5.3 Krav til donor og prosess
5.3.2 Eggdonasjon som arbeidskraft
Para a extracção de produtos de talhe, a debitagem dos núcleos pode ou não ser pré- determinada. Note-se que existe todo um processo de talhe sistematizado, exercido sobre um bloco de matéria-prima, para a extracção de um produto final (lascas, lâminas ou lamelas), enquadrado no âmbito da cadeia operatória.
Com a análise dos atributos retirados dos núcleos do presente conjunto lítico, confrontada com dados respeitantes ao material de debitagem (frequência de peças corticais, relação entre lascas e produtos alongados, etc.), iremos compreender as estratégias de talhe empregues nas diversas matérias-primas presentes.
A obtenção de matéria-prima para talhe depende das estratégias gerais de exploração do território por parte do grupo humano em estudo, e do tipo de tarefa a realizar com os instrumentos que se pretendem produzir. No caso do sítio do Meu Jardim, observa-se a exploração sobretudo de sílex, uma rocha de boa clivagem abundantemente presente na região envolvente do sítio, não deixando também de se verificar a utilização de quartzito e quartzo.
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Para a análise tecnológica dos núcleos temos em conta os seguintes critérios: 1) tipo morfológico, ou seja, o tipo de núcleo:
“bloco de rocha com levantamentos avulsos aleatórios efectuados sem preparação prévia” (Carvalho, 2008a: 320), que pode ser nomeadamente um nódulo, seixo ou fragmento;
“chopper” / “chopping-tool”: núcleo sobre seixo. Apresenta uma “morfologia arredondada com levantamentos escalariformes uni ou bifaciais” (Idem, ibidem)
paralelepipédico: “bloco de morfologia paralelepipédica com levantamentos paralelos que exploram arestas-guia naturais, segundo o eixo de alongamento e o eixo de achatamento” (Idem, ibidem);
poliédrico esférico ou poliédrico informe: “núcleos com
levantamentos de padrão não discernível, afectando a maior parte da superfície, a qual se encontra descorticada, resultado em peças poliédricas” (Idem, ibidem);
discóide: “núcleo com levantamentos centrípetos executados a partir de uma plataforma constituída pela aresta irregular que forma a intersecção entre as duas metades opostas de um volume achatado de contorno subcircular, em que uma das quais é usada como superfície de debitagem” (Idem, ibidem);
bipolar: “núcleo que resulta da exploração de uma massa de matéria- prima por aplicação de percussão directa em um dos topos, estando o topo oposto assente numa superfície inconcussa durante o processo de percussão” (Idem, ibidem);
prismático: “núcleo com uma, ou mais, plataforma intencionalmente seleccionada, utilizada de forma recorrente para a extracção de produtos segundo arestas-guia, dando origem à formação de negativos dispostos de forma paralela em pelo menos uma das faces do núcleo, mesmo que este não forme um poliedro regular” (Idem, ibidem). Os núcleos prismáticos podem apresentar uma plataforma, duas plataformas opostas, duas plataformas cruzadas, duas plataformas alternas e plataformas múltiplas;
42 fragmento: “peça com fractura que impede a sua classificação (…)”
(Idem, ibidem);
diversos: Este tipo inclui todas peças de morfologias não previstas nestas tipologias.
b) produtos extraídos: permite-nos saber qual o propósito do talhe do núcleo e que produtos se pretendiam extrair (lâminas, lamelas ou lascas). Quando são visíveis negativos de levantamentos laminares ou lamelares juntamente com negativos de lascas, avaliamos o mais complexo, ou seja, os levantamentos laminares ou lamelares;
c) tipo de córtex: o córtex consiste na “alteração mais ou menos profunda da parte externa de um bloco de matéria-prima, que corresponde à patina (..)” (Tixier et
al., 1980: 82; original francês). Para a análise deste critério temos em atenção se
o núcleo tem ou não córtex e, no caso de ter, que tipo, subdividindo-se em: córtex de alteração, espesso e pulverulento; córtex de alteração, mas com vestígios de rolamento aluvial (fino, não pulverulento); córtex de seixo; nódulos com córtex misto (combina a antepenúltima e penúltima áreas);
d) estado do núcleo: Este atributo indica-nos qual a razão provável de abandono do núcleo: exausto, com defeitos de matéria-prima (geodes, clivagens), com defeitos de talhe (ressaltos), ou abandono simples. No caso de o núcleo apresentar dois destes tipos de estado, colocamos sempre o mais complexo. e) tratamento térmico e calcinação: apenas indicamos se estes dois atributos
estão presentes ou ausentes na peça. O tratamento térmico é apenas analisado em peças de sílex;
No que diz respeito aos núcleos prismáticos, temos também em consideração os seguintes critérios:
a) plataforma, que pode ser: cortical, quando constituída pela superfície bruta; lisa, quando a superfície é obtida mediante um ou dois levantamentos; e facetada, quando a superfície é obtida mediante três ou mais levantamentos; b) regularização da cornija: “Parte saliente que coroa um núcleo. Corresponde à
saliência do plano de impacto ou de pressão acima do contra-bolbo (…) a presença ou ausência de uma cornija pode então ser indicador de técnica de debitagem” (Tixier et al., 1980: 81; original francês). Para este atributo apenas observamos se existe ou não regularização da cornija no núcleo;
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c) nervuras de aspecto canelado: Entende-se por nervuras uma “(…) linha formada por um reencontro de negativos e dois levantamentos. Não confundir com aresta” (Idem, 93; original francês); e por canelado “termo que se reporta unicamente aos núcleos debitados por pressão. O paralelismo e a regularidade das nervuras evocam um efeito canelado (…)” (Idem: 77; original francês). Para este atributo temos de observar se estão presentes ou não nervuras desta tipologia;
d) ondulações nas superfícies de debitagem: entende-se por ondulações “onda concêntrica de longitude e amplitude variáveis, que se desenvolvem a partir de um ponto de impacto (…). Na ausência da parte talão-bolbo, elas indicam a direcção do talhe (…). Em algumas matérias-primas muito homogéneas não vidradas, as ondulações não são visíveis” (Idem: 93; original francês). Para este atributo apenas temos de observar se existem ou não ondulações.