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Fakta – styringen av bevarings- og sikringsarbeidet5

Quanto a esta dimensão, usaremos a terminologia usada por Van Dijk (1989), “que conceptualiza, sob a forma de um objecto tridimensional, a complexidade das estruturas textuais e das formas da sua articulação. Neste modelo, as estruturas textuais podem ser perspectivadas em três dimensões: o nível, o âmbito/alcance e a forma/maneira” (Dionísio, 2000, p.164). Assim, teremos as seguintes categorias:

Quadro 2

Categorias das estruturas textuais

Níveis textuais Forma Âmbito

Fonológico- grafemático Léxico- gramatical Semântico- pragmático Tipológica Estilístico -retórica Local Global

A dimensão“nível” engloba as estruturas que “resultam da aplicação de determinadas regras sobre os códigos do sistema linguístico – fonológico, morfológico, lexical, sintáctico e pragmático” (idem: p.164)

Aguiar e Silva (1990) considera que o nível fonológico-grafemático diz respeito às qualidades fónicas (musicalidade, ritmo, etc.) e à combinação e “disposição espacial dos grafemas, tanto na sua execução manuscrita como na sua execução tipográfica” (p.101). A este propósito, Dionísio (2000) reconhece a importância do código grafemático, sobretudo no que se refere à sua função na poesia visual.

A categoria léxico-gramatical abarca questões associadas ao significado de palavras isoladas ou que remetam “para aspectos de variação linguística e/ou para aspectos da morfo-sintaxe dos textos” (idem: p.175).

Quanto à categoria semântico-pragmático, ela diz respeito ao significado dos textos e à reconstrução dos sentidos. Como refere Dionísio (2000), “Independentemente dos objectivos mais imediatos que possam estar na origem de um qualquer acto de leitura, o objectivo subjacente é sempre criar significados, continuamente carregando de conteúdo as manifestações de superfície (não necessariamente explícitas) no texto.” (p.169). Embora o trabalho dos alunos/leitores se limite muitas vezes à descoberta dos significados e não a uma verdadeira criação de significados, a ênfase dada ao tecido semântico dos textos é algo inquestionável.

No que respeita à dimensão “Forma”, ela engloba as categorias relacionadas com as figuras de estilo e as tipologias dos textos, daí designarem-se estilístico-retórica e tipológica. No que diz respeito à categoria estilístico-retórica, Dionísio aponta a “contracção de ‘estilo’ e ‘estrutura retórica’” devido ao facto de a tradição escolar tratar estes dois campos de uma forma muito integrada e por não haver no ensino básico um grau

de especialização que justifique a sua análise detalha e em separado. Citando van Dijk, Dionísio (2000) justifica este tratamento conjunto destes dois campos.

“[…] las figuras estilísticas (figurae) han sido un tema central en cierto nível de la descripción retórica en los libros de texto hasta nuestros dias, y com frecuencia se ha limitado injustificadamente la retórica a la consideración de estas figuras y sus modos de procedimiento” (p. 170).

A categoria “tipológica” surge necessariamente para contemplar os aspectos textuais que caracterizam cada tipo e género de texto. Dionísio (2000) justifica a necessidade de estabelecer esta dimensão devido ao “reconhecimento da existência de diferentes estruturas textuais resultantes da actuação mais ‘tópica’ ou mais ‘transtópica’ de certos códigos.” Partindo da noção de superestrutura definida por Dijk (1989), Dionísio alarga o seu âmbito, pretendendo contemplar a ocorrência de categorias próprias de cada tipo de texto. A título de exemplo, categorias como narrador, personagem, tempo, espaço, etc., ocorrem naturalmente quando se trata de textos narrativos (p.171).

A dimensão “âmbito” diz respeito ao carácter mais local ou global das “proposições derivadas a partir de orações, sequências de orações e texto” (Dionísio, 2000, p.165).

Com efeito, o âmbito local ou global das operações de leitura está relacionado com a direcção mais ou menos localizada das mesmas. Na verdade, se algumas actividades de construção dos sentidos do texto necessitam de um movimento de análise sobre a globalidade do texto, outras há que se centram sobre elementos textuais localizados.

As dimensões das estruturas textuais estão interligadas entre si e estabelecem variadas conexões. Com efeito, ao analisarmos qualquer fragmento textual, facilmente detectamos ligações entre, por exemplo, as suas qualidades fónicas (nível fonológico-

grafemático) e o significado (nível semântico-pragmático), contribuindo esta íntima

associação para a riqueza da textura semântica do texto.

Ao analisarmos os itens dos testes escritos, teremos em conta esta ligação, mas procuraremos detectar a dimensão da estrutura textual sobre a qual incide cada questão. Assim, a título de exemplo, quando se pede a um aluno para classificar o narrador de um texto, está a pedir-se que mobilize os seus conhecimentos para detectar marcas textuais que revelem o estatuto do narrador em termos de presença e posição. Contudo, se a resposta a esta questão exige tarefas de leitura ligadas aos níveis semântico-pragmático e léxico-

gramatical, a informação solicitada prende-se, sobretudo, com os aspectos formais relacionados com a tipologia do texto narrativo, procurando-se verificar os conhecimentos dos alunos sobre as tipologias textuais e, na maior parte dos casos, não se pretende estabelecer qualquer ligação entre o estatuto do narrador e os significados que emergem dos textos.

Ao definirmos a dimensão textual sobre a qual incide um item de um teste escrito, definiremos também se a resposta à pergunta exige um movimento sobre o texto localizado ou mais global. Por exemplo, ao pedir-se ao aluno a tarefa de caracterizar uma personagem, embora se esteja pedir que encontre algumas informações textuais localizadas, este tem de executar um movimento de análise sobre a globalidade do texto, de forma a que possa obter um retrato consistente que seja o resultado da recolha de todas as peças do puzzle.