System Review
7.1. Experimental Environment
8.2.2. Evaluation of Results VelocitiesVelocities
Foram utilizados, além dos instrumentos a seguir mencionados, câmera de vídeo para realização das filmagens das interações já mencionadas nos objetivos.
3.2.1. Instrumentos
3.2.1.1. Ficha de controle de filmagem (APÊNDICE C)
Os dados dos participantes e das filmagens foram registrados em uma ficha de controle de filmagem (APÊNDICE C), elaborada para este fim. A ficha contém informações como: identificação da criança, da professora e informações sobre sua formação, data da filmagem, número da fita gravada e comentários, permitindo assim, a caracterização dos participantes e descrição das atividades realizadas em cada filmagem.
3.2.1.2. Protocolo para análise do perfil comunicativo (ANEXOS B e C)
Para analisar o perfil comunicativo dos alunos com TEA em situações de sala de aula, durante a interação entre professora e aluno, foi utilizado o Protocolo de Pragmática proposto por Fernandes (2000). Esse autor explica que o protocolo leva à descrição do perfil comunicativo do indivíduo e visa analisar os aspectos funcionais da comunicação, ou seja, a investigação dos usos da linguagem. A análise também leva em conta aspectos não lingüísticos da comunicação e todos os meios comunicativos utilizados, permitindo analisar o espaço comunicativo ocupado pelo indivíduo em uma situação interacional. Tal instrumento foi elaborado apenas para registro e análise das ações comunicativas iniciadas pela criança e por seu interlocutor, não sendo consideradas as respostas da criança ao adulto ou do adulto à criança (FERNANDES, 2000).
Para a análise proposta nesse protocolo, Fernandes (2000) recomenda a realização de uma filmagem de 30 minutos de interação e análise de 15 minutos da mesma.
Segundo Fernandes (2000) o protocolo envolve:
1. Atos comunicativos: iniciam-se quando ocorre a interação entre a criança e o adulto ou entre a criança e um objeto e terminam quando o foco de atenção da criança muda ou há troca de turno, ou seja, quando a iniciativa de comunicação passa de um parceiro interacional a outro. No presente estudo foram considerados atos comunicativos realizados pela professora, as iniciativas de comunicação dirigidas ao aluno com TEA ou dirigidas a todos os alunos da sala.
2. Meio comunicativo: de acordo com o instrumento utilizado, considerou-se que os atos comunicativos são divididos em: meios verbais (VE), que envolvem 75% dos fonemas da língua, meios vocais (VO), em que são consideradas todas as outras emissões orais e os meios gestuais (G), que envolvem movimento do corpo e rosto.
3. Funções Comunicativas: divididas em funções mais interativas e menos interativas (FERNANDES, 2002). Reiterando o que já foi mencionado na revisão de literatura, essa divisão corresponde à divisão proposta por Wetherby e Prutting (1984). Portanto são consideradas funções comunicativas mais interativas aquelas em que a criança se dirige ao adulto aguardando uma resposta dele com o intuito de solicitar um objeto ou uma ação, de protestar, obter a atenção do adulto para si e outras, ou seja, elas estão relacionadas a uma outra pessoa, enquanto que as funções não interativas ocorrem quando a criança apresenta comportamentos não dirigidos ao adulto, não aguardando a resposta dele.
A seguir, são apresentadas cada uma das funções mais e menos interativas (FERNANDES, 2002):
Funções mais interativas
• Pedido de objeto (PO): atos ou emissões usados para solicitar ao outro um objeto concreto desejável;
• Pedido de ação (PA): atos ou emissões usados para solicitar ao outro que execute uma ação, incluindo pedidos de ajuda e ações que envolvem outra pessoa ou outra pessoa e um objeto;
• Pedido de rotina social (PS): atos ou emissões usados para solicitar ao outro que inicie ou continue um jogo de interação social. É um tipo específico de pedido de ação que envolve uma interação;
• Pedido de consentimento (PC): atos ou emissões usados para pedir o consentimento do outro para a realização de uma ação;
• Pedido de informação (PI): atos ou emissões usados para solicitar informações sobre um objeto ou evento. Inclui questões “wh” 2.
• Reconhecimento do outro (RO): atos ou emissões usados para obter a atenção do outro e para indicar o reconhecimento de sua presença. Incluem cumprimentos, chamados, marcadores de polidez e de tema;
• Exibição (E): atos usados para atrair a atenção para si. A performance inicial pode ser acidental e a criança pode repeti-la quando percebe que isso atrai a atenção do outro;
• Comentário (C): atos ou emissões usados para dirigir a atenção do outro para um objeto ou evento. Inclui apontar, mostrar, descrever, informar e nomear de forma interativa;
• Nomeação (N): atos ou emissões usados para focalizar sua própria atenção em um objeto ou evento por meio da identificação do referente;
• Exclamativa (EX): atos ou emissões que expressem reação emocional a um evento ou situação. Inclui expressões de surpresa, prazer, frustração e descontentamento, sendo imediatamente posteriores a um evento significativo;
• Narrativa (NA): emissões destinadas a relatar fatos reais ou imaginários, e pode haver ou não atenção por parte do ouvinte;
• Expressão de protesto (EP): choro, manha, birra ou outra manifestação de protesto não necessariamente dirigida a objeto, evento ou pessoa;
• Protesto (PR): atos ou emissões usados para interromper uma ação indesejada. Inclui oposição de resistência à ação do outro e rejeição de objeto oferecido;
• Jogo compartilhado (JC): atividade organizada e compartilhada entre adulto e criança.
Funções menos interativas
2 Este termo refere-se às perguntas com pronomes interrogativos, em inglês com a estrutura “wh” (SHATZ;
• Reativo (RE): emissões produzidas enquanto a pessoa examina ou interage com um objeto ou com parte do corpo. Não há evidência de intenção comunicativa, mas o sujeito está focalizando sua atenção em um objeto/parte do corpo e parece estar reagindo a isso. Pode servir a funções de treino ou auto- estimulação;
• Performativo (PE): atos ou emissões usados em esquemas de ação familiares aplicados a objetos. Inclui efeitos sonoros e vocalizações ritualizadas produzidas em sincronia com o comportamento motor da criança;
• Não-focalizada (NF): emissões produzidas, embora o sujeito não esteja focalizando sua atenção em nenhum objeto ou pessoa. Não há evidência de intenção comunicativa, mas pode servir a funções de treino ou auto-estimulação;
• Jogo (J): atos envolvendo atividade organizada, mas autocentrada. Inclui reações circulares primárias, podendo servir a funções de treino ou auto- estimulação;
• Exploratória (XP): atos envolvendo atividades de investigação de um objeto particular ou de uma parte do corpo ou da vestimenta do outro;
• Auto-regulatório (AR): emissões usadas para controlar verbalmente sua própria ação. As emissões precedem ou ocorrem ao mesmo tempo em que o comportamento motor;