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Erfaringer fra Alta

A renda familiar por turno, matutino e noturno, fica na faixa de três a oito salários mínimos, 31 pais de discentes (75,6%), sendo 48,8% (20 pais) no turno matutino e 26,8% (11 pais) no turno noturno (apêndice C, tabela 8).

A renda mensal da família dos/as discentes, por igreja, está situada na faixa de três a oito salários mínimos, ou seja, 74,4% (29), sendo 41% (16) referente a discentes metodistas e 33,3% (13) referente a discentes de outras igrejas (apêndice C, gráfico 8 e tabela 8.1).

A renda familiar por gênero, feminino e masculino, fica na faixa de três a oito salários mínimos, 31 pessoas (75,6%), sendo 17,1% gênero feminino (7 mães) e 58,5% gênero masculino (24 pais) - (apêndice C, tabela 8.2).

4.2.9 Etnia

A presença de pessoas negras nos espaços educativos no Brasil nem sempre foi significativa. Tal fenômeno ocorreu em diversas áreas do conhecimento e também na educação teológica. Várias iniciativas foram estabelecidas pelo governo federal por meio do MEC, no sentido de possibilitar o acesso de negros e índios nos espaços escolares, dentre as quais, se destacam:

 O sistema de quotas de acesso à educação;

 A criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade racial – SEPPIR/PR (2003) (documento na íntegra disponível em: <http://www.seppir.gov.br/sobre>, e seus programas como o,

 Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial – FIPIR , Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR. Documento disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm>;

 O Plano Plurianual - PPA 2012-2015. Documento na íntegra disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12593.htm>.

Tal preocupação também fazia parte da agenda dos Seminários Teológicos e organizações pró-igualdade racial. Tanto que, antes mesmo do reconhecimento do MEC, os seminários teológicos contribuíram de maneira decisiva com a luta pela igualdade racial, especialmente no Brasil. Estes seminários apoiaram as organizações negras de tradição evangélica, principalmente no tocante à formação. No período de 1990 a 1997, a Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (Cenacora), em parceria com seminários teológicos realizou eventos semestrais sobre Teologia e Racismo nas regiões sul, sudeste e

nordeste. Estes eventos permitiram a aproximação aos/às estudantes de igrejas que não faziam parte do movimento ecumênico, com destaque para os grupos pentecostais. Outro espaço de discussão e formação eram as reuniões com duração de dois dias em que as representações de diversas denominações religiosas conviviam de maneira respeitosa e solidária. Vários seminários foram realizados em Porto Alegre, São Leopoldo, Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Recife, Natal e Fortaleza. As principais organizações apoiam estas iniciativas: Claibr, Conic e Cenacora. Apesar destas iniciativas, ainda há a necessidade do apoio das instituições teológicas quanto à inclusão das questões raciais no currículo, com especial atenção para os temas discutidos pela sociedade civil e governo relacionados com a comunidade negra (SANT’ANA, 2005, p. 171 e 172).

No tocante à distribuição por etnia, nota-se, também nesta pesquisa, que 76% da amostra é composta por brancos e negros, respectivamente, 48,8% (20 discentes), sendo 9,8% (4 discentes) e 26,8% (11 discentes) - (apêndice C, gráfico 9).

A partir da perspectiva de gênero (apêndice 3, tabela 9) observa-se que a maioria dos discentes é composta pelo gênero masculino: 82,9% (34 discentes) da amostra, sendo 16 discentes (39%) brancos e 11 discentes (26,8%) negros.

Em relação ao gênero feminino observa-se que consta da frequência de 7 discentes (17,1%), sendo 4 discentes (9,8%) brancas e 0,0% de negras.

Na renda mensal dos/as discentes por etnia, predomina a faixa de um a quatro salários mínimos para negros e brancos, sendo 26,8% (6 discentes) e 31,7% (13 discentes), respectivamente (apêndice 3, tabela 9.1).

Na renda mensal familiar por etnia, predomina a faixa de três a oito salários mínimos para negros e brancos, sendo 17,1% (7 famílias) e 39% (16 famílias), respectivamente (apêndice C, tabela 9.2).

4.2.10 Gênero

Ao falar de gênero tem-se por definição os conceitos a partir de duas nuances: “gênero é um elemento constitutivo das relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos” e também, “é uma forma primária de dar significado às relações de poder”

(SCOTT, 1995, p. 86). Neste sentido, as relações de gênero são construídas na cultura, intrinsecamente ligadas às questão de poder, na relação entre mulher e homem. Gênero no contexto da educação implica que saber é poder, é conhecimento que possibilita emancipação, intervenção na história.

Em relação entre gênero e educação formal, percebe-se que ao longo da história brasileira, o acesso de mulheres à formação sistematizada é uma conquista em prol da equidade de gênero no âmbito da educação brasileira, como em outras áreas sociais. No âmbito eclesiástico, em que a teologia tem assento e destaque, as mulheres são a maioria e especificamente, na Igreja Metodista, constituem-se em torno de 64,25,% de seus membros (RIBEIRO, 2005, 159).

Neste sentido, o desafio que se apresenta não consiste simplesmente na inclusão das mulheres no fazer teológico. Faz-se necessário partir de um outro paradigma teológico, de uma nova epistemologia que seja includente e que promova a equidade de gênero como um princípio educativo. No entanto, as “mulheres não podem e não querem apenas ser incluídas ou anexadas na construção do conhecimento e na organização social” (STRÖHER, 2004, p. 135), mas querem ser “percebidas como sujeitos sociais e políticos e ainda como sujeitos do conhecimento” (LOURO, 1998, p. 149). Desta forma “(...) também na teologia e na igreja as mulheres não querem ser apenas incluídas, mas reconhecidas e capacitadas como sujeitos do conhecimento e da elaboração teológica” (GEBARA, 1989, p. 25).

Por tempos, a explicação das desigualdades de gênero como desigualdades naturais foi argumento fundamental para manter as mulheres afastadas do saber, pela educação formal e do campo do trabalho formal (SOUZA, 2006, p. 173 e 174). Assim, “gênero apontava para relações – de poder – que se davam entre homens e mulheres enquanto sujeitos de sociedade e de tempos históricos determinados” (LOURO, 1992, p. 228) a partir do processo educativo. No entanto, além do preconceito social contra a emancipação da mulher, no âmbito religioso cristão, este fato se acirra, considerando a tradição patriarcal em que a Bíblia foi escrita e o contexto histórico cultural em que nasceu o cristianismo.

Em relação à distribuição dos/as discentes por gênero, na turma concluinte, 2009- 2012, do Curso de Bacharel em Teologia da UMESP, observa-se que a maioria dos discentes são homens, isto é 83% da amostra. As mulheres compõem 17% da amostra (apêndice 3, gráfico 10). Em relação ao gênero feminino por turno, constam 7 discentes (17,1%), sendo

12,2% (5 discentes) no matutino e 2 4,9% (2 discentes) no turno noturno. Quanto ao gênero masculino observa-se 34 discentes (82,9%), sendo 20 discentes (48,8%) no período matutino 14 discentes (34,1%) no período noturno - (apêndice C, tabela 10). Na relação de gênero por igreja, percebe-se que 12,8% (5 metodistas) e 2,6% (1 de outras igrejas) são mulheres e 35,9% (14 metodistas) e 48,7% (19 de outras igrejas) são homens - (apêndice 3, tabela 10.1).

CAPÍTULO 5