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Effekten av ulike stigningsprosenter

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6.2 Terreng

6.2.3 Effekten av ulike stigningsprosenter

A metodologia Delphi tem como premissa básica o desenvolvimento de uma técnica para aprimorar o uso da opinião de especialistas, conforme o que se deseja, na previsão.

Geração de idéias silenciosamente por cada participante

Registro das idéias comuns e apresentação ao grupo

Discussão em série para esclarecimentos

Votação preliminar para definição da importância de cada item

Discussão do resultado da votação preliminar

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Segundo Gordon (1994), na metodologia desenvolvida, isto era feito estabelecendo três condições básicas:

• o anonimato dos especialistas, a fim de evitar influências e potenciais desacordos caso haja alteração de opinião;

• a representação estatística dos resultados; e

• o feedback de respostas do grupo para reavaliação nas rodadas subsequentes.

Com isso, na sua formulação original, o Delphi é uma técnica para a busca de um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros. Segundo Gordon (1994), o método Delphi não procura produzir resultados com significância estatística. Em outras palavras, os resultados produzidos por um determinado painel de especialistas não representam a visão da população como um todo ou até mesmo de um painel distinto. Eles representam basicamente a visão sintética de um grupo particular.

Segundo Monfort (1999), as características fundamentais dessa metodologia são as seguintes:

- Técnica de grupo que substitui a interação por um questionário que é enviado aos especialistas, que o interpretam e trabalham particularmente, participando à distância na discussão e formulação de opiniões;

- Seleção prévia dos especialistas, de acordo com o seu conhecimento, prestígio e capacidade de formulação de opiniões;

- Realimentação controlada através do envio dos resultados obtidos aos membros do painel, de modo a obter convergência, isto é, partindo dos dados transmitidos e considerados proceder a reconsiderações ou revisões; e

- Tratamento quantitativo das informações, que permita gerar respostas representativas e reveladores de homogeneidade ou dispersão de opiniões.

Segundo Moura (2007), inicialmente, a fim de se aplicar o método, deve-se escolher um grupo multidisciplinar de especialistas que possuam grande conhecimento sobre o fenômeno tratado e, preferencialmente, esses especialistas devem conhecer a região onde esse fenômeno está inserido. Em seguida, é apresentado a esses especialistas um conjunto de variáveis (fatores ou camadas de informação), solicitando hierarquização ou atribuição de notas de importância a essas variáveis, pensando sempre no fenômeno em questão como fator norteador.

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Ainda, segundo Moura (2007), após o recebimento das opiniões de grupo avaliam-se estatisticamente as respostas, mostrando o predomínio destas. Sequencialmente, esses dados estatísticos são enviados aos especialistas juntamente com a opinião inicial, sendo então solicitado que, se julgado pertinente, revejam suas posições diante da opinião do grupo até um nível de convergência satisfatório. Essa técnica é recomendável para situações semelhantes às sugeridas para a TGN, no entanto, permite a participação de grupos grandes e pequenos. O método, conforme já mencionado, baseia-se em respostas escritas, podendo se desenvolver por um prazo extenso, o que representa uma desvantagem.

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Quando do emprego da Técnica Delphi, é prevista a participação de 3 (três) grupos: os decisores (utilizam os resultados da análise Delphi), o profissional responsável pela implementação da técnica e os especialistas (grupo que responde aos questionários). A figura 3.5 descreve as etapas da implementação da Técnica Delphi.

Figura 3.5 - Etapas para implementação da Técnica Delphi. (Wright e Giovinazzo, 2000, Modificado)

Inicio

Seleção dos especialistas e Elaboração do questionário e

1ª Rodada: Respostas e Devolução

Tabulação e análise dos questionários recebidos

A convergência é satisfatória?

