3 Vurdering av ordningen
3.6 Eventuell utvidelse til flere ledd i distribusjonskjeden
5.6.1. Caracterização da pesquisa qualitativa
A investigação qualitativa é assim denominada porque engloba um conjunto de estratégias qualitativas, ou seja, privilegia, essencialmente, a compreensão dos comportamentos a partir da perspectiva dos sujeitos da investigação, agrupando diversas estratégias de investigação que partilham determinadas características. Os dados recolhidos são ricos em descrições relativas a pessoas, locais e conversas, além de ter complexo tratamento estatístico (BOGDAN; BIKLEN, 1994).
Neste sentido, a pesquisa qualitativa se caracteriza também por retratar a perspectiva dos participantes, pois, o “significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção especial pelo pesquisador; além disso, ela supõe o contato direto do pesquisador com o ambiente e a situação investigada, sendo este o principal instrumento desse tipo de pesquisa (LÜDKE; ANDRÉ, 1986).
Ainda de acordo com esses autores, na investigação qualitativa em educação, também chamada naturalista, o investigador freqüenta os locais onde naturalmente se verificam os fenômenos nos quais está interessado. Desprende muito tempo em escolas, bairros e outros locais, tentando elucidar questões educativas; sua preocupação principal é o contexto. Preocupação esta, assumida pelos investigadores qualitativos que acreditam que o comportamento humano é significativamente influenciado pelo contexto em que ocorre.
Outra característica desse tipo de investigação é que ela é descritiva, ou seja, de acordo com Bogdan e Biklen (1994), os dados recolhidos estão geralmente na forma de palavras ou imagens e são analisados minuciosamente em toda sua riqueza. Neste sentido, os investigadores qualitativos interessam-se mais pelo processo do que pelos resultados e assim, as estratégias qualitativas patentearam o modo como as expectativas se traduzem nas atividades, nos procedimentos e interações diários.
A análise feita pelos investigadores qualitativos tende a ser feita de forma indutiva, pois, as abstrações vão sendo construídas à medida que os dados particulares que foram recolhidos vão se agrupando (BOGDAN; BIKLEN, 1994). Nesta perspectiva, o
significado do modo como as diferentes pessoas dão sentido às suas vidas é de suma importância e, por isso, questionam continuamente os sujeitos da investigação.
[...] o investigador qualitativo evita iniciar um estudo com hipóteses previamente formuladas para testar ou questões específicas para responder, defendendo que a formulação de questões deve ser resultante da recolha de dados e não efetuada a
priori. É o próprio estudo que estrutura a investigação, não as idéias pré-concebidas
ou um plano prévio detalhado. (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p.83).
Observa-se, portanto, que o processo de condução de uma investigação qualitativa reflete uma espécie de diálogo entre os investigadores e os respectivos sujeitos.
Fundamentado principalmente na pesquisa qualitativa, este trabalho buscou também utilizá-la em conjunto com a abordagem quantitativa, no sentido de esta última ser utilizada somente como reforço, como algo a mais a acrescentar na análise dos dados. Assim, concordando com Matos e Vieira (2001), a análise da prova investigativa e também do pós- teste também foi feita em conjunto com a abordagem qualitativa.
A maioria das técnicas de investigação podem fornecer dados quantitativos e qualitativos. Enquanto umas possibilitam estimativas numéricas, outras dão visibilidade e aprofundam o significado da questão para os sujeitos investigados. Se o pesquisador amplia o instrumental quanto a mensuração e análise de dados poderá explicar os fatos com mais precisão e profundidade. (MATOS; VIEIRA, 2001, p.36).
Neste sentido, o desempenho dos estudantes foi obtido com base nas análises quantitativas, visando obter o máximo de informação, com o máximo de pertinência – análise qualitativa.
Será destacado, a seguir, o estudo de caso, escolhido, dentre os demais estudos qualitativos para desenvolver esse trabalho.
5.6.2. Estudo de caso
Este trabalho de pesquisa se enquadra num tipo de estudo que se destaca por sua característica prática, por ser mais simples e proporcionar grande vantagem na obtenção de
dados diretamente da realidade; sem deixar de salientar que foi escolhido um estudo do tipo qualitativo.
Segundo Bogdan e Biklen (1994), o estudo de caso consiste na observação detalhada de um contexto ou de um indivíduo e pode ter graus de dificuldade variável. Esses autores ainda enfatizam que o investigador deve escolher a organização a ser pesquisada e concentrar-se num aspecto particular desta e, apesar das preferências é importante deixar que o contexto sugira o foco.
Neste sentido, as ideias de Chizzotti (2006) e de Bogdan e Biklen (1994) vão de encontro às ideias de Lüdke e André (1986), pois, reforçam que a preocupação principal do estudo de caso é a compreensão de um caso singular, situado na vida real, que esteja bem delimitado e contextualizado em tempo e lugar, objetivando realizar uma busca de informações sobre um caso específico. Um exemplo que vai de encontro ao estudado se refere ao estudo de uma dificuldade específica de um conjunto de estudantes para analisar uma particularidade. O estudo, realizado durante a pesquisa, foi desenvolvido buscando observar como um grupo de estudantes aprendia determinado conteúdo a partir da aplicação de uma proposta pedagógica que teve como embasamento o trabalho com a resolução de problemas e o uso de tecnologia informática.
Entre as características principais do estudo de caso, Lüdke e André (1986) destacam, que este tipo de estudo:
• Enfatiza a interpretação em contexto – leva em conta o contexto em que o objeto se situa para uma apreensão mais completa do mesmo;
• Busca retratar a realidade de forma completa e profunda – o pesquisador procura revelar as múltiplas dimensões presentes numa determinada situação ou problema;
• Usa uma variedade de fontes de informação – o pesquisador recorre a uma ampla gama de dados, coletados em diferentes momentos e situações variadas para desenvolver o estudo de caso;
• Procura representar diferentes pontos de vista presentes numa situação social – a realidade pode ser vista sob diferentes perspectivas, não havendo uma única que seja verdadeira.
Assim, a intenção, ao realizar este estudo não foi fazer generalizações, mas buscar evidências e fazer analogias com casos similares; como se refere Chizzotti:
É um estudo que não visa generalizações, mas um caso pode revelar realidades universais, porque, guardadas as peculiaridades, nenhum caso é um fato isolado, independentemente das relações sociais onde ocorre. [...] As descobertas encontradas em um caso autoriza mutatis mutandis a justapor a transferibilidade do que foi encontrado para outros casos da mesma natureza. (2006, p.138).
É preciso, no entanto, atentar para as formas de leitura da realidade, pois como enfatiza Chizzotti (2006), podem existir diferentes percepções para a mesma realidade. Realidade esta que, de acordo com Lüdke e André (1986), oferece elementos precisos para sua melhor compreensão, além do papel e da relação da escola com outras instituições e sociedade através do estudo de caso qualitativo, que oferece esse grande potencial.