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Ethene reaction over H-SAPO-5

8. ETHENE REACTIONS

8.2 D ISCUSSION

8.2.1 Ethene reaction over H-SAPO-5

Este documento orientador data de 1997, marcando um fosso de quase vinte anos de possíveis inovações metodológicas ao nível do ensino- aprendizagem de línguas estrangeiras, como por exemplo a metodologia por tarefas que descrevemos anteriormente. No entanto, é o documento

estabelecido pelo Ministério da Educação e temos imperativamente de nos valer dele no momento de planificar as nossas aulas. Vejamos, então, quais as diretrizes deste programa.

3.3.1.1 O Ensino-Aprendizagem da Língua Estrangeira segundo

o programa

O programa de espanhol do ensino básico, proclama-se como comunicativo:

O paradigma metodológico por que se optou foi o comunicativo, já que se privilegia um crescimento holístico do indivíduo, em que o aluno é o centro da aprendizagem, sendo que a competência comunicativa surge como uma macro competência, que integra um conjunto de cinco competências – linguística, discursiva, estratégica, sociocultural e sociolinguística – que interagem entre si (ME/DEB, 1997).

Por este motivo encontramos alguns rasgos provenientes deste modelo de ensino da língua como: valorização do processo, predisposição para a negociação de processos e produtos, e centralidade da avaliação formativa:

[…] os princípios orientadores da ação pedagógica para o programa de Espanhol determinam práticas pedagógicas centradas na resolução de problemas e preconizam como principais inovações: valorizar os processos, contemplar a negociação de processos e produtos, conduzir à construção de aprendizagens significativas tanto no domínio dos conhecimentos como das atitudes, valores e competências, além de atribuírem papel central à avaliação formativa (ME/DEB, 1997, p. 5).

Veja-se aqui, e recordando a proposta de Estaire (2009) para o ensino baseado em tarefas, de que os alunos poderão sugerir temas do seu interesse para que a aula seja mais motivadora, o Programa apenas disponibiliza espaço de negociação para os processos e para os produtos. Isto resulta do facto de o

programa, como veremos também adiante, definir uma lista de conteúdos a lecionar.

Regressando à visão do Programa sobre o processo de ensino- aprendizagem, e no que diz respeito à definição de língua, também neste aspeto se aproxima da estabelecida pelos enfoques comunicativos: a noção de língua enquanto meio de comunicação:

A língua, ao ser concebida como um espaço de apropriação/expressão do eu, é um instrumento privilegiado de comunicação, graças à sua capacidade de representar a realidade, partilhada na generalidade por todos os membros de uma comunidade linguística, que nos permite receber e transmitir informação de natureza muito diversa, influindo assim sobre os outros, regulando e orientando a sua atividade.

Este documento reconhece, ainda, que

[…] ao aprender uma língua, não se adquire única e exclusivamente um sistema de signos mas, simultaneamente, os significados culturais que os signos comportam, i.e., o modo de interpretar a realidade.

3.3.1.2 Finalidades e Objetivos Gerais

As finalidades do Programa passam não só pela promoção do contacto com outras línguas e culturas, mas também pela capacitação do aluno tanto a níveis comunicativos e linguísticos como para a construção da sua própria aprendizagem e identidade, como podemos ver em seguida:

 Proporcionar o contato com outras línguas e culturas, assegurando o domínio de aquisições e usos linguísticos básicos.

 Favorecer o desenvolvimento da consciência de identidade linguística e cultural, através do confronto com a língua estrangeira e a(s) cultura(s) por ela veiculada(s).

 Promover a educação para a comunicação enquanto fenómeno de interação social, como forma de incrementar o respeito pelo(s) outro(s), o sentido da entreajuda e da cooperação, da solidariedade e da cidadania.

 Promover o desenvolvimento equilibrado de capacidades cognitivas e sócio-afetivas, estético-culturais e psicomotoras.

 Promover a estruturação da personalidade do aluno pelo continuado estímulo ao desenvolvimento da autoconfiança, do espírito de iniciativa, do sentido crítico, da criatividade, do sentido da responsabilidade, da autonomia.

 Fomentar uma dinâmica intelectual que não se confine à escola nem ao tempo presente, facultando processos de aprender a aprender e criando condições que despertem o gosto por uma atualização permanente de conhecimentos. (p.7)

No que diz respeito aos objetivos gerais, estes passam pela aquisição e utilização de competências e estratégias de comunicação na língua espanhola:

 Adquirir as competências básicas de comunicação na língua espanhola:

- Compreender textos orais e escritos, de natureza diversificada e de acessibilidade adequada ao seu desenvolvimento linguístico, psicológico e social;

- Produzir, oralmente e por escrito, enunciado de complexidade adequada ao seu desenvolvimento linguístico, psicológico e social;

 Utilizar estratégias que permitam responder às suas necessidades de comunicação, no caso em que os seus conhecimentos linguísticos e/ou seu uso da língua sejam deficientes; (p. 9).

…na valorização desta língua, da sua diversidade e do património cultural a ela associado, e através disto, valorizar a sua própria língua:

 Valorizar a língua espanhola em relação às demais línguas faladas no mundo e apreciar as vantagens que proporcionam o seu conhecimento;

 Conhecer a diversidade linguística de Espanha e valorizar a sua riqueza idiomática e cultural;

 Aprofundar o conhecimento da sua própria realidade sociocultural através do confronto com aspetos da cultura e da civilização dos povos de expressão espanhola;

… e no desenvolvimento de diferentes capacidades no aluno e na construção da sua identidade social e pessoal:

 Desenvolver a capacidade de iniciativa, o poder de decisão, o sentido da responsabilidade e da autonomia;

 Progredir na construção da sua identidade pessoal e social, desenvolvendo o espírito crítico, a confiança em si próprio e nos outros e atitudes de sociabilidade, de tolerância e de cooperação.

3.3.1.3 Conteúdos

O Programa de Espanhol do Ensino Básico define os conteúdos a lecionar ao longo dos três anos de ensino, ou seja, estabelece ao princípio aquela que seria a terceira fase do processo de planificação de uma unidade didática proposta por Estaire.

Os conteúdos surgem organizados em conceitos, procedimentos e atitudes de modo a apresentar

[…] de uma forma analítica, conteúdos de natureza diversa que podem e devem estar presentes ao longo de diferentes unidades didáticas, em diversos momentos e através de distintas atividades (p. 11).

Os conteúdos relativos a procedimentos e a atitudes foram definidos globalmente para todo o ciclo, enquanto os conteúdos gramaticais e nócio- funcionais, relativos aos conceitos, foram definidos por cada ano “com o fim de adequar o nível de dificuldade e de abstração aos diferentes graus de desenvolvimento do aluno”. Isto, representa um retrocesso no que diz respeito à inovação proposta na introdução do documento pois, no fundo, não é mais do que uma lista de conteúdos a lecionar, típica de enfoques de ensino mais tradicionais.

Os conteúdos foram estabelecidos para cada um dos seguintes domínios: compreensão oral, expressão oral, compreensão escrita, expressão escrita, reflexão sobre a língua e a sua aprendizagem e aspetos socioculturais.