Elaboração do novo questionário

Nova rodada: Respostas e Devolução

Tabulação e Análise dos dados recebidos

Conclusões Gerais

Relatórios para os respondentes Relatório Final

Fim Sim Não

Teste e Encaminhamento do Questionário

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Segundo Martino (1993), embora não haja regras rígidas quanto ao formato das questões de um questionário Delphi, algumas recomendações podem ser seguidas para se evitar erros na sua elaboração. Esses erros podem fazer com que os especialistas percam, desnecessariamente, um tempo grande para transmitir as informações desejadas, deixem de responder alguma questão por não entendê-la claramente, ou ainda, o que pode ser altamente prejudicial, apresentem uma resposta com a qual eles mesmos não concordariam, por não terem entendido corretamente a questão. As principais recomendações são:

i) Evitar eventos compostos: Se o evento contiver uma parte com a qual o especialista concorda e outra com a qual discorda, é difícil para ele saber o que responder. ii) Evitar colocações ambíguas: As ambiguidades podem ser constatadas de várias

formas. A primeira deriva da utilização de jargão técnico, considerado como sendo de domínio público. Também o uso de termos “comum”, “normal”, “uso geral”, “segmento significante de” e “será uma realidade” pode gerar dúvidas, pois as pessoas podem ter diferentes concepções sobre o significado de uma mesma palavra.

iii) Tornar o questionário simples de ser respondido: O questionário deve ser projetado para a conveniência do especialista, e não para a do organizador, feito para que o especialista use seu tempo pensando, ao invés de desperdiçar tempo preenchendo o questionário. Com isto a qualidade das respostas tende a ser melhor. Para tanto, questões do tipo “preencha o espaço em branco” ou “concorda ou discorda” são bastante úteis, embora não possam, certamente, substituir questões que exijam do especialista discorrer sobre um assunto. iv) Número de questões: Há um limite prático para o número de questões para as quais

um especialista pode dispensar tratamento adequado. Este limite depende dos tipos de questão existentes e do perfil dos respondentes, mas um valor aproximado seria de 25 questões. Caso o questionário apresente, por exemplo, 50 questões, provavelmente compreenderão questões menos relevantes.

v) Esclarecer previsões contraditórias: Caso existam eventos excludentes, esta situação deve ser deixada clara, não apenas para auxiliar o raciocínio, mas também para que o especialista não pense que o organizador da pesquisa tentou pegá-lo numa armadilha, fazendo-o cair numa inconsistência.

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vi) Evitar ordenamento de proposições: Sempre que possível, deve-se evitar o pedido de priorização entre uma série grande de proposições, como por exemplo, o ordenamento segundo a importância de quinze projetos de pesquisa. Isto exige muito tempo do respondente, por ser difícil manter a lista completa em mente. Pode-se substituir o ordenamento por uma avaliação individual da importância de uma dada proposição, ou pela seleção de um subconjunto das proposições mais importantes. Na consolidação das respostas dos especialista o ordenamento desejado poderá ser obtido.

vii) Permitir complementações dos especialistas: As questões, particularmente da 1ª rodada, devem permitir que o especialistas acrescente algum comentário que considere relevante, enriquecendo a pesquisa.

Segundo Wright e Giovinazzo (2000), na seleção de especialistas deve-se buscar uma distribuição equilibrada entre elementos de dentro e de fora da entidade interessada, recorrendo-se a universidades, institutos de pesquisa, indústrias e outros setores da sociedade.

Segundo Wright e Giovinazzo (2000), o tratamento a ser dispensado a cada assunto depende, fundamentalmente, do tipo de questão considerada. De uma forma geral, as questões que perguntam por valores (data de ocorrência de um evento, porcentagem de utilização de uma técnica, relevância de uma atitude e etc.) podem apresentar média, mediana, extremos e quartis inferior e superior (ordenando-se os valores do menor para o maior, o quartil inferior é calculado pela resposta que estiver a meio caminho entre o mínimo e a mediana, e o superior entre a mediana e o máximo). A mediana deve ser utilizada, em lugar da média, quando especialistas têm grande liberdade de opções. A apresentação dos quartis permite uma avaliação do grau de convergência das respostas, auxiliando especialistas e organizadores na análise das mesmas.

