DAGENS STASJON OG JERNBANETRASE
9.1 EKSISTERENDE STASJON
O Estado da Paraíba é dividido em 223 (duzentos e vinte e três) municípios, distribuídos em um território de 56.584, 6 km², a maior parte deste pertencia à capitania de Itamaracá-PE (Pernambuco) de onde foi dividido. Sua capital, João Pessoa, terceira cidade mais antiga do Brasil com 422 (quatrocentos e vinte e dois) anos. Segundo Moreira e Targino (2003, p. 83) a conquista do território paraibano pelos portugueses só aconteceu quase um século após o descobrimento do Brasil. João Pessoa só passou a ser chamada assim no ano de 1930, antes se chamou Felipéia de Nossa Senhora das Neves (1585), depois de Frederica (1634) e Parahyba (1654).
João Pessoa é considerado o principal centro econômico e financeiro do Estado, no último senso realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população era de 723. 515, a área da unidade territorial (km²) de 211, 475, densidade demográfica (hab/km²) de 3. 421, 28 e em 1º de julho de 2014 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) (28/08/2014) que a população está estimada em 780. 738 habitantes.
60
Figura 1-Paraíba: localização do Município de João Pessoa
Fonte: http://www.agencia.ufpb.br/mapas/joaopessoa/joaopessoa.html
João Pessoa nasceu às margens do Rio Sanhauá e cresceu em direção ao mar, assim possui um belo e extenso litoral, é também o Extremo Oriental das Américas, próximo ao continente Africano, onde os raios solares desapontam primeiro na América do Sul. É composta por sessenta e seis bairros subdivididos em zona Norte, Sul, Leste e Oeste.
O CREI escolhido como lócus da pesquisa fica localizado na cidade de João Pessoa-PB (Paraíba), no bairro de Mangabeira.
Figura 2-João Pessoa: localização de do bairro de Mangabeira35
Fonte: http://www.webbusca.com.br/pagam/joao_pessoa/mapa_joao_pessoa.jpg
35
No mapa onde constam Mangabeiras VI e VII e Conjunto Cidade Verde também chamada de Mangabeira VIII fazem parte do Bairro de Mangabeira.
61
Consta no site do IBGE (2013), Mangabeira é o bairro mais populoso da capital, com cerca de 76 (setenta e seis) mil habitantes, tem apenas 29 (vinte e nove) anos e está em constante crescimento e desenvolvimento. Fica localizado na Zona Sul da cidade e detém 1893 domicílios, em sua maioria casas, tem cerca de 1069 hectares.
De acordo com o último censo de 2010 do IBGE, 94, 40% de sua população é alfabetizada, deixando o bairro na 26º posição no ranking de escolaridade. Sua renda per capita é R$ 846, 84 a 36ª maior renda da cidade, ainda segundo o IBGE possui a 2ª maior avenida, a Josefa Taveira, que possui por toda sua extensão um elevado número de estabelecimentos comerciais, também conta com o 2º maior mercado público, perdendo apenas para o Mercado Central, situado na área central da cidade.
O CREI fica localizado na Rua Prefeito Luiz Alberto Moreira Coutinho, no Bairro de Mangabeira VII, sendo esta rua predominantemente comercial com 31,89% de estabelecimentos comerciais, com mais de 68 domicílios, caracteriza-se por 69,12% de casas, sobrados ou similares e 30,88% de edifícios de apartamentos ou conjuntos residenciais com vários domicílios de famílias distintas.
1.3.4 Procedimentos de Análise dos dados
Nessa etapa, a definição de recursos e procedimentos que abarcassem a complexidade do tema em questão fez-se primordial, em vista disso, a utilização de câmera para videogravar as observações sem hesitação foi o que se mostrou mais adequada, visto que nos permitiu captar elementos verbais e não verbais, entonação, gestos, expressões faciais, acontecimentos fugazes e que provavelmente não se repetiriam, entre outros elementos sutis que vão além da fala e apenas o olhar do pesquisador certamente não apreenderia.
Garcez; Duarte e Eisenberg (2011, p. 251) afirmam que diante da experiência que possuem como pesquisadoras da área de educação “indicam que o uso adequado da imagem em movimento, aliada ao áudio, permite capturar aspectos difíceis de serem captados com outros recursos, tais como expressões corporais, faciais e verbais utilizadas em situações cotidianas”.
