3. Deltakere i MetARR
3.3 Egenskaper som begrunner deltakelse i MetARR
A fonte primária de transmissão do programa se concentra na Rádio Universitária FM, logo, a audiência do veículo por este público foi questionada. Pouco mais da metade dos entrevistados, 38 (trinta e oito) respondentes, já escutaram a rádio, sendo sua frequência média girando em torno de 1 a 2 vezes por semana.
Esse número cresce quando a pergunta se direciona para a especificidade do CASa Aberta. Do universo amostral, 40 (quarenta) pessoas dizem-se ouvintes, sendo as fontes de escuta: eventos do CASa; rádio; ou podcasts nos sites do UFC-Virtual ou do projeto. Em alguns casos o escuta ocorre em mais de um meio, estando o rádio sempre citado como um destes. A escuta pela emissora lidera as respostas com um total de 21 positivações (vinte e uma), sendo 12 (doze) exclusivas e 9 (nove) conjugadas a outras formas. Em segundo lugar aparecem eventos do CASa com 13 (treze) positivações, o que demonstra a importância de se disponibilizar momentos de escuta coletiva nas reuniões presenciais, as quais agregam ainda a possibilidade de uma discussão local com outros docentes, gerando uma ampliação enriquecedora do debate dos estúdios. A escuta em podcasts totaliza apenas 6 (seis) confirmações exclusivas, apesar da constante divulgação de sua existência feita por Ismael Furtado durante as transmissões do programa.
Gráfico 10: Origem da escuta
Os ouvintes se distribuem uniformemente entre os gêneros, desta vez apenas com um leve número superior de homens, 21 (vinte e um) contra 19 (dezenove) de mulheres. As idades também não possuem grandes extremos ou concentrações de faixas etárias, sendo compatível com a verificação do projeto como um todo.
Gráfico 11: Perfil da escuta CASa Aberta - Idade
Importante destacar que estes dados foram obtidos a partir do cruzamento de respostas afirmativas para a escuta e as informações de perfil destes respondentes. Essa estratégia permitiu ainda gerar o gráfico 12, o qual demonstra como essa audiência se distribui nos centros, institutos e faculdades da UFC.
Gráfico 12: Escuta do Programa CASa Aberta na amostra
Nota-se, mais uma vez, a forte presença dos centros de Tecnologia e Humanidades, mas a participação dos campi do interior nesse gráfico aponta para o cumprimento de uma necessidade que o CASa Aberta deveria atender: a difusão das informações do projeto e seus debates para além da cidade de Fortaleza, atendendo os docentes membros da CASa UFC nos seus diversos espaços de trabalho. A informação gerada é importante por demonstrar que o acesso ao programa no interior é viável, mas tem uma cobertura com margem pequena, tendo em vista que no universo amostral trabalhado existem 14 (catorze) respostas dos campi externos à Fortaleza, pouco mais de 1/3 são de ouvintes do programa. Assim, a audiência mantém-se ainda concentrada na capital.
A opção pelo veículo radiofônico é considerada eficiente e suficiente por vasta maioria, 48 (quarenta e oito) respostas dos 71 (setenta e um) pesquisados. Se comparado com a perspectiva de se utilizar um programa de tevê, o qual possui apenas um índice de 22 (vinte e duas) respostas como necessário, o rádio ganha destaque pela aceitação e consolidação entre o público. A tevê possui ainda uma disparidade de necessidades, enquanto 22 (vinte e dois) acreditam que seja uma iniciativa necessária, outros 16 (dezesseis) a acham desnecessária. Os gráficos seguintes ilustram essas diferenças.
Gráfico 13: Opção por usar o Rádio como veículo comunicativo
Gráfico 14: Iniciativa CASa Aberta na Tevê
Por ser um programa de debate que assume, em geral, apenas três convidados por edição, o índice de participação direta é apenas 14 (catorze) pessoas da amostra, contra 57 (cinquenta e sete) negativas. Essa se distribui entre as funções de debatedor, contribuição com entrevista gravada ou participação por telefone. O papel de debatedor lidera o gráfico, sendo em alguns casos estímulo para outras formas de intervenção como por ligações telefônicas, por exemplo. TOTAL: 60 (11 pessoas não expressaram opinião) TOTAL: 57 (14 pessoas não expressaram opinião)
Gráfico 15: Forma de participação
Quando estimulada a reflexão a respeito da estrutura do programa, as respostas gerais a consideram boas, com índices superiores a metade da amostra dos que se disseram ouvintes.