Uma vez recebidas às respostas do questionário da 1ª rodada, a equipe do Delphi procede à sua tabulação e análise, calculando a mediana e os quartis e procurando associar os principais argumentos às diferentes tendências das respostas. Após análise da 1ª rodada, a coordenação deve decidir sobre a necessidade de incorporação de novas questões na 2ª rodada, o que é bastante comum conforme Wright e Giovinazzo (2000).

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A segunda rodada do questionário Delphi apresenta os resultados do primeiro questionário, possibilitando que cada respondente reveja sua posição face à previsão e argumentação do grupo, em cada pergunta. Por incluir os resultados da rodada anterior e, ocasionalmente, novas questões, o segundo questionário geralmente é mais extenso que o primeiro. As questões, em geral, objetivam convergências de resultados da primeira rodada, e são rediscutidas à luz da argumentação dos especialistas. Novos temas são explorados ou sugeridos, e discutem-se possíveis incompatibilidades entre as tendências previstas conforme Wright e Giovinazzo (2000).

Segundo Wright e Giovinazzo (2000), as rodadas sucedem-se até que seja atingido um grau satisfatório de convergência. Duas rodadas caracterizam o processo Delphi, sendo raros os exemplos de estudos com mais de 3 rodadas.

Segundo Wright e Giovinazzo (2000) e Cardoso et. Al (2005), o método Delphi apresenta as vantagens, tais como: maior reflexão sobre o fenômeno tratado, o anonimato das respostas, a sinergia de pontos de vista e, portanto, maior credibilidade do estudo. Porém, segundo Wrigth e Giovinazzo (2000), Grisi e Britto (2003) e Cardoso et. al (2005) também são encontradas dificuldades na aplicação do método e/ou desvantagens como: dificuldades na elaboração dos questionários, dificuldade na obtenção de respostas e possibilidade de forçar o consenso, por meio de viés na seleção dos especialistas. A Tabela 3.3 resume na visão de Fernandes (2010) as vantagens e desvantagens da metodologia Delphi

Tabela 3.3 - Vantagens e Desvantagens da metodologia Delphi. (Fernandes, 2010, Modificado)

Vantagens Desvantagens

Elimina influências pessoais ou de grupos Provoca diluição das opiniões dos verdadeiros especialistas no grupo

Assegura a representatividade de todas as opiniões Exige um grande rigor na elaboração das questões e sua interpretação

Agrupa de forma sistemática pareceres e orientações Torna difícil o anonimato dos especialistas Evita reuniões presenciais e formais, o que implica

economia e rapidez

Condiciona a eficácia do processo de investigação, caso ocorram atrasos no envio das respostas, nas rodadas desenvolvidas

Obriga a reflexões face às questões formuladas por escrito

Possibilidade de o grupo não ser rigoroso ou não dar a conhecer a totalidade da informação que possui Reduz os erros e incertezas face à retroação

controlada

As previsões serem desajustadas da realidade Permite quantificação

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Segundo Fernandes (2010), essa técnica promove uma maior capacidade de inovação e criatividade na investigação, pois potencializa idéias e estratégias de ação pelo grupo envolvido no processo de estudo. Com esse procedimento é também possível alcançar a identificação de problemas, a obtenção de informação desconhecida, a detecção de intervenções perturbadoras, o equacionamento de estratégias e propostas de ação, numa abordagem transversal, como resultado dos diversos campos de saber dos especialistas.

Contudo, o rigor da investigação pode ser condicionado face às rápidas mudanças políticas, sociais e econômicas, bem como pelo conhecimento que se vai produzindo. Essa técnica promove uma maior capacidade de inovação e criatividade na investigação, pois assenta na possibilidade de o grupo envolvido gerar idéias e estratégias de ação no processo de estudo.

3.4 APLICAÇÕES DE MÉTODOS DE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE APOIO

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