faltosos, maior a probabilidade de que o valor máximo real não tenha sido medido. Séries pequenas podem não ser representativas e a presença de pontos atípicos pode indicar erros de medição.
Dentro desse contexto, Papalexiou e Koutsoyiannis (2013) afirmam que existem três possibilidades para extrair o valor máximo de um ano com falhas: a primeira seria estabelecer critérios para avaliar a validade do valor máximo encontrado, a segunda aceitar somente os valores máximos de anos completos e a terceira, aceitar todos os valores máximos. Observe que, caso a segunda alternativa seja escolhida para lidar com esse problema, muitos valores de vazões máximas reais poderiam ser descartados, uma vez que não há uma avaliação do período do ano hidrológico que apresenta falhas ou da porcentagem de dados faltosos. Já sobre a terceira alternativa, pode-se dizer que muitos valores de vazões máximas anuais aceitos não seriam os verdadeiros máximos, uma vez que também não há uma análise dos dados faltosos.
Dessa maneira, pode-se admitir que a primeira opção é a mais viável para a extração dos valores máximos de um ano com falhas. Assim, faz-se necessário a aplicação de alguns critérios para a seleção dos valores máximos de anos com falhas. No presente trabalho foram usados critérios adaptados de Papalexiou e Koutsoyiannis (2013). Para a aplicação desses critérios, deve-se selecionar e ordenar (classificar em ordem crescente) os valores máximos anuais de cada estação, considerando o ano hidrológico definido no item 4.1.2 e sem levar em conta as falhas das séries. Os dois critérios de eliminação de anos usados são:
• A posição (ordem) é menor ou igual a 40% x N (onde N é o tamanho da série de vazões máximas), ou seja, quando a vazão em questão pertence aos 40% menores valores;
• A porcentagem de dados faltosos em um determinado ano é maior ou igual a 1/3, ou seja, o ano em questão tenha mais de 4 meses de dados faltosos.
Caso esses dois critérios sejam verificados por determinado valor de vazão máxima, o ano em que esse valor aconteceu deve ser rejeitado. A figura 4.3 ilustra o uso desses dois critérios.
Figura 4.3 – Ilustração dos critérios de eliminação de anos adaptados de Papalexiou e
Koutsoyiannis (2013). A vazão máxima anual é rejeitada (vazões destacadas com retângulos vermelhos) se a sua posição estiver entre as 40% menores (Posições destacadas com os retângulos vermelhos) e a porcentagem de falhas for maior que 1/3
(Falhas destacadas com os retângulos vermelhos)
Com o uso desses critérios, consegue-se eliminar anos com muitas falhas e com dados de baixa magnitude, em que é provável que o valor máximo real não tenha sido observado.