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Estructura i desenvolupament dels resultats

A avaliação de desempenho das carteiras teóricas do IBOVESPA foi realisada para as seguintes variáveis: retorno médio diário, risco (β), e dos índices de Treynor (IT) e Jensen (IJ). O Quadro 2 apresenta os principais resultados desses indicadores.

Carteira Indicadores 2007 2010 2011

Retorno 0,12% -0,06% -0,13%

Blue Chips β 1,0108 1,0304 0,6814

Treynor 0,0006 -0,0009 -0,0026

Jensen (α) 0,0001 -0,0002 -0,0006

Quadro 2. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica – Blue Chips. Fonte: Elaboração própria, 2011.

Como foi visto na seção 4.1 desta monografia, que através da demonstração dos preços de fechamento diários dos ativos que compõem as carteiras teóricas, tomando-se como exemplo das Blue Chips o ativo PETR4, não apresentou uma tendência bem definida ao longo dos meses de janeiro a agosto de 2007. Já nos anos de 2010 e 2011, apresentou uma tendência de baixa, evidenciada no Quadro 2, onde se percebe a redução gradual do retorno médio diário da carteira. Associado com a redução do risco (beta) médio da carteira, onde o valor do beta em 2007 era maior do que um, ou seja, indicando que os ativos desta carteira apresentaram um risco maior do que o risco de mercado, reagindo mais que proporcionalmente às variações do mercado, e reduzindo nos anos consecutivos. Essa relação pode ser visualizada na Figura 11 que mostra a relação entre risco/retorno e os índices de performance de Treynor e Jensen.

Figura 11. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica Blue Chips. Elaboração própria, 2011.

A partir da Figura 11, nota-se a relação risco e retorno, à medida que o risco médio se reduziu ao longo do período o retorno médio também caiu.

A análise do desempenho, realizada aqui através dos índices de Treynor e de Jensen demonstram que, tanto o IT quanto o IJ, demonstram que está ocorrendo muitas variações de negativos para positivos, durante todo o período analisado, ou seja, a relação entre o retorno oferecido pela carteira e o nível de risco que ela representa, medido pelo β, tem variado muito ao longo de todo o período4 analisado.

No caso da carteira Blue Chips, como observado na Figura 11, ambos os índices de performance demonstram que a carteira apresentou um melhor desempenho no ano de 2007. Já para os períodos subsequentes, tanto o índice de Treynor quando os de Jensen apresentaram valores médios negativos. Dado que o índice de Treynor corresponde à inclinação de uma reta passando pelo ativo livre de risco, e partindo do pressuposto de que qualquer combinação sobre a SML proposta pelo CAPM pode ser obtida por uma carteira contendo apenas o ativo livre de risco e o portfólio de mercado, justifica-se a utilização do índice de Treynor. (Oda, 2007).

4 Os gráficos diários dos Índices de Treynor e Jensen dos ativos que compõem as carteiras são apresentados no

Como os valores médios do IT foram negativos para o período de 2010 e 2011, Oda (2007) apresenta a seguinte restrição para utilização deste indicador:

Uma das restrições ao uso do índice de Treynor ocorre quando o retorno histórico do fundo é inferior ao apresentado pelo ativo livre de risco. Nesse caso, essa medida não é suficiente para classificar os portfólios. (ODA, 2007, pag. 73).

Visto dessa forma, como pode ser observado na Figura 11, houve uma piora do desempenho médio diário desta carteira teórica, acompanhado de uma redução do risco e retorno médios ao longo do período.

Já os valores médios do índice de Jensen, que é baseado na SML e leva em consideração o retorno realmente apresentado pelo portfólio e aquele que ele deveria ter apresentado nas condições do CAPM, apresentou valor médio diário positivo para o período de 2007, ou seja, indica que a carteira esta posicionada acima da linha de mercado de títulos (SML). Neste caso, a carteira tem um bom desempenho com rentabilidade acima do que seria esperada para o nível de risco (β) associado. O inverso ocorreu nos períodos de 2010 e 2011.

Como observado no Quadro 3, ao contrário da carteira Blue Chips, nesta carteira teórica do setor de Energia, foi a única carteira teórica que apresentou ao longo de todo o período analisado taxas de retorno médio positivos. Vide Figura 12:

Carteira Indicadores 2007 2010 2011

Retorno 0,12% -0,06% -0,13%

Blue Chips β 1,0108 1,0304 0,6814

Treynor 0,0006 -0,0009 -0,0026

Jensen (α) 0,0001 -0,0002 -0,0006

Quadro 3. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica – Energia. Elaboração própria, 2011.

A Figura 12 demonstra que, todos os valores médios do IT foram negativos, mesmo apresentando rentabilidade média diária positiva ao longo do período. Isso sugere que essa medida não é suficiente para classificar os portfólios.

Aqui, os valores médios diários do IJ encontrados, ao contrario da carteira Blue Chips, foram negativos para os anos de 2007 e 2011, ou seja, indica que a carteira esta posicionada abaixo da linha de mercado de títulos (SML). Neste caso, a carteira mesmo com rentabilidade

média positiva, não demonstrou um bom desempenho com rentabilidade acima do que seria esperada para o nível de risco (β) associado.

Figura 12. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica Energia. Elaboração própria, 2011.

O quadro 4 mostra que o retorno médio diário da carteira teórica Telecomunicações foi positivo com exceção de 2010.

Carteira Indicadores 2007 2010 2011

Retorno 0,16% -0,14% 0,06%

Telecomunicações β 0,9157 0,8167 0,4329

Treynor 0,0013 -0,0021 0,0029 Jensen (α) 0,0006 -0,0011 0,0009

Quadro 4. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica – Telecomunicações. Elaboração própria, 2011.

A Figura 13 mostra que os valores médios tanto do IT quanto do IJ foram positivos para os períodos de 2007 e 2011, acompanhado de rentabilidade média diária positiva nos respectivos períodos. Com exceção do ano de 2010, onde a carteira apresentou um baixo

desempenho, com valores negativos dos índices de performance. Assim, os indicadores sugerem que a carteira esta posicionada acima da linha de mercado de títulos (SML) para os anos de 2007 e 2011. O que indica que a carteira tem um bom desempenho com rentabilidade acima do que seria esperada para o nível de risco (β) associado.

Figura 13. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica Telecomunicações. Elaboração própria, 2011.

No Quadro 5 percebe-se que o retorno médio diário da carteira teórica Consumo, foi positivo com exceção de 2011.

Carteira Indicadores 2007 2010 2011

Retorno 0,09% 0,19% -0,07%

Consumo β 0,8705 0,8406 0,7663

Treynor 0,0006 0,0029 -0,0015

Jensen (α) 0,0004 0,0022 0,0001

Quadro 5. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica – Consumo. Elaboração própria, 2011.

Nesta carteira, os valores médios diários do IT se apresentam positivos nos anos de 2007 e 2011, ou seja, sugere que o gestor, ex post, obteve retornos excessivos em relação ao risco assumido.

Já em relação aos valores médios diários do IJ encontrados, foram positivos ao longo de todo o período analisado, ou seja, indica que a carteira esta posicionada acima da linha de mercado de títulos (SML). A carteira de Consumo, com rentabilidade média positiva no período de 2007 e 2011, demonstrou um bom desempenho com rentabilidade acima do que seria esperada para o nível de risco (β) associado.

Figura 14. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica Consumo. Elaboração própria, 2011.

O Quadro 6 mostra que, o maior nível médio de risco em 2007 é caracterizado com a menor rentabilidade média diária para o setor Imobiliário.

Carteira Indicadores 2007 2010 2011

Retorno -0,07% 0,02% 0,01%

Imobiliário β 0,9244 0,9075 0,8220

Treynor -0,0009 -0,0001 -0,0005

Jensen (α) -0,0013 0,0006 0,0010

Quadro 6. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica – Imobiliário. Elaboração própria, 2011.

Como pode ser visualizado na Figura 15, o IT apresenta valores médios diários negativos para todo o período analisado, mesmo com rentabilidade positiva para os anos de 2010 e 2011. Assim, essa medida não é suficiente para classificar esta carteira do setor Imobiliário.

Em contrapartida, o IJ apresenta valores positivos nos períodos de 2010 e 2011, o que demonstra que essa carteira esta localizada acima da SML.

Figura 15. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica Imobiliário. Elaboração própria, 2011.

Como pode ser visto no Quadro 7, a carteira teórica Small Caps, apresenta retorno médio positivo para os anos de 2007 e 2011, sendo acompanhado pela redução do risco no período. Carteira Indicadores 2007 2010 2011 Retorno 0,18% 0,11% -0,02% Small Caps β 0,8323 0,7539 0,6456 Treynor 0,0015 0,0008 -0,0018 Jensen (α) 0,0007 0,0013 0,0005

Quadro 7. Indicadores de desempenho da carteira teórica – Small Caps. Elaboração própria, 2011.

De acordo com a Figura 16, o IT apresenta valores médios positivos para os anos de 2007 e 2010, ou seja, apresenta bom desempenho dado que o índice da carteira em questão é superior à inclinação da SML. Isso sugere que o gestor da carteira obteve retornos excessivos em relação aos riscos assumidos.

Já o índice de Jensen apresentou valores médios positivos para todos os períodos, o que sugere que a carteira esta posicionada acima da SML, ou seja, a carteira tem um bom desempenho com rentabilidade acima do que seria esperado para o seu nível de risco (β).

Figura 16. Indicadores de desempenho, em média, da carteira teórica Small Caps. Elaboração própria, 2011.