2. Sjanger og lyd
2.4. Hovedgrupper av filmlyd – auditive virkemidler
2.4.6. Effektlyd …
Parece-nos que quaisquer iniciativas, que podem ser, por falta de compreensão de sua especificidade, complexidade e aplicabilidade, potencialmente nocivas por interferirem em determinados contextos lingüísticos sem que tenham sido contempladas as implicações e desdobramentos que afetam o sistema lingüístico de forma análoga a de um ecossistema. A introdução de uma variante em um sistema lingüístico, dessa forma, assemelha-se à introdução de uma nova espécie de animal sem que tivéssemos o cuidado de saber se será capaz de coexistir com as demais espécies, sem tornar-se presa ou predador.
For his part, Haugen defines language ecology as “the study of interactions between any given language and its environment,” going on to define the environment of the language as including both psychological (“its interaction with
other languages in the minds of bi- and multilingual speakers”) and sociological (“its interactions with the society in which it functions as a medium o communication”). Van Lier (2000) cites Trim (1959) as the first reference to ecology of language aspects. (HAUGEN apud HORNBERGER, 2002, p. 33)
A resposta para o impasse de como reconciliar as línguas imigrantes com as necessidades do mundo globalizado pós-moderno se encontraria, de acordo com Hornberger (2002, p. 47), nas propostas recentes para solidificar, apoiar e promover as línguas imigrantes. Ainda segundo Hornberger (2002, p. 47), nos Estados Unidos, por exemplo, tais propostas contam com o suporte de entidades dedicadas a melhor compreensão da questão, como o
Center for Applied Linguisticse o National Foreign Language Center.
Se a variante padrão estiver sendo oferecida para solidificar a língua imigrante, é importante que pensemos sobre o esforço na direção de solidificar algo que, no caso dos dialetos imigrantes, possivelmente tenha mais solidez do que a variante padrão que se pretende oferecer.
É importante ainda perceber-se que países com longa tradição de valorização de línguas imigrantes como recursos optaram por uma nomenclatura clara e específica com relação à essas línguas com o intuito de distingui-las de simples línguas estrangeiras. Tal distinção pode parecer irrelevante a princípio, mas é crucial para a implementação de estratégias de ensino adequadas a cada modalidade.
Happily, however, there is also a move afoot in recent years among U.S. linguists and language educators to help solidify, support, and promote longstanding grassroots minority language maintenance and revitalization efforts in the United States, under the rubric of “heritage languages.” The Heritage Language Initiative, which has among its priorities “to help the U.S. education system recognize and develop the heritage language resources of the country” and “to increase dialogue and promote collaboration among a broad range of stakeholders” (CAL apud HORNBERGUER, 2002)
Se os próprios proponentes de abordagens ecológicas, contudo, admitem a hipótese de que se valorize e incentive as línguas imigrantes, onde se encontra o problema com as iniciativas que neste momento contemplam localidades como Butiá, Pomerode, Venâncio Aires e Blumenau? A resposta é muito simples. Existe uma diferença muito grande entre a oferta de uma “língua imigrante”, no verdadeiro sentido da palavra, e a oferta de algo que seja apenas parecido com ela. Se todos os membros dessas comunidades fossem depositários da variante padrão e não houvesse membros de etnias não contempladas por medidas semelhantes nas escolas, talvez pudéssemos olhar para a implementação de tais políticas com mais tranqüilidade. Porém, a realidade é heterogênea e as preferências difíceis de serem reconciliadas, conforme demonstramos no capítulo 4.
Mesmo no caso dos Estados Unidos houve cautela com relação ao tratamento da língua imigrante nos bancos escolares e seu tratamento foi freqüentemente removido do espaço das salas de aula.
Uma língua que seja oferecida à comunidade por sua semelhança com um dialeto local, sem que a própria comunidade possua, em muitos casos, uma consciência a respeito da existência dessa diferença, e que seja oferecida atrelada a uma condição de prestígio superior, não é difícil perceber, vem carregada da possibilidade de gerar conflitos e tensões dentro do
ecossistema.
Isso não sendo suficiente, essa nova e, talvez, mais poderosa versão da língua falada
em casa é promovida como alternativa para o ensino do inglês que, embora sendo língua
obrigatória, agora terá de dividir a atenção de um aluno possivelmente tentado a estudar algo que, por semelhança, lhe pareça mais fácil dentro de um sistema educacional, em geral, já deficitário de toda sorte de recursos. É difícil refutar a competição por recursos, tanto do ponto de vista do aluno como por parte do sistema educacional – sendo a competição por recursos um aspecto econômico introduzido nessa discussão com base tanto em conceitos de Laitin (1988 e 1993) quanto em conceitos apresentados por Grin e Vaillancourt (1997).
Existe, por isso uma diferença muito grande entre a oferta de línguas imigrantes e a oferta de variantes cultas correspondentes a línguas imigrantes e as implicações não são difíceis de imaginar. Quando uma criança falante de português, pertencente a uma comunidade falante de português, vai para a escola e aprende uma língua estrangeira qualquer, ela traz para sua casa, quando muito, algumas frases que podem gerar certa curiosidade e com alguma sorte o desejo, até possível de ser partilhado pelos demais familiares, de aprender mais desse novo idioma. Além disso, parece lógico que, no caso dos falantes de dialeto, foi um dialeto que trouxeram e quaisquer políticas que visem contemplar esta questão deveriam fazê-lo com a coerência de um tratamento consistentemente distinto, sem confundir os dialetos imigrantes com línguas estrangeiras modernas.
Quando uma criança que fala dialeto traz para a casa a variante culta desse dialeto, ela passa a fazer parte, ainda que de forma não intencional, de um embate de forças e de um jogo de interesses. De uma hora para a outra, o dialeto que ali sempre foi falado já pode não parecer mais suficientemente bom; tal preço poderá ser pago, sem que sequer tenhamos dados sobre a possibilidade real de um language shift bem sucedido, permanecendo o risco da desestabilização lingüística da comunidade pela introdução de um elemento de interferência em um ecossistema até então bem sucedido com relação à sobrevivência da língua e que pode
potencialmente converter-se em palco para o desencadeamento de tensões que eram até então inexistentes.