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Eiendomsskatt

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A presente seção apresenta os resultados do diagnóstico de estresse na amostra pesquisada, realizado tendo por base o Inventário de Sintomas de Stress de Lipp (ISSL, 2005). Foi possível identificar: a ausência ou presença de estresse; a fase em que o sujeito se encontra:

alarme (ou alerta), resistência, quase exaustão ou exaustão; e, finalmente, a predominância dos sintomas: físicos ou psicológicos.

Tendo como base o GRÁF. 6, observou-se a incidência de 48% (ou 156) dos sujeitos apresentando quadro de estresse nas suas diversas fases e 52% (ou 170), sem manifestação de estresse.

GRÁFICO 6 – Diagnóstico de estresse pelo teste ISSL (2005) na amostra pesquisada Fonte: elaborado pela autora

Em relação à fase em que foi diagnosticado o estresse, o GRÁF. 7, que ilustra a amostra que apresentou estresse, demonstra que 79% (ou 123) dos indivíduos que manifestaram estresse encontram-se na fase de resitência. Os demais 21% (ou 33) estão nas demais fases, sendo 12% (ou 19) na fase de quase exaustão; 5% (ou 8) na fase de exautão; e 4% (ou 6) na fase de alarme.

De acordo com os dados obtidos, pode-se observar que os casos mais críticos são da ordem de 9% (ou 14) dos sujeitos que estão nas fase de quase exaustão e exaustão.

GRÁFICO 7 – Fases do estresse na amostra pesquisada que apresentou estresse Fonte: elaborado pela autora.

A sintomatologia predominnate na amostra pesquisada (GRÁF. 8) é de manifestações psicológicas. Percebe-se que, ainda que o estresse não esteja presente, seus sintomas se manifestam de alguma forma física em 57% e de alguma forma psicológica em 76% dos sujeitos. Vale ressaltar que, de acordo com os parametros do instrumento utilizado poderia haver a identificação de ambas as manifestações. Por esse motivo, o somatório ultrapassa 100%.

GRÁFICO 8 – Predominância dos sintomas do estresse na amostra pesquisada Fonte: elaborado pela autora.

Quanto aos sintomas mais presentes nos motociclistas profissionais que têm estresse, foram destacados e apresentados na TAB. 27 aqueles que apresentaram frequência igual ou superior a 78 respondentes (metade dos sujeitos com estresse). Vale retomar que a fase de alarme possui 15 sintomas; a fase de resistência, 9 sintomas; a quase-exaustão, de 6 sintomas; e a fase de exaustão, 23 sintomas.

É relevante observar na TAB. 27 que, à medida que aumenta o nível do estresse, passam a predominar nas fases mais altas as manifestações psicológicas. É importante destacar que no teste os sintomas físicos são em maior quantidade do que os psicológicos para todas as fases.

TABELA 27

Sintomas que apresentaram maior frequência no ISSL dos motociclistas profissionais com estresse

FASE SINTOMA TIPOLOGIA FREQUÊNCIA

Alarme

Boca Seca Físico 80

Tensão muscular Físico 84

Vontade súbita de iniciar novos projetos Psicológico 88

Resistência e Quase exaustão

Problema com a memória Físico 85

Cansaço constante Físico 110

Sensação de desgaste físico constante Físico 128

Irritabilidade excessiva Psicológico 85

Pensar constantemente em um só assunto Psicológico 97

Sensibilidade emotiva excessiva Psicológico 103

Exaustão

Mudança extrema de apetite Físico 78

Pensar/falar constantemente em um só assunto Psicológico 79

Vontade de fugir de tudo Psicológico 81

Perda do senso de humor Psicológico 84

Angústia/ ansiedade diária Psicológico 91

Cansaço excessivo Psicológico 106

Fonte: elaborado pela autora, a partir dos dados do ISSL.

Visando fazer uma comparação, os dados de estresse foram confrontados com aqueles obtidos por Martins e Lourenço (2006) em pesquisa semelhante utilizando-se do ISSL em motociclistas profissionais de Juiz de Fora. Esses autores encontraram uma incidência de estresse em 50,4% dos motoboys de Juiz de Fora. Em toda a amostra, apenas 3,7% estavam na

fase de alerta; 43% na de resistência; 3% na de quase-exaustão; e 0,7% na de exaustão (MARTINS e LOURENÇO, 2006).

As conclusões dos autores foram próximas ao que se observa no presente estudo. Considerando a amostra global de 326 sujeitos, 48% apresentaram quadro de estresse, sendo 1,8% na fase de alarme; 37,7% na fase de resistência; 5,8% na fase de quase exaustão; e 2,5% na fase de exaustão. Diante desses resultados, foi realizado o teste de hipótese qui-quadrado para averiguar as possíveis relações de dependência do estresse com as demais questões levantadas no questionário (APÊNDICE D). Desse modo, cada elemento do questionário foi considerado como uma variável. Para cada uma delas, foi testado o nível de dependência com a manifestação do estresse. Retomando as premissas utilizadas para o teste de hipótese qui- quadrado descritas na metodologia, tem-se:

H0: As variáveis categóricas são independentes. Ou seja, não existe nenhuma relação entre elas;

H1: As variáveis categóricas são dependentes. Ou seja, existe uma relação entre elas.

O teste de hipótese qui-quadrado apresentou o resultado: Não rejeita H0. As variáveis são independentes para quase todos os testes realizados. Isso demonstra que não há relação de qualquer dos elementos pesquisados com a presença ou ausência de estresse nos motociclistas profissionais. Uma única exceção percebida foi a variável problema de saúde, único elemento pesquisado que apresentou correlação com a presença de estresse (p < 0,05). Porém, vale lembrar que foram apenas 29 sujeitos (8,9%) em toda a amostra pesquisada que afirmaram possuir algum problema de saúde.

Essa constatação estatística é relevante, pois demonstra o caráter singular do estresse. Cada sujeito interpreta ao seu modo a realidade e, a partir dessas interpretações, estabelece estratégias de enfrentamento para dar conta de sua situação. Desse modo, o desenvolvimento de quadros de estresse não pode ser compreendido no coletivo, desconsiderando o âmbito individual. O que se pode buscar, portanto, são fatores coletivos de tensão excessiva e que podem, sim, favorecer o desenvolvimento desses quadros.

Nesse sentido, um componente que merece atenção são os sujeitos que responderam que escolheram a profissão por “falta de opção”. No teste de hipótese qui-quadrado, observou-se correlação com a variável sintomas físicos de estresse, apontando, assim, uma relação de

dependência (p < 0,05). Pode-se inferir, portanto, que um elemento de tensão no cotidiano desses trabalhadores e que pode originar sintomas físicos é atuar em uma profissão que não escolheram, mas que foi imposta pelas circunstâncias, pela necessidade de trabalhar.

Outro teste de hipótese foi realizado com a amostra de sujeitos que apresentaram estresse (sintomas físicos e ou psicológicos). Foram comparadas as fases em que se encontravam (alarme, resistência, quase-exaustão ou exaustão) com as demais variáveis pesquisadas no questionário (APÊNDICE A). Observou-se a correlação entre os sujeitos que se encontram na fase de quase-exaustão e aqueles que atuam na profissão sem contrato de trabalho (p < 0,05). Esse dado denota que a necessidade de trabalhar mais para garantir o salário ao final do mês, na medida em que não há garantias formais, pode colaborar para o aumento da tensão excessiva no trabalho e a ocorrência de quadros de estresse.

A próxima seção discorre sobre os de acidentes de trânsito mais frequentes envolvendo essa categoria.

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