2. EDUARDO URZAIZ: VIDA, OBRA Y CONTEXTO HISTÓRICO
2.4 LA EUGENESIA Y EL EUGENISMO
2.4.4 Eugenesia en las palabras de Urzaiz
A primeira captura de imagens para demonstrar o movimento, foi um experimento desenvolvido no fim do século XIX pelo inglês Muybridge para analisar o galope do cavalo. Foram instaladas câmeras ao decorrer de um trajeto; á medida que o cavalo se deslocava, sensores acionavam câmeras e cada momento do deslocamento era fotografado. Com esse experimento ficou provado que em determinado momento do trote as quatro patas do cavalo ficavam completamente suspensas em relação ao solo, contrariando a ideia vigente na época de que sempre uma das patas estava em contato com o solo, durante o trote.
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FIGURA 03 - Primeiro experimento de captação da imagem em movimento
Depois os irmãos Lumière criaram e lançaram comercialmente o cinematógrafo, uma máquina que permitia filmar e projetar imagens em movimento, popularizando o uso deste dispositivo, ainda incapaz de gravar sons e registrar cores, o que determinava que os filmes produzidos eram mudos e em preto e branco. 12
12 Fonte disponível no endereço eletrônico. https://mafeluka.wordpress.com/tag/cinema-3d- cinematografo-charles-chaplin-super8/. Acessado em 23 de setembro de 2014.
FIGURA 04 - O cinematógrafo13
Em 1985, foi realizada no Gran Café em Paris a primeira mostra de filmes produzidos pelos irmãos Lumière. Os poucos filmes apresentados mostravam cenas simples, mini documentários da vida cotidiana, filmados ao ar livre, com cerca de dois minutos de duração; a chegada do trem na estação e as mulheres saindo da fábrica são os filmes mais conhecidos destas primeiras produções cinematográficas. 13
13 Fonte disponível no endereço eletrônico: https://mafeluka.wordpress.com/tag/cinema-3d- cinematografo-charles-chaplin-super8/. Acessado em 23 de setembro de 2014.
FIGURA 04: Mulheres saindo da fábrica. Primeiras imagens captadas pelos Lumière14
A evolução das técnicas de cinema percebeu a importância dos efeitos especiais.Georges Meliés trabalhou sobre o uso da montagem paralela e de closes para enfatizar cenas dramáticas desenvolvido por Griffith, criando os primeiros filmes comerciais, popularizando o cinema, passando pelas iniciativas do cinema direto de Dziga Vertov na Rússia, o cinema surrealista espanhol de Luis Bunuel e Salvador Dali, o cinema expressionista alemão e o neorrealismo italiano. Ou seja, movimentos estéticos que deram suas contribuições para o desenvolvimento do recurso audiovisual.
A invenção do cinema trouxe inovações técnicas, mecanismos de captura e projeção de imagens, aspectos comerciais, se transformando em uma indústria de massas e se inserindo na indústria cultural, além de promover aspectos comunicacionais, com o desenvolvimento de linguagem e construção de narrativas. O “enquadramento do olhar” possibilitou a criação de uma nova narrativa, e uma nova dimensão cultural foi instaurada por estas novas tecnologias. (Hogaymer, 2012) 14
14Disponível em: http://www.cinemateca.gov.br/iornada/2009/filmes eric le roy.php. Acessado em 25 de setembro de 2014.
O artista e pesquisador Fernando Senra (2011) aponta que, com o advento do cinema, um novo universo poético fez-se possível através de um imaginário ainda intocável, tangente à própria dimensão da vida, e, no entanto, capaz de recriar o cotidiano, tencionar as fronteiras entre ilusão e realidade através da exaltação da desestabilização da imagem, ordenação dos sentidos e criação de nova linguagem, de modo que sua atuação acabou:
Modificando a percepção e a representação da realidade, criando uma relação de presença e ausência entre o mundo e sua moldura na tela. Essas visões materializadas e projetadas também incorporaram elementos que até então pertenciam ao inconsciente humano, produtos da imaginação, ilusão e sonhos. No limiar entre o palpável e o imperceptível está a parte fundamental da concepção e da experiência da nova arte.(SENRA, 2011, p. 41)
Traçando um paralelo com o teatro, a narrativa audiovisual é herdeira direta da linguagem teatral tradicional. As primeiras sessões de cinema costumavam ser realizadas em teatros, no modelo clássico do palco italiano. Dessa forma a “janela” para o cinema era a mesma “janela” do espetáculo teatral. “No Teatro, e na ópera, o elemento fundamental do jogo de cena, que o público aceita no momento do ingresso, é o de acreditar na ‘quarta parede’ que depois viria a ser, nos meios audiovisuais como na pintura, chamada de ‘tela’”. (Hogaymer, 2012, p. 65)
Apesar do cinema ser composto pela janela, quadro, moldura, um olhar que vinha sendo construído desde o renascimento, há algo que o difere, seja do quadro pictórico ou da fotografia, pois no olhar cinematográfico o deslocamento do olhar é constante, na narrativa há qualidades temporais de duração e movimento, a imagem está sempre em processo, diferindo da imagem acabada e estática, recurso da pintura e da fotografia (Hagemeyer, 2012)
O cinema, até então mudo, desenvolvia sua narrativa por cortes, montagens, movimentos de câmera, mudança de planos. Cineastas como o russo Eisenstein tornaram-se conhecidos por criar obras primas como O Encouraçado Potemkin e
Outubro, clássicas filmagens sem som, nas quais foi desenvolvida uma linguagem
puramente imagética.
O advento da sonorização do cinema foi rejeitado por muitos, como uma involução, uma volta à dramaturgia, para muitos quase um teatro filmado. O cinema sonoro foi lamentado por muitos como o “retorno da primazia da dramaturgia”, que
vinha obliterar o desenvolvimento daquilo que estava sendo identificado como uma espécie de moderna “linguagem hieroglífica”.
A questão é que a máquina de “criar sonhos” popularizou-se de tal modo que, na contemporaneidade, a forma audiovisual de captura dos espetáculos teatrais tornou-se não apenas a mais recorrente dentre os modos de registro, como veículo de divulgação, salvaguarda e até mesmo recurso estético da própria cena.