A análise documental foi efetivada buscando-se obter dados de acordo com as seguintes variáveis:
- Junto às Escolas de Biblioteconomia no Brasil
• Formação Profissional dos Bibliotecários no Brasil Análise curricular.
- Outras fontes:
• Normas legais que regulamentam a Biblioteconomia no Brasil
Levantamento na legislação federal acerca das normas que regulamentam o exercício da profissão bibliotecária
Figura 10 – Esquema de Pesquisa/Análise Documental
A análise documental relacionada com a coleta de dados para a pesquisa envolveu duas etapas principais, sendo uma para coletar os dados relativos às normas que
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VIII Enancib-Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, em Salvador/BA, de 28 a 31 de outubro de 2007.
Características das escolas e currículo Conteúdo
programático
Análise Documental Normas
regulamentares no Brasil
Legislação federal; CRB; CFB
regulamentam o exercício profissional dos bibliotecários no Brasil e a outra para examinar os currículos e projetos pedagógicos, além de outros dados sobre os cursos de Biblioteconomia e Ciência da Informação das regiões pesquisadas.
Para cumprir a primeira fase da análise documental, foram pesquisadas algumas páginas na Internet, entre as quais a do Conselho Federal de Biblioteconomia-CFB107 que tem por função fiscalizar, por intermédio dos Conselhos Regionais, o exercício profissional, a do Palácio do Planalto108, que possui uma base da legislação federal do Brasil, atualizada diariamente, com os textos integrais e, por fim, a base de dados de legislação do Senado Federal109, que tem as mesmas características da base do Palácio do Planalto. Os dados levantados compuseram o capítulo 2.3.1 desta pesquisa.
Quanto ao trabalho de verificação das informações sobre as escolas de Biblioteconomia e Ciência da Informação também seguiu os mesmos caminhos para a pesquisa das normas, com levantamentos nas páginas das universidades disponíveis na
Internet. Após o exame de qualificação, por sugestão da banca examinadora esse capítulo
foi modificado visando a uma padronização dos dados apresentados, além de ter sido incluído no capítulo que contém as informações sobre universo e amostra da pesquisa, 3.4.
Como foi sugerido pela banca de qualificação excluir o capítulo sobre os bibliotecários na mídia, esse subconjunto da análise documental foi igualmente suprimido. Entretanto, deve-se destacar que embora a revisão de literatura também componha o trabalho de análise documental, como se trata de uma atividade padrão para qualquer pesquisa, não foi destacada como metodologia. Para essa finalidade, foram utilizadas várias fontes, como o Portal de Periódicos da Capes110, o Scielo111, a própria Internet, especialmente utilizando o Google e informações sobre publicações recebidas por intermédio das listas de discussão: bibref e bibdigi, coordenadas pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia-IBICT, além, naturalmente, de informações recebidas dos professores e dos colegas do curso, que encaminharam valiosas referências sobre os diversos temas da revisão de literatura.
107
Disponível em http://www.cfb.org.br. Opção legislação. Acesso em: 18 fev. 2008.
108
Disponível em: http://www.presidencia.gov.br. Opção legislação. Acesso em: 18 fev. 2008.
109
Disponível em: http://www6.senado,gov.br/sicon/Prepara Pesquisa.action. Acesso em: 18 fev. 2008.
110
Disponível em: http://www.bce.unb.br. Acesso ao longo da pesquisa, de 2004 a 2008. Especialmente os bancos de dados Science Direct e ProQuest.
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4 Análise e discussão dos resultados
Neste capítulo são apresentados os resultados das coletas de dados qualitativa, quantitativa, documental e os cruzamentos de informações. Os dados obtidos referem-se aos respondentes desta pesquisa e indicam tendências, mas não devem ser extrapolados, em função de as amostras terem sido não-probabilísticas, constituídas por resposta espontânea à distribuição prévia de questionários. Somente amostras probabilísticas, selecionadas aleatoriamente permitiriam a extrapolação dos resultados para toda a população de bibliotecários em exercício no Brasil.
A seleção dos profissionais que receberiam o convite para a participação na pesquisa foi feita segundo um esquema de amostragem sistemática. Esse tipo de amostra, conforme Crespo (2002, p. 23), pode ser utilizada quando os elementos da população se acham ordenados, não havendo necessidade de construir nenhum sistema de referência. Como exemplos de populações ordenadas, o autor relaciona os prontuários médicos de um hospital, os prédios de uma rua e as linhas de produção. Por conseguinte, os cadastros profissionais dos bibliotecários, que estão ordenados alfabeticamente em quase todas as listas recebidas, ou pelos números de registros, respondem a essa qualidade de organização que permite a utilização dessa forma de seleção de amostra.
Desse modo, conforme Crespo (2002, p. 23) “[...] a seleção dos elementos que constituirão a amostra pode ser feita por um sistema imposto pelo pesquisador”. Assim, prossegue ele, se de uma linha de produção retira-se um de cada 10 itens produzidos diariamente, o pesquisador “[...] está fixando uma amostra de 10%.”.
Nesta pesquisa, definiu-se que a amostra seria composta por 20% dos bibliotecários dos estados cujos cadastros foram recebidos, mesmo quando não responderam a todas as delimitações definidas, dada a dificuldade de obtenção dessas informações. A observância de todos os critérios, embora desejável, acabaria inviabilizando a pesquisa. A seleção dos respondentes, então, foi feita pelo sorteio de um a cada cinco componentes dos cadastros, perfazendo 20 pessoas em cada grupo de 100, ou seja, 20% do cadastro.
O nome inicial foi sorteado entre os cinco primeiros nomes de cada cadastro e, daí em diante, foi selecionado o quinto subseqüente a este, repetindo esse procedimento até que se esgotasse toda a lista. Como a quantidade de respostas era baixa, foi enviado convite a um novo grupo de profissionais, selecionados em uma nova amostra sistemática que seguiu o mesmo critério. Houve três rodadas de envio de questionários, que ocorreram nos meses de abril, julho e outubro de 2007. A repetição foi efetuada devido ao baixo índice de retorno observado, na tentativa de atingir a representatividade pretendida de 20%.
A seleção dos nomes teve que considerar a completeza dos cadastros, sendo descartados nomes, mesmo quando selecionados pelo método de amostragem, cujo endereço não estava explicitado ou incompleto.
A imposição de todos esses ajustes contribui para descaracterizar a amostra probabilística, uma vez que, mesmo com a distribuição prévia para resposta espontânea, a amostra seria probabilística apenas se todos os convidados na primeira rodada respondessem ao questionário. Na prática, esse é um resultado improvável e a conseqüência é a necessidade de realizar amostras de substituição, como foi feito.
No caso das entrevistas, foram selecionados cinco professores, sendo um de cada estado112, necessariamente atuantes nos cursos de graduação e que não pertencessem a linhas de pesquisa sobre o profissional da informação. Essa ressalva teve por objetivo identificar se as questões levantadas nesta pesquisa são tratadas pelos professores que não estão identificados com esse problema em suas linhas de pesquisa e, então, se de alguma forma introduzem essas questões nas disciplinas que ministram. Outras características como: possuir graduação em Biblioteconomia, sexo, idade, tempo de docência e titulação não foram consideradas importantes e não se constituíram de parâmetros para seleção dos professores entrevistados, conforme dito anteriormente.
Essa forma de seleção do grupo de participantes da pesquisa caracteriza a amostra como sendo intencional. Esse tipo de amostra, conforme Levin e Fox (2004, p. 178), “[...] se baseia exclusivamente no que é conveniente para o pesquisador. Isto é, o pesquisador inclui tão-somente os casos mais convenientes em sua amostra.”, que para Richardson (1999, p. 161) deve representar as características da população e que “Os elementos que formam a amostra relacionam-se intencionalmente de acordo com certas características estabelecidas no plano e nas hipóteses formuladas pelo pesquisador.” Esse conceito de Richardson confunde-se com outra forma de seleção de amostra, denominada amostra por julgamento, que conforme Mandim (2003, p. 112) pressupõe “[...] uma boa compreensão da população.” Levin e Fox (2004, p, 179) também falam da seleção de amostra por julgamento que confirma o que Mandim disse sobre a representatividade da população. De todo modo, a amostra foi selecionada intencionalmente, tendo em mente a ponderação de Richardson (1999, p. 161) de que: “Na prática, é muito difícil que uma amostra intencional seja representativa do universo [...]”, pois seria necessário conhecer detalhadamente todas as características da população. Seguindo o plano de pesquisa, esses parâmetros foram utilizados para selecionar os professores de acordo com as características relacionadas anteriormente, a pesquisa dos nomes foi feita pelo ambiente de pesquisa do currículo
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Lattes113 e o contato para marcação das entrevistas foi por meio de mensagens por correio eletrônico.