O registro em vídeo tornou-se imprescindível à medida que adentramos no campo de pesquisa e nos deparamos com ações complexas difíceis de serem relatadas
62
por um único observador apenas a olho nu, já que os episódios interativos acontecem quase sempre em grupos. Em vista disto, tal recurso fez-se primordial durante toda pesquisa, desde a captação de material empírico, às análises minuciosas, respondendo consequentemente nossas inquietações.
As análises foram pautadas nos levantamentos dos dados obtidos através das observações e videogravações, bem como as contribuições efetivas do processo microgenético de análise e dos teóricos desenvolvidos ao longo da pesquisa, sabendo que a pesquisa é sempre provisória e aproximada, pois segundo afirma Minayo (2001, p. 79) “o produto final da análise de uma pesquisa, por mais brilhante que seja, deve ser sempre encarada de forma provisória e aproximativa”. Tal posicionamento toma como base que, a ciência está em constante processo de análise, as afirmações podem superar conclusões prévias a elas e podem ser superadas por outras afirmações futuras.
Assim, compreendemos que observar e analisar interações demanda olhar cuidadoso e sensível, possibilitando atentar para questões antes não vistas e auxiliando na tomada de decisões durante toda a pesquisa, decisões estas no que concerne principalmente a postura do pesquisador diante dos dados produzidos pelos sujeitos, que sentem e agem independente do pesquisador. Nessa direção, Pedrosa e Carvalho (2005, p. 432) asseguram que advém sim do pesquisador a decisão pela seleção do material observado, elegendo-os ou não ao “status de dado”.
Em relação as observações Wallon (1986) certifica:
Não há observação sem escolha [...] a escolha é determinada pelas relações que podem existir entre o objeto ou o fato e nossas expectativas, em outros termos, nosso desejo, nossa hipótese ou mesmo nossos simples hábitos mentais. As razões da escolha podem ser conscientes ou intencionais, mas podem também nos escapar, porque se confundem, antes de tudo, com nosso poder de formulação mental (WALLON, 1986, p. 74).
Os autores citados anteriormente corroboram e nos remete a um fator importante, de que a opção de escolha pelo caminho que vai seguir a pesquisa é sempre do pesquisador, e quando tratamos dos procedimentos (observações e tipo de análise) elencados para este trabalho, bem como a observação de interações entre pessoas que já é um tema complexo, os processos de escolha se tornam parte corriqueira da pesquisa, nos levando o tempo inteiro a refletir sobre a melhor maneira de buscar suprir nossos questionamentos, reparar lacunas que podem surgir durante as observações, e, por
63
conseguinte, durante o recorte dos episódios interativos e nas análises, que exigem olhar atento, minucioso e que podem mais uma vez surgir às escolhas.
Após a coleta dos dados, nos deparamos diante de um vasto material videogravado, então foi necessário definir qual olhar inicial seria dado aos vídeos, com o objetivo de facilitar as análises, portanto, como já mencionado, dividimo-los em 3 (três) tipos de eixos condutores das análises: criança-criança, professora ou monitora- criança e criança-professora ou monitora, buscando visualizar possíveis interações iniciadas tanto pela professora, ou pela monitora ou pela criança direcionadas entre si, o que para nós significava consequentemente que as interações existiam de algum modo no ambiente pesquisado.
Para realizar o tratamento, análise e discussão dos dados, nos ancoramos nas contribuições teóricas acerca do desenvolvimento infantil e interações (PIAGET, 1932, 1985; VYGOTSKY, 1989; DIAS, 1999, 2012), dos pressupostos conceituais sobre autonomia (PUIG, 1998; DE LA TAILLE, 1992, 2009; DIAS, 1999, 2012) e das abordagens teóricas sobre afetividade (WALLON, 1971, 2007; PIAGET, 1932, 1985, VYGOTSKY, 1989), ressaltando que embora esses autores citados tenham sido as âncoras, outros também foram utilizados no decorrer das análises.
Sendo assim, o capítulo seguinte abordará a dimensão da afetividade na construção da autonomia, embasadas principalmente nas discussões de Piaget e Wallon.
64