Del 1. Kirkevalget 2011: Regler, tiltak, gjennomføring og resultater. Av Ulla Schmidt
6 Fra valg til råd
6.3 Bispedømmerådsvalg
6.3.2 Effekt av listeplassering og alfabetisk oppføring
Os últimos anos têm sido caracterizados por constantes alterações na ocupação do solo e no clima. Estas transformações têm resultados diretos no desempenho dos sistemas urbanos, levando a que as cidades tenham de a necessidade de um permanente processo de adaptação e evolução, de forma a poder acompanhar os novos desafios com que se vai deparando.
Embora a diferentes ritmos e de maneiras distintas, estes fenómenos ocorrem à escala global, afetando todas as comunidades e acarretando consigo grandes vantagens, mas também diversos problemas.
O crescimento populacional verificado nos últimos anos assume-se tanto como uma oportunidade de desenvolvimento como um desafio a ser analisado com atenção redobrada. De facto, as pessoas tendem a migrar das zonas rurais para os grandes aglomerados urbanos, que se afirmam, hoje em dia, como verdadeiros sistemas vivos, contribuindo fortemente para a qualidade de vida das populações mas apresentando um grande impacto nos ecossistemas.
Os diferentes sectores, económicos, financeiros, sociais e ambientais são, atualmente, fortemente moldados pela zona urbana em que se inserem, resultando no surgimento de regiões completamente díspares umas das outras e com necessidades completamente diferentes. No entanto, apesar da heterogeneidade de situações, há problemas que são comuns aos mais diversos aglomerados populacionais de grande dimensão.
Questões como a crescente impermeabilização dos solos têm levado ao surgimento de múltiplos problemas nas cidades. O crescimento urbanístico conduz a uma elevada percentagem do solo impermeabilizado, de tal modo que, quando existem chuvadas, a água, em vez de se infiltrar onde precipita, escorre rapidamente para um sistema de drenagem,
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sendo depois encaminhada para um determinado local, muitas das vezes longe do ponto inicial onde caiu.
Este facto leva a que, para além de hidrogramas com elevados caudais, existam ainda sérios riscos de contaminação com origem nestas escorrências, bem como o aumento da probabilidade de ocorrência de inundações a jusante, situações que, no seu conjunto, acarretam não só problemas ambientais, mas também económico-financeiros e sociais para toda a região.
Nesse sentido, os sistemas de gestão e de controlo das águas pluviais assumem uma importância redobrada, no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável das cidades.
Nesta dissertação, foram analisados alguns mecanismos associados à gestão de caudais, destacam-se dois grandes grupos de medidas: as estruturais e as não estruturais.
Relativamente às primeiras, dizem respeito a obras que podem ser implementadas, com o objetivo de corrigir e/ou prevenir os problemas decorrentes de cheias. São exemplo os sistemas como as bacias de retenção e reservatórios, as trincheiras de infiltração, os pavimentos permeáveis e reservatórios, as coberturas verdes, as valas de infiltração e os poços absorventes e de infiltração.
Quanto às não estruturais, são medidas em que se busca a redução dos danos e das consequências das inundações, através da introdução de regulamentos e de programas que visem a disciplina no uso e na ocupação do solo, a implementação de sistemas de alerta e a consciencialização da população, no que se refere à manutenção dos sistemas de drenagem.
Paralelamente a uma gestão de quantidades de caudais, é também fundamental fazer-se um correto controlo da qualidade das escorrências.
Tratando-se de uma poluição de origem difusa e intermitente, a qualidade das águas pluviais é afetada por diversos fatores, nomeadamente, o tempo seco antecedente e a intensidade de precipitação do evento, a densidade populacional e o tipo de atividade da zona em causa, o nível de cobertura vegetal e o tipo e as características do solo na área de estudo.
Daqui resulta que diferentes regiões reclamem diferentes abordagens de tratamento das escorrências. Em diversas situações e dependendo do tipo de atividade humana verificada em determinada região, as águas pluviais apresentam concentrações significativas de elementos como, por exemplo, nutrientes, matéria orgânica, sedimentos, metais pesados, micropoluentes orgânicos ou até mesmo microrganismos patogénicos, afetando seriamente a sustentabilidade dos ecossistemas envolventes.
De forma a combater estas ameaças, tem sido propostos diversos processos e sistemas de tratamento das escorrências, que podem ser agrupados em três grandes conjuntos de medidas.
6. Conclusões e Perspetivas Futuras
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Um primeiro grupo diz respeito ao controlo na fonte, evitando que os poluentes entrem em contacto com os escoamentos em causa.
Outra forma prende-se com a implementação de modificações hidrológicas, tendo como principal foco o controlo da poluição difusa emitida e transportada nas superfícies de escoamento.
Por último, há as medidas mais direcionados para o tratamento por via da implementação de processos que permitam a recuperação das características iniciais das águas, através de um vasto leque de processos físicos, químicos e/ou biológicos. Neste âmbito, destacam-se as soluções de controlo na origem, os filtros de areia, as caixas de retenção de óleos e de gorduras e também um conjunto de mecanismos usados na gestão da quantidade de caudais como, por exemplo, as bacias de retenção, as trincheiras de infiltração e os pavimentos permeáveis e reservatórios.
Como é óbvio, na implementação destes sistemas deve-se, previamente, elaborar uma cuidada e rigorosa caracterização do tipo de poluição e da zona envolvente.
Neste sentido, a análise do chamado Primeiro Fluxo é fundamental, dado que as concentrações variam muito em função do tempo, apresentando na maioria das situações valores mais elevados na fase inicial quando comparados com as posteriores.
Ao mesmo tempo, é também crucial estimar as massas de poluentes presentes nas escorrências, a fim de que seja possível optar pelos processos que melhores rendimentos possam vir a desempenhar.
De forma a promover medidas e sistemas que visem a gestão, tanto ao nível da quantidade como ao nível da qualidade das águas pluviais, países como os Estados Unidos da América têm desenvolvido leis e decretos reguladores que definem parâmetros e valores- padrão, quer no que diz respeito ao controlo de quantidade de caudais, quer no que se refere aos limites de concentrações de agentes poluentes permitidos, prevenindo assim a contaminação dos mais diversos ecossistemas terrestes e aquáticos.
Infelizmente, tal não está a acontecer na Europa (e, consequentemente, em Portugal), onde ainda não há qualquer tipo de legislação