7. Studentevalueringens legitimitet og betydning
7.2. Intervjupersonenes syn på studentevaluering
7.2.2. Studentenes syn
Escola
Em 2008, o governo do Estado de São Paulo, com o intuito de melhorar a qualidade do rendimento escolar de seus alunos, introduziu nas escolas da rede pública a proposta São Paulo Faz Escola. Este programa trata de um conjunto de ações articuladas pela Secretaria de Educação do Estado. Catanrazo (2012), elencou as principais medidas, sendo elas:
- criação de materiais comuns a toda a rede estadual de escolas, contemplando o ciclo II do Ensino Fundamental e o Ensino Médio; - avaliação externa – SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento do Estado de São Paulo) -, capaz de criar metas de melhoria de notas para cada uma das cerca de 4200 escolas;
- bonificação para todos os funcionários das escolas que alcançarem suas metas no Saresp;
- concurso público para admissão de novos professores, mediante a realização de um curso de preparação de corpo docente, diretores e supervisores aspirantes aos cargos por meio da “Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo”;
- cursos de formação continuada aos professores estáveis para aumento de pontuação na carreira;
- provas de mérito para os professores que estiverem há pelo menos três anos em uma mesma instituição de ensino, que tem como consequência bônus de 25% de aumento no salário-base. Essas provas são baseadas no material do currículo oficial do Estado de São Paulo; - exames para os professores temporários OFA (Ocupantes de Função Atividade) para a verificação de adequação de nível para atribuição ou não de aulas no ano letivo seguinte, que, da mesma maneira que as provas de mérito dos professores estáveis, também se baseiam no currículo oficial do Estado de São Paulo. (Catanrazo, 2012, p.25-26)
Essas metas já estão sendo implantadas e os materiais criados estão sendo utilizados definitivamente pelas escolas desde 2009. Para elaboração desse material foi criada uma organização curricular com princípios norteadores para cada disciplina. Esse
currículo é centralizado no desenvolvimento de competências e habilidades e tem como prioridade as competências de leitura e escrita.
Os materiais criados e entregues às escolas são compostos pelo Caderno do Gestor, que contém orientações para a gestão do currículo. Nesse documento se propõe que “a aprendizagem resulte também da coordenação de ações entre as disciplinas, do estímulo à vida cultural da escola e do fortalecimento de suas relações” (SEE, 2008). Há, também, o Caderno do Professor e Caderno do Aluno, ambos são organizados por bimestre e por disciplina, da 5ª série/6º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio. Em cada Caderno, são apresentadas as Situações de Aprendizagem destinadas a cada bimestre. Os dois Cadernos possuem a mesma programação: o do aluno, possui as atividades e o Caderno do professor, orientações para que o professor possa compreender, participar e adaptar o trabalho de acordo com a sua realidade. Foram elaborados a organização curricular e os Cadernos para todas as disciplinas existentes no ciclo II do Ensino Fundamental até o final do Ensino Médio. Para a nossa análise, só nos concentraremos no conteúdo de álgebra existente nos Cadernos de Matemática relativos ao Ensino Fundamental, não iremos entrar no mérito da discussão política desse programa, pois não é a proposta da nossa pesquisa.
4.3.1. A Proposta de Matemática
A proposta de matemática do programa São Paulo Faz Escola não tem a intenção de reestruturar todo o percurso de matemática dentro da formação básica. Mas, sim, trazer um novo enfoque para os assuntos desenvolvidos nesse período. Assim, a proposta não se distanciou dos programas oferecidos pelos livros didáticos, apenas considera que os conteúdos dessa programação podem ser meios para desenvolver competências. Essa proposta, assim como os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), acredita que a construção do conhecimento de cada indivíduo deva se realizar pelo desenvolvimento de competências e habilidades, então todas as atividades sugeridas possuem este foco.
Essas habilidades e competências estão alicerçadas pelo desenvolvimento das ideias fundamentais que podem ser desenvolvidas no contexto da matemática. O
objetivo fundamental é explorar essas ideias fundamentais, tais como: equivalência, ordem, aproximação, medida, proporcionalidade e outras, ao longo de todo o processo. Conjuntamente com essa concepção, “a Matemática é apresentada como um sistema simbólico que se articula diretamente com a língua materna, nas formas oral e escrita, bem como com outras linguagens e recursos de representação da realidade” (São Paulo, 2008, p. 44). Por isso, a relação entre a língua corrente e a linguagem matemática será constante.
Para que as ideias fundamentais sejam exploradas com o desenvolvimento das competências em cada conteúdo e para que ocorra a contínua busca da integração entre a língua corrente e a linguagem matemática, os conteúdos disciplinares de matemática foram organizados em três blocos temáticos: números, geometria e relações.
Os números envolvem as noções de contagem, medida e representação simbólica. Duas ideias fundamentais da noção de número são as de equivalência e de ordem. Ocorre nesse bloco o estudo das representações algébricas, que seria o início do ensino da álgebra incluindo o estudo das equações que se desenvolve no Ciclo II do Ensino Fundamental. Inclui-se, ainda, a Geometria relacionada à percepção de formas e relações entre elementos de figuras planas e espaciais; à construção e à representação de formas geométricas e à elaboração de concepções do espaço. As relações, consideradas como um bloco temático, entre a noção de medida, com a ideia de aproximação; as relações métricas em geral; e as relações de interdependência, como as de proporcionalidade ou as associadas à ideia de função. Esses blocos não são desenvolvidos separadamente, mas em cada atividade proposta vamos encontrar a relação de pelo menos de dois desses blocos de forma explícita ou tácita.
Em relação à álgebra teremos o desenvolvimento do bloco números relacionados com o de relações, ainda que para compreender as relações existentes dentro da álgebra usa-se muito o apoio da geometria para justificar as relações. Torna-se, então, necessário o desenvolvimento dos três blocos para a construção do conhecimento em álgebra. Pensando no estudo da álgebra, os autores da Proposta também entendem que esse estudo possui várias funções e declaram como vão trabalhar essas relações quando enfatizam que:
Normalmente, atribuímos ao estudo da álgebra as funções de generalizar a aritmética, de possibilitar um processo para a resolução de problemas, de permitir a representação da variação das grandezas e, ainda, de formalizar estruturas matemáticas. Entendemos que essas
quatro funções devem ser exploradas de forma relacionada, e não como blocos isolados dentro do planejamento. Dessa maneira, as atividades propostas devem ser interpretadas como um modo de estabelecer a relação entre duas ou mais das funções do estudo de álgebra. (São Paulo, CP, 2008a, p. 9)15
Com essas concepções a grade curricular é proposta, mas a todo momento se reforça a ideia de que o uso dos Cadernos não é obrigatório e que cabe ao professor pensar no planejamento das suas aulas e pensar sobre “o quê”, “como” e “com que grau de profundidade” abordará os conteúdos sugeridos na grade curricular. Os Cadernos representam novas estratégias para desenvolver o ensino e aprendizagem de matemáticas nas séries específicas, mas essas devem ser complementadas com outras atividades e com o uso de um livro didático.
Após conhecermos as avaliações do PNLD/2011 e a proposta de matemática do programa São Paulo Faz Escola, vamos apresentar as análises dos materiais a partir da Teoria da Transposição Didática e da Teoria Antropológica do Didático.