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Os professores de hoje em dia necessitam de planificar a sua prática procurando definir objetivos que no final da aula devem ter sido atingidos. Ao planear, o professor deve ter em conta o que sabe sobre cada criança e sobre o grupo de modo a ocasionar um ambiente que seja fomentador de aprendizagens (ME, 1997). No processo de planificação didática, segundo Zabalza, (1992), deparamos com um culminar de conhecimentos, ideias ou até mesmo experiências que são organizadas atuando como apoio conceptual e como justificação para o que deve conter na planificação. Igualmente contém os objetivos a alcançar, permitindo prever todo o processo que se irá concretizar na prática, incluindo os conteúdos, as atividades a realizar e a avaliação.

O professor deve ter a capacidade de planificar criando um plano de aula que seja pensado e refletido tendo como finalidade alcançar certos objetivos previamente definidos. O professor cria um guião de aula que o auxilia e permite que este não se perca nos conhecimentos que devem ser transmitidos na aula. Deste modo a planificação deve possuir na sua estrutura certos pontos, tais como: “ para quê, para quem?, o quê? como? com quê? quanto tempo?” (Peterson, 2003, p. 79).

É fundamental se questionar sobre o que está a fazer, o porquê e o para quê, pois cada professor é um técnico de manipulação educativa, planificando através de

mediadores da planificação como guias curriculares, livros, materiais comerciais e experiências que possuem. O sistema educativo e os professores planificam através de vários tipos de materiais didáticos, não se apoiando só nos programas e utilizando os mediadores como guias para a sua prática (Zabalza,2001).

O plano de aula deve conter na sua organização objetivos, conteúdos e estratégias coerentes. Necessita de ter uma adequação que surge das aprendizagens significativas dos alunos, flexibilizando todo o processo e reajustando-se de acordo com as necessidades e possuindo durante todo o seu discurso precisão e clareza (Peterson, 2003).

Ao planificar uma unidade de ensino ou áreas de conteúdo no caso do educador, o professor reúne os conteúdos e as ideias a desenvolver, definindo o que os alunos necessitam de aprender, como e que o vão compreender e como vão ser avaliadas todas as aprendizagens desenvolvidas na sala de aula. Para que o professor oriente a sua planificação deve apurar os objetivos da aprendizagem, utilizando como referência as metas curriculares e os descritores de desempenho, de modo a conhecer os conteúdos e a saber o que pretende que os alunos saibam sobre os mesmos. Deve também escolher as atividades que vão promover a aquisição do conhecimento, utilizando estratégias para atingir os objetivos propostos inicialmente, monitorizando a aprendizagem através de métodos de avaliação. É de realçar que deve ter sempre atividades “âncora” para os alunos que consigam resolver a atividade mais facilmente que os restantes. O planificar permite refletir sobre toda a ação desenvolvida (Silva & Lopes, 2015a).

Ao planificar, o professor também procura definir o que vai avaliar, permitindo verificar se a criança sabe ou não. Ao verificar estes dados, o professor adequa a aprendizagem de acordo com a necessidade da criança ou do grupo (ME, 1997). Zabalza (2001) refere que toda a avaliação tem um propósito, uma técnica, questões, uma aplicação, respostas ou condutas dos alunos, correção para avaliar os resultados, uma classificação e consequências como a não aprovação. A avaliação tem como finalidade verificar todo o processo de ensino-aprendizagem, averiguando se todos os alunos estão a progredir e a atingir as metas correspondentes (Lopes & Silva, 2012).

Sendo assim a avaliação tem três objetivos: avaliação para a aprendizagem, avaliação como aprendizagem e a avaliação da aprendizagem. Esta primeira avaliação tem como finalidade que o professor saiba as falhas de aprendizagem existentes na turma e utilize esses dados para planificar e encontrar estratégias que auxiliem a criança na aprendizagem. Por outro a avaliação como aprendizagem permite que os alunos envolvam-se em processos de auto e heteroavaliação, refletindo sobre a sua

aprendizagem, dando um feedback ao professor para construírem e melhorarem o seu rendimento escolar. A avaliação da aprendizagem sucede-se quando o docente usa elementos da aprendizagem do aluno, para verificar o seu desempenho com a utilização de exames. Deste modo, o docente é o responsável por planificar a aprendizagem, por recolher dados sobre a aquisição de conhecimento dos seus alunos e refletir sobre o que foi ou não aprendido (Lopes & Silva, 2012).

É de salientar que existem três tipos de avaliação, sendo estes a diagnóstica, a formativa e a sumativa. A avaliação diagnóstica é utilizada para realizar uma análise dos conhecimentos que os seus alunos já adquirem para o professor poder planificar tendo em conta as aprendizagens anteriores, para tal são frequentes os testes diagnósticos. Quanto à avaliação formativa esta encontra-se sempre presente na aprendizagem, fornecendo informações ao docente. Trata-se de um processo contínuo onde é possível verificar se os alunos compreenderam ou não os conteúdos, auxiliando o professor para a utilização de novas estratégias. A avaliação sumativa é utilizada para classificar a aprendizagem do aluno, e para tal é frequente a utilização de testes para conhecer o nível em que o aluno se encontra, ou o sucesso do programa. Esta avaliação ocorre num dado período de tempo, após terem sido compreendidos os conteúdos, permitindo avaliar se o aluno fracassou ou se teve sucesso na aprendizagem (Lopes & Silva, 2012).

Por fim, planificar é um instrumento fundamental para fomentar a aprendizagem, pois ao criar e ao utilizar este guia, o professor reflete sobre todo o processo e sobre o que necessita melhorar para que todas as crianças aprendam os conteúdos que tem que ser transmitidos. A planificação orienta o docente na sua prática, sendo esta de carácter flexível e contendo a avaliação, permitindo lhe refletir sobre a prática e adequar consoante as necessidades dos seus alunos.

A avaliação permite que todo o processo desenvolvido seja refletido, nomeadamente as estratégias utilizadas pelo docente para proporcionar aos seus alunos uma aprendizagem de qualidade. No contexto de estágio, tanto no Pré-Escolar como no 1º CEB, a avaliação realizada teve uma vertente formativa de modo a compreender melhor as dificuldades e melhorá-las. No Pré-Escolar foi também utilizado o Sistema de Acompanhamento das Crianças (SAC) como meio de avaliação das competências das crianças.