Gráfico 16: Avaliações da estrutura
TOTAL: 14
TOTAL: 40
TOTAL: 40
A duração do programa (uma hora) foi considerada adequada por 28 (vinte e oito) dos entrevistados que escutam as transmissões. Dentro deste intervalo de tempo as discussões se dariam adequadamente, apesar de que em muitos casos o assunto extrapola o horário definido, permanecendo alguns pontos em aberto e gerando anseios por se continuar a temática.
O jingle-canção do CASa Aberta não teve considerações negativas, suas análises vão de regular a excelente, com a margem positiva de 34 (trinta e quatro) das 40 (quarenta) das respostas. Como desenvolvido em sua análise, esta peça sonora adequou-se bem ao transmitir as intencionalidades do projeto e objetivos do programa.
A apresentação de Ismael Furtado foi bem avaliada também, sua função como mediador dos debates está sendo percebida como boa e excelente por quase a totalidade dos avaliadores, 38 (trinta e oito) deles. A única crítica destinada a sua contribuição nas transmissões foi a de que ele deveria atentar para a monopolização da palavra que alguns debatedores acabam gerando, distribuindo melhor os tempos dos convidados.
TOTAL: 40
As entrevistas gravadas seguem o mesmo ritmo do jingle, com avaliação de 34 (trinta e quatro) pessoas em caráter positivo, mesmo com as dificuldades técnicas (ruído, qualidade de som) que as reportagens apresentavam no início das veiculações, as quais hoje já estão diminutas.
As temáticas e debatedores são avaliados como bem escolhidos por uma parcela de 34 (trinta e quatro) e 36 (trinta e seis) respostas dos professores, respectivamente. Esse fato pode ser explicado a partir da diversidade de temas abordados e de pessoas convocadas para discuti-los, como percebido na tabela de temas do primeiro ano de CASa Aberta.
Quando questionados sobre quais outros temas gostariam de ver trabalhados no rádio, os professores apontaram principalmente: a relação entre docente e discente em sala de aula; as tecnologias da informação e comunicação em seu uso didático; metodologias pedagógicas universitárias; formas diferenciadas de avaliação discente; a carreira e política no magistério superior; a apresentação da Universidade em suas áreas de atuação nas linhas de graduação, extensão e pesquisa, tornando públicas iniciativas inovadoras desenvolvidas pela UFC e que muitos desconhecem; as normas e procedimentos que regem a IES; ética profissional e mobilidade acadêmica; educação à distância; e um programa que explicasse exclusivamente o projeto CASa, suas formas de participação, metodologias, conceitos, importância.
Em um cunho mais específico, surgiram ideias como um programa que trabalhasse com Arte e Educação, Arte e Filosofia (mesmo já tendo sido abordados em edições anteriores, mas que poderiam ser continuados), educação musical no Ceará, aprendizagem de línguas estrangeiras, pedagogia da matemática e valores como humildade, por exemplo. Uma sugestão interessante foi proposta: realizar-se um programa especial com a participação apenas de alunos dos diversos centros, institutos e faculdades da UFC para que se discutisse a relação ensino/aprendizagem em sala de aula sob a perspectiva deles. Por fim, como crítica foi identificada, pelos respondentes, a falta de um envolvimento maior dos docentes veteranos no projeto que se refletiria no programa radiofônico, o que se pode questionar vendo o intenso fluxo de convidados que já deixaram suas contribuições ao CASa Aberta.
No tópico a seguir serão elencadas as últimas percepções obtidas do instrumento pessoal aplicado por email acerca da receptividade do projeto em estudo, assim como se exporá os reflexos gerados pelo CASa no formato e debates de seu programa de rádio.