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Del 2: Forbudet mot markedsmanipulasjon

12 Definisjon 4: «deception or contrivance»

12.3 Forholdet mellom «contrivance or deception»-manipulasjon og manipulasjon ved

Quando fizemos a proposta de abordagem ao tema desta pesquisa, estabelecemos por meta responder ao seguinte problema de pesquisa: Quais são os fatores que influenciam o desempenho das empresas atuantes em um ambiente turbulento?

Para concretizar tal tarefa, estabelecemos como objetivo geral contribuir para o entendimento das relações e das intensidades das mesmas, nas interações entre os constructos descritores do contexto macroeconômico, do ambiente competitivo, da orientação estratégica e do desempenho de empresas atuantes em um ambiente turbulento e com objetivos

específicos de mensuração dos indicadores formativos dos constructos e de suas relações com as variáveis constituintes dos constructos formadores do modelo proposto, conforme apresentado no Capítulo 1. Tomando sempre como referência o problema de pesquisa e os objetivos propostos, apresentamos a seguir as conclusões a que chegamos após a análise dos dados.

Inicialmente, merece destaque a identificação, para todas as amostras analisadas, de uma relação positiva e de alta intensidade entre o contexto macroeconômico e o ambiente competitivo, expressando uma forte influência de fatores relacionados ao desempenho econômico das empresas atuantes no setor de atividade, expresso pelo PIB setorial e subsetorial, nas características ambientais dimensionadas, em termos de dinamismo e rivalidade.

Ao analisarmos a relação entre o contexto macroeconômico e a orientação estratégica, identificamos uma influência negativa e de intensidade variada entre as amostras, fato que levou à rejeição da hipótese nula geral, a qual pressupõe a existência de influência monotônica e positiva entre os constructos do modelo. Tal sentido da relação nos permite concluir pela tendência de que quanto melhor o desempenho macroeconômico setorial, maior a tendência das empresas em adotar estratégias de curto prazo, em termos de alocação de recursos, e que impliquem riscos de menor intensidade para a organização.

Quanto à relação entre ambiente competitivo e orientação estratégica, identifica-se uma diversidade de resultados quando da segmentação da amostra, em termos tanto de intensidade quanto de sentido da mesma. Assim, pode-se afirmar que há uma relação negativa entre ambiente competitivo e orientação estratégica para uma amostra composta por empresas com faturamento bruto anual acima de R$100 milhões e que tal relação apresenta reduzida

intensidade, levando-nos a concluir que as estratégias organizacionais, em termos de alocação de recursos, são pouco influenciadas pelo dinamismo e pela rivalidade do setor. No caso das empresas com faturamento bruto anual entre R$10 milhões e R$100 milhões, o ambiente competitivo influencia positivamente e com média intensidade a orientação estratégica, expressando uma tendência de que quanto mais intensa a competição, mais as empresas apresentarão foco no curto prazo e uma postura mais agressiva em termos de alocação de recursos. O sentido da relação também foi apurado para a amostra completa, porém de pequena intensidade.

No que diz respeito à relação entre o desempenho das empresas em foco e sua orientação estratégica, pode-se afirmar que há uma relação positiva e de média intensidade entre os constructos no caso de empresas com faturamento bruto anual acima de R$100 milhões, indicando que a adoção de uma política mais agressiva de alocação de recursos, em conjunto com o foco no longo prazo, implica um desempenho superior, em termos tanto de rentabilidade quanto de participação de mercado. Já no caso de empresas com faturamento bruto anual entre R$10 milhões e R$100 milhões, o sinal negativo da relação de pequena intensidade indica a pouca influência da política de alocação de recursos na obtenção de melhores resultados.

Ao focarmos as relações entre o ambiente competitivo e o desempenho das empresas em análise, apuramos uma diversidade de resultados para as diferentes amostras. Em relação às empresas com faturamento bruto anual entre R$10 milhões e R$100 milhões, o ambiente competitivo apresenta intenso poder determinístico do resultado organizacional, levando-nos a concluir que quanto mais hostil for o ambiente, melhores serão os resultados obtidos pelas empresas, ao passo que para empresas com faturamento entre R$100 milhões e R$1 bilhão o

sentido da relação se mantém, porém com menor intensidade. Quanto às empresas com faturamento acima de R$1 bilhão, quando o ambiente se mostra hostil o faturamento tende a ser menor, porém com pouca intensidade na relação.

Como resultados, identificamos relações de intensidades e sentidos diferentes entre os constructos orientação estratégica e desempenho, assim como deste com o ambiente competitivo: (a) predominância do ambiente na determinação do desempenho, quando analisadas empresas com faturamento entre R$10 milhões e R$100 milhões, resultado em conformidade com a abordagem da Organização Setorial, a qual considera a influência da estrutura do setor no resultado organizacional; (b) equilíbrio na participação dos constructos para as empresas que faturaram entre R$100 milhões e R$1 bilhão, resultado condizente com a abordagem Schumpeteriana em virtude da participação tanto dos aspectos mercadológicos quanto organizacionais na determinação dos retornos; e (c) maior influência da orientação estratégica para empresas com faturamento acima de R$1 bilhão, o que indica uma maior participação das individualidades organizacionais na determinação das políticas de alocação de recursos, constatação alinhada com a abordagem Chamberliniana.

Concluindo, o modelo proposto mostra-se adequado para a explicação do desempenho das organizações em estudo, com referência na abordagem integrativa da competição apresentada por Barney (1986), a qual considera a influência basilar do setor de atividade para o desenvolvimento das abordagens anteriores, contribuindo para o entendimento do ambiente competitivo, necessitando de melhor refinamento para a ampliação e fortalecimento de sua capacidade explicativa da orientação estratégica.

Como implicações acadêmicas do estudo, apresentamos sua contribuição à compreensão das relações entre os fatores determinantes do desempenho das empresas, assim como dos indicadores constitutivos de tais constructos, permitindo a expansão do conhecimento acerca das estratégias organizacionais e seu relacionamento com o ambiente.

Quanto ao aspecto gerencial, sua contribuição se dá pela possibilidade de predição dos resultados oriundos das ações gerenciais, em termos da alocação de recursos e do foco em termos de prazo, permitindo aos tomadores de decisão um entendimento mais aprofundado das conseqüências das decisões tomadas.

Tais conclusões nos remetem à proposição de novos estudos acerca dos condicionantes do desempenho de empresas atuantes em um ambiente turbulento, com vistas ao refinamento do modelo e ao incremento do conhecimento acerca do tema:

• Aplicação do modelo ao estudo de empresas atuantes em outros setores de atividades.

• Verificação do ajuste do modelo ao estudo de empresas atuantes em diferentes países.

• Inserção de novos indicadores que incrementem a capacidade preditiva do modelo proposto, principalmente no tocante à orientação estratégica.

• Análise das relações entre os constructos, considerando o efeito das ações estratégicas em períodos posteriores – lag de 1, 2 ou 3 períodos.

• Realização de pesquisas com os gestores das empresas analisadas, buscando identificar aspectos não expressos pela abordagem quantitativa.

• Aplicação do modelo STROBER ao entendimento das relações entre os constructos analisados.