• No results found

Y DESARROLLO DE SU INTERFAZ

3.1 Estructura general del sistema

O quadro abaixo apresenta esquemas de composição de ornamentação das fachadas CLASSICISTAS PURAS, fachadas CLÁSSICAS COM ELEMENTOS ECLÉTICOS e fachadas ECLÉTICAS, todas com morfologias retangulares e compactas mostrando a evolução da complexidade na utilização do vocabulário da linguagem clássica na composição da gramática eclética.

Nas fachadas CLASSICISTAS PURAS os paramentos são lisos e os elementos em estuque sempre são utilizados para marcar os cunhais, molduras e cimalhas das fachadas, os vãos sempre com verga em semicírculo têm como único elemento decorativo as arquivoltas. Em alguns casos encontram-se segmentos de cimalhas unindo as arquivoltas. Outra característica da composição dos elementos decorativos desses frontispícios é que a ornamentação sugere o clássico sistema arquitravado, onde os cunhais que delimitam as fachadas sustentam a arquitrave e a platibanda. Na falta de uma cantaria, esses elementos são realçados através da diferenciação de cor ou textura no reboco. As platibandas são cheias ou vazadas sem frontão.

A segunda categoria, fachadas CLÁSSICAS COM ELEMENTOS ECLÉTICOS, obedece basicamente o mesmo esquema compositivo da fachada CLASSICISTA PURA, os paramentos continuam lisos, porém os vãos dos alçados frontais em arco pleno sempre apresentam alguns elementos decorativos no vértice e as platibandas cheias ou vazadas podem receber frontões em forma variada e decorados. Nessa categoria é grande a variedade de frontões e não se observou nem um modelo predominante. Observa-se que as fachadas dessas duas categorias nunca apresentam na modenatura pilastras dividindo o paramento em módulos.

Quadro 4- Esquemas compositivos dos elementos decorativos por categorias

Fachadas Classicistas Puras

São fachadas da Arquitetura Imperial Brasileira: despojadas, volumetria compacta, retangular, delimitada por cunhais, com paramento em um único plano, pilastras, cimalhas e molduras salientes. Ritmo regular nas modenaturas, tratamento geométrico. Nessa categoria os vãos são encimados por vergas em arco pleno com molduras compostas por arquivoltas e platibandas cheias ou vazadas.

Esse outro modelo acompanha todos os elementos acima referidos, onde a única variação é o seguimento de cimalha unindo as arquivoltas.

Fachadas Clássicas com Elementos Ecléticos

Nessa categoria as modenaturas dessas fachadas seguem o mesmo princípio do Classicismo Imperial Brasileiro e suas principais modificações são: dentículos na cornija e ornamentos nos vértices dos arcos plenos como flor- de -lótus, flor-de-lis, volutas, rocaille, rosetas, mascarões.

Esse modelo acompanha todos os elementos acima referidos, onde a única variação é a platibanda receber frontão. Esse frontão tem formas variadas.

Obs.: Ressalva-se que as platibandas cheias ou vazadas com balaustradas podem ser encontradas indiscriminadamente em qualquer um dos modelos apresentados.

Nas fachadas da terceira categoria, as fachadas ECLÉTICAS, os elementos em estuque não obedecem nenhuma regularidade. Diferente das fachadas CLÁSSICAS PURAS que primavam pela simplicidade, pela repetição e homogeneidade, nas fachadas ecléticas aflora a imaginação. Nos esquemas apresentados no quadro abaixo vamos ver a linguagem clássica do Renascimento chegar às fachadas da nossa arquitetura menor, na transição do século XIX para o XX, reelaborada em uma gramática diversificada.

Os quatro exemplos de esquemas de fachadas ecléticas apresentados no Quadro 5 são de frontispícios retangulares e compactos que mostram a evolução da complexidade na composição da ornamentação dessa gramática em suas modenaturas. Estruturalmente a composição do primeiro esquema de fachada não difere muito das fachadas das categorias CLASSÍCISTAS PURAS e CLÁSSICAS COM ELEMENTOS ECLÉTICOS, conservando o paramento liso das duas categorias anteriores e inovando na forma das envasaduras. Apresenta os vãos com verga reta, sobressaindo às molduras e frontões cimbrados sobre as mesmas.

Já a modenatura da fachada do segundo esquema é dividida por pilastras em três módulos. Esta é uma clássica fachada tripartida, aonde o vão do meio maior, marca a simetria da fachada.

As fachadas do terceiro e quarto esquemas não são desenvolvidas em um único plano, nos dois exemplos as portas-janelas estão em outro plano, que avança uns cinco centímetros sobre o plano base. O rusticado entra na gramática de várias maneiras e as envasaduras participam também como vocabulário ornamental na composição da gramática da linguagem eclética.

Quadro 5 - Esquemas compositivos dos elementos decorativos por categorias: Fachadas ecléticas

Fachadas com volumetria compacta, em um único plano com cunhais nas extremidades laterais da fachada que sugerem suportar o entablamento. A platibanda pode ser cheia ou vazada, com ou sem frontão. As envasaduras têm verga retas, com molduras lisas e sobre a verga um frontão cimbrado, com seguimento de cimalha. Porta de acesso ao interior da casa no nível do paramento.

Fachada com volumetria compacta, em um único plano, com pilastras dividindo o paramento em módulos, as platibandas podem ser cheias ou vazadas e normalmente com frontão. As envasaduras podem ter formas variadas. Porta de acesso ao interior da casa no nível do paramento.

Existe uma diferença substancial entre a composição dessa fachada e as que analisamos anteriormente. O paramento não é em um único plano. Nessa fachada não existe regularidade nem ritmo. O destaque está na superfície do plano que avança onde estão situadas as portas-janelas e a composição onde estas estão inseridas. Outras distinção em relação as anteriores são: a altura do porão, aqui está em torno de 2.00m e o uso do rusticado.

No final do século XIX, as fachadas ganham maior movimento e desaparece o equilíbrio entre os cheios vazios passando a preponderar os vazios sobre os cheios, o uso de extenso vocabulário da linguagem clássica, tornam as fachadas distintas umas das outras. Com o aumento da altura do pé direito do porão, observa-se uma diferença significativa do tamanho dos vãos das portas-janelas e do portão de ferro da entrada.

Obs.: São vários os modelos de fachadas residenciais ecléticas na tipologia de porão e um pavimento. Os exemplos apresentados neste quadro foram escolhidos em decorrência da frequência, como é o caso do 1º e do 3º desenho, ou pela singularidade como no caso do segundo e do quarto desenho.