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2 Theoretical Framework

2.4 Euroscepticism

Neste nível, BIM é ensinado em Gerenciamento da Construção e em Ateliê de Projeto Interdisciplinar, também conhecido como ‘Ateliê de Projeto Colaborativo’ (HEDGES et al., 2009 [4A]; DOSSICK; PEÑA, 2010 [32B]) ou ‘Ateliê Colaborativo

BIM’ (HOLLAND et al. 2010 [47B]). O propósito é desenvolver algumas das

competências de um Gerente BIM (BIM Manager).

Para cursar uma disciplina desse nível, recomenda-se: ter conhecimentos sobre tecnologia de construção e materiais e métodos de construção; ter prática profissional (DENZER; HEDGES, 2008 [88A]; CHENG, 2006 [33A]); e possuir

experiência na utilização das principais ferramentas BIM, assim como, conhecimentos em linguagem de programação e conceitos de modelagem de dados (IBRAHIM, 2007 [133A]).

Para verificar se o aluno possui esses pré-requisitos, o professor pode fazer entrevistas e analisar as notas do aluno, seu nível de conhecimento em BIM, sua experiência profissional e seu trabalho em equipe (BECERIK-GERBER; KU, 2011

[10B]).

Os objetivos de uma disciplina BIM de nível avançado são: (a) aprender técnicas de BIM e processos relacionados, tais como: interoperabilidade, conceitos BIM, ferramentas de gerenciamento BIM, implementação de BIM e estudos de casos (BIM JOURNAL, 2010 [22A]); (b) aprender processos de formação de equipes e

dinâmicas de equipe para educar os estudantes no valor da colaboração (BECERIK-GERBER; KU, 2011 [10B]; McCUEN; FITHIAN, 2010 [58B]; DONG, 2009 [42A], PISHDAD; BOSORGI; BELLIVEAU, 2010 [68B]) desafiando-os a projetar uma

solução que incorpore as contribuições específicas de sua área (SETTERFIELD; DUNN; MARCKS, 2010 [80B]); (c) saber como os projetos são executados, como

as disciplinas contribuem com informações, que informações são necessárias e quando e como a informação pode ser trocada; (d) saber como colaborar quando as equipes de projeto são, geograficamente, dispersas (BECERIK-GERBER, GERBER, KU, 2011 [11B]); (e) ter experiência de trabalho com a indústria e em

equipes; e (f) aprender a fazer apresentações (orais e escritas) (ARNOLD, 2010

Ao longo da disciplina, os alunos desenvolvem um único modelo BIM em equipe, formada por estudantes de mais de um curso relacionado com AEC (MESSNER, 2008[82A]; ARCE CAL POLY, 2009[16A]; TEXAS A&M UNIVERSITY, 2010 [85B]).

Os próprios estudantes podem criar as equipes. Cada aluno pode fazer um breve histórico sobre si mesmo, incluindo sua experiência profissional e, depois, completar exercícios de socialização previamente desenvolvidos para discutir as diferenças individuais. As equipes, por sua vez, podem discutir os fatores a serem considerados em um processo de equipe e apresentar seus planos de modo a garantir que estes aconteçam de fato (McCUEN; FITHIAN, 2010) [58B]. O processo

de equipe pode ser desenvolvido pelos próprios alunos, mas sempre com a assistência dos professores quanto a eventuais problemas (DEDERICHS; KARLSHOJ; HERTZ, 2011) [28B], incluindo os de comunicação, quando se trata de

ensino à distância (HEDGES et al, 2009) [4A]. Neste processo, os alunos podem

discutir conceitos de dinâmicas de equipe (relacionamentos interpessoais, confiança, conflito, comprometimento, coesão etc.) para, então, desenvolver um plano de trabalho escrito que contenha informações sobre: estabelecimento de metas; compartilhamento da informação; abordagem de comunicação; interação; papéis e responsabilidades do grupo; desempenho esperado de cada membro; troca de papéis; redução de conflitos; plataforma; relatórios e tomada de decisões (McCUEN; FITHIAN, 2010[58B]; BECERIK-GERBER, 2010; BECERIK-GERBER;

KU, 2011[11B]).

Quando a colaboração envolve várias disciplinas, compostas por turmas com quantidade variada de alunos, podem ser formados grupos e subgrupos de especialistas. Por exemplo, grandes equipes (com até 20 alunos) podem ser divididas, proporcionalmente, quanto às especialidades. Em caso de faltar algum especialista, a equipe pode receber consultoria de especialistas de outras equipes (SETTERFIELD; DUNN; MARCKS, 2010) [80B].

Os alunos de cada curso devem criar um modelo que seja relevante para sua área. Por exemplo, alunos de arquitetura responsabilizam-se pelo projeto arquitetônico, enquanto alunos de engenharia fazem tarefas de estimativas e construtibilidade (SALAZAR; VADNEY; ECCLESTON, 2010) [77B]. Nessa fase, o

diversas disciplinas. Os alunos podem, então, planejar um fluxo de trabalho para o projeto e atualizá-lo de acordo com a necessidade (HOLLAND et al., 2010) [47B].

Problemas de colaboração (disponibilidade, distância, tempo e frequência) podem ser resolvidos com o suporte das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) (EXPERT, 2008) [36B]. A utilização de ferramentas de Groupware43 pode

amenizar alguns problemas (LEEUWEN; PERALTA; SAMPAIO, 2008)[99B], porém,

recomenda-se que encontros virtuais sejam combinados com encontros físicos (BECERIK-GERBER; KU, 2011) [10B].

Em uma disciplina desse nível, é importante estabelecer interações entre estudantes e profissionais (BECERIK-GERBER; KU, 2011) [10B]. Estes fornecem

consultoria, entrevistas, participam de bancas e ajudam na definição do Nível de Detalhe ou Level of Detailing (LoD44), requerido em cada etapa do projeto.

O Projeto a ser modelado deve ser um pouco mais complexo, real, ter entre 5.000 e 15.000 metros quadrados (m2), de preferência, estar em processo de

construção (ou recém-construído), apresentar atuais tendências de construção, implementadas a partir de uma abordagem em equipe de projeto colaborativo, durante o projeto e a construção (DONG, 2009) [42A]. Além disso, deve estar em

local de fácil acesso para as visitas dos estudantes, disponibilizar informações (plantas e detalhes) aos alunos e, se possível, ter sido escolhido por estes. O Quadro 19 apresenta alguns exemplos de projetos a serem modelados em uma disciplina desse nível.

No entanto, encontrar o tipo certo de projeto para trabalhar, em sala de aula, com alunos, é um fator chave a ser considerado. O ideal é escolher um projeto de complexidade técnica balanceada e focar o aumento do nível de detalhe e as análises (BECERIK-GERBER; KU, 2011) [10B].

43 Software colaborativo que apoia o trabalho em grupo, coletivamente.

44 Identifica a quantidade de informações conhecidas sobre um elemento do modelo, em um

Quadro 19 – Exemplos de projetos – NPBIM Avançado

N Referência Projeto Características

85B Texas A&M University (2010)

Texas A&M Health Science Center

Edifício do campus, que estava em construção em 2009, pela

Satterfield & Pontikes Com. Os alunos combinaram o modelo

3D com o cronograma e apresentaram para a construtora. Texas A&M

University (2010)

Agriculture Headquarters Building

Edifício do campus com área igual a 91.440 m2, planejado para ser concluído em 2011. Os estudantes fizeram a simulação 4D e apresentaram os vídeos de seus projetos. 77B Salazar, Vadney

e Eccleston (2010)

2008 - Estação de trem 2009 - Náutica

2010 - Escola primária North Allston Elementary School

Edifícios localizados nas proximidades (Natick e Boston, MA.) das duas universidades (WPI e BAC), que podem ser

visitados e pesquisados diretamente pelos alunos. 47B Holland et al.

(2010) Penn State Child Care Center Um pequeno edifício construído no campus, com 1.858 m 2. Este projeto foi mais simples do que o do semestre anterior. 10B Becerik-Gerber e

Ku (2011) Institute for Critical Technology and Applied Science building phase II

(ICTAS II)

Edifício em construção no campus, com três pavimentos e 3.920 m2, com custo estimado em 35 milhões de dólares e com término previsto para 2010. Este projeto era

demasiadamente complexo.

Prédio D da 2ª fase da SCA da USC Edifício de dois pavimentos, com 1.133 m2, com término previsto para 2010 e custo estimado em 9 milhões e 200 mil dólares. Este projeto foi mais simples do que o do ICTAS II. 80B Setterfield, Dunn

e Marks (2010) Concepção de um novo edifício, com zero consumo líquido de energia para o campus Projeto de escopo muito grande (incluindo projeto ambiental) para ser desenvolvido em apenas três meses.

Para tal, é necessário manter contato com empresas de Construção Civil para