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Figure 3.6.2m: 1989 survey: Observed horse mackerel egg densities (eggs per m 2 )

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Este foi um processo longo e algo conturbado, onde, naturalmente, encontrámos muitos obstáculos e algumas dificuldades. Apesar de só termos aflorado o problema levantado e deste exigir a realização de trabalhos que vão mais longe e que aprofundem as questões levantadas, julgamos que podemos desde já tirar algumas conclusões.

Durante o decorrer do processo pensamos que fizemos uma ―rotura‖ tentando entrar noutro paradigma, não por uma mera questão de moda, mas porque pensamos que passámos a encarar todo o processo com outros olhos. Encaramos agora os novos problemas ou os mesmos problemas numa outra perspectiva, temos outros objectivos, utilizamos novas metodologias e aprendemos a utilizar outras ferramentas.

Ainda temos um longo caminho a percorrer, continuamos a encontrar dificuldades para encontrar uma saída que não é nem mais simples nem mais difícil, mas apenas diferente. Encontrar metodologias ajustadas, perceber as suas coerências e resolver as dificuldades com que nos vamos deparando, com vista a dar uma resposta coerente, é hoje um imperativo.

É preciso em primeiro lugar definir o que se pretende – objectivos do processo educativo - para conseguirmos utilizar as metodologias apropriadas aos fins em vista, só assim o processo será coerente, consistente e objectivo. Sabemos que não existem receitas, mas podem-se encontrar, respostas fruto de novas estruturações de pensamento, adaptadas a cada realidade.

Importa agora retirar algumas ilações que consideramos fundamentais, em função dos objectivos a que nos propusemos. As mesmas decorrem da interpretação das informações retiradas da amostra, assim como das reflexões efectuadas sobre o tema em questão. Independentemente de todo o rigor e cuidado que tivemos no trabalho, estamos cientes que no que concerne às conclusões referentes a dados, se restringem à amostra em análise, e como tal devemos ser prudentes na generalização dos resultados alcançados.

Após estas considerações e de acordo com a estrutura utilizada para a apresentação e discussão dos resultados é importante não esquecer que o principal objectivo do estudo foi

Considerações Finais _________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________________ 128 compreender os problemas de indisciplina, tendo em consideração as necessidades específicas de cada aluno e contribuir para uma nova estruturação do pensamento, que conduza a novas formas de actuação, coerentes no contexto dos vários quadros, de forma a responder ao problema central – a indisciplina no âmbito da docência da disciplina de educação física.

Consideramos que a questão da indisciplina, deve ser analisada de uma forma global e encarada como um problema de todos.

Encontrámos respostas às nossas questões na compreensão do Homem, do processo educativo, e na capacidade de conjecturar quais os erros a corrigir sem que sejam esquecidos os objectivos do processo educativo. Saliente-se que a disciplina é um meio e não um fim em si mesmo, serve para melhorar o rendimento e alcançar os objectivos visados.

No fundo a resolução do nosso problema encontrou-se na compreensão e delimitação de formas de actuação coerentes, que permitissem responder aos problemas disciplinares, de uma forma integrada no processo pedagógico. Utilizámos uma metodologia que nos ajudou a compreender todos os factores intervenientes no processo, a questionar e testar esses mesmos factores e a tentar tirar o maior partido dos mesmos, indo sempre ao encontro dos objectivos mediatos e imediatos a que nos propusemos.

Para além de procurarmos mostrar uma outra forma de operacionalização na resposta a problemas de indisciplina, com base nos dados e conhecimentos obtidos durante este processo, deixámos uma referência que possa servir na aplicação desta metodologia de actuação no âmbito das aulas de educação física, no contexto do quadro e problemática actual.

Ao equacionarmos a construção da nossa conjectura, na tentativa de dar resposta a um problema, temos plena consciência, que se trata de um processo em permanente construção, pois a escola é uma área onde não é fácil implementar novas visões, criar uma rotura com as referências já existentes, dado que todos os valores já se encontram extremamente enraizados.

Considerações Finais _________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________________ 129 Tal como nos refere Popper (1992), ―ao reconhecermos a falibilidade do conhecimento humano, reconhecemos simultaneamente que nunca podemos estar completamente seguros de não termos cometido algum erro. O que pode ser formulado do seguinte modo: existem

verdades duvidosas – inclusivamente proposições verdadeiras por nós consideradas falsas

– mas não existem certezas duvidosas.

Uma vez que nunca podemos saber com certeza, não devemos procurar as certezas, e sim as verdades, o que fazemos, essencialmente, ao procurar os erros para os corrigir. O conhecimento científico, o saber científico é, por conseguinte, sempre hipotético: é um saber por conjectura‖ (p.18).

Temos noção que o percurso por nós realizado poderia ter sido outro, poderíamos ter construído uma conjectura com outros focos de análise, podíamos ter refutado de outra forma, mas no fundo quisemos utilizar as próprias potencialidades que o processo ensino- aprendizagem nos coloca à disposição, pois é neste quadro de referência que pretendemos actuar.

Este desafio só será vencido através de um trabalho contínuo, desenvolvido não só na escola mas também na sociedade; a consecução deste objectivo carece de uma busca colectiva e não apenas individual.

Segundo Quintanilha (1999), ―No futuro, assim como no passado, os avanços do conhecimento continuarão a despertar sonhos e medos à medida que os mistérios vão sendo desvendados. A nossa obrigação continuará sempre a ser a de esclarecer, informar, dialogar, de forma a que os Saberes não voltem nunca mais a ser «revelados» - nem tão- pouco propriedade de uns quantos «escolhidos» - mas sim continuamente questionados. A nossa tarefa mais difícil vai ser a de construir as pontes necessárias entre as disciplinas do conhecimento‖ (p.612).

Linhas de Desenvolvimento Futuro _________________________________________________________________________________________________

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