As heurísticas que a seguir se apresentam, não são mais do que regras que foram consideradas na determinação dos planos de transportes possíveis e dos melhores planos de transportes. Algumas destas heurísticas foram utilizadas na definição dos algoritmos (heurísticas H1, H2, H3, H4 e H5), outras não o foram porque dizem respeito a uma caracterização diferente do problema (heurísticas H6, H7, H8 e H9).
Como já foi referido, os melhores planos de transportes para ir de Origem a Destino, podem não ser planos constituídos por apenas transportes que partam de Origem e cheguem a Destino, mas por transportes que partam de locais próximos a Origem e/ou cheguem a locais próximos a Destino (planos que correspondem às situações 2, 3 e 4).
Heurística H1:
Os melhores planos de transportes para ir de Origem a Destino, podem não ser constituídos por apenas transportes que partam de Origem e cheguem a Destino, mas por transportes que partam de locais próximos a Origem e/ou que cheguem a locais próximos a Destino.
Na procura dos locais próximos a Origem e a Destino, deve-se dar preferência às cidades em detrimento das vilas, uma vez que é mais provável que ai se encontrem mais e melhores transportes.
Heurística H2:
Deve-se dar preferência às cidades e só depois às vilas, uma vez que é mais provável que aí existam mais e melhores transportes.
Nos planos em que se verificam transbordos (mudança de transporte) é necessário verificar se o utilizador tem tempo suficiente para apanhar o transporte seguinte. Este tempo varia com o tipo de transporte (geralmente o “check-in” nos aviões demora mais tempo do que para qualquer outro tipo de transporte), com o período do ano em que se realiza a viagem (a
afluência de passageiros é maior no verão, na quadra natalícia, etc.) e com o facto do utilizador ter ou não comprado todos os bilhetes necessários.
Heurística H3:
Nos planos com transbordos, deve-se verificar se o utilizador tem tempo suficiente para apanhar o transporte seguinte. Este tempo varia com o tipo de transporte, o período do ano em que se pretende realizar a viagem e do facto do utilizador ter comprado, ou não, todos os bilhetes necessários, antecipadamente.
As duas heurísticas seguintes, reflectem duas situações a evitar na determinação dos planos de transportes.
Heurística H4:
Evitar planos de transportes em que, na situação 2, Origem seja uma paragem do transporte principal, na situação 3, Destino seja uma paragem do transporte principal e por último, na situação 4, os dois casos anteriores.
Heurística H5:
Não se devem estabelecer planos de transportes em que o transporte principal e o(s) secundários(s) sejam o mesmo transporte.
Outra forma de caracterizar o problema dos transportes, seria, em vez do utilizador indicar apenas o local Origem e o local Destino, que correspondem a cidades, vilas ou aldeias, indicar também as moradas ou as zonas do local Origem e do local Destino de onde pretende partir e chegar, respectivamente. Isto implicaria, que para além de se procurar os planos de transportes para ir de Origem a Destino, ter-se-ia que procurar o(s) transporte(s) para ir da morada ou zona indicada em Origem à paragem de partida em Origem e procurar o(s) transporte(s) para ir da paragem de chegada em Destino à morada ou zona indicada em Destino. Geralmente nestas situações, utilizam-se os transportes urbanos que circulam dentro das cidades e das vilas e os táxis. Por esta razão, designaremos estes transportes por transportes urbanos-locais e ao conjunto dos melhores planos e dos transportes urbanos-locais correspondentes, por planos de transporte total.
Uma das heurísticas mais evidentes, é que se devem procurar primeiro os melhores planos de transportes e só depois e em função destes é que se
devem procurar os melhores transportes urbanos-locais, uma vez que, os primeiros, são os transportes que consomem a maior parte do tempo e do dinheiro do total da viagem.
Heurística H6:
Devem-se procurar primeiro os melhores planos de transportes e só depois os transportes urbanos-locais correspondentes, uma vez que, os primeiros, são os transportes que geralmente consomem a maior parte do tempo e do dinheiro do total da viagem.
Nada garante no entanto, que o melhor plano de transportes e os melhores transportes urbanos-locais correspondentes constituam o melhor plano total. Deve-se considerar portanto, não só o melhor plano, mas os outros que também ficaram bem pontuados, por forma a verificar se algum deles, juntamente com os transportes urbanos-locais correspondentes, não constituem um melhor plano total.
Heurística H7:
O melhor plano de transportes e os melhores transportes urbanos-locais para este plano de transportes, podem não constituir o melhor plano total de transportes. Deve-se escolher, pelo menos, um outro plano de transportes (o segundo melhor), e os seus melhores transportes urbanos-locais, para verificar se no conjunto, não constituirão um plano total melhor.
Como nesta caracterização procuram-se os transportes urbanos-locais, é conveniente saber a quantidade de bagagem que o utilizador pretende transportar. Este facto influenciará a possibilidade de o utilizador poder fazer algum percurso a pé ou de utilizar como transporte urbano-local, o metro, o autocarro, etc. Por outro lado, quando a bagagem é considerada excessiva, deve-se indicar o táxi como transporte urbano-local.
Heurística H8:
Verificar a quantidade de bagagem que o utilizador pretende transportar, porque este facto influenciará a possibilidade de fazer algum percurso a pé, ou de utilizar transportes urbanos-locais. Quando a bagagem é considerada excessiva (em volume ou em peso), deve-se indicar o táxi como transporte urbano-local.
A quantificação de excessivo, também depende da idade do utilizador e de este ter ou não alguma deficiência motora.
Heurística H9:
Se a condição física do utilizador não for boa, deve-se indicar o táxi como transporte urbano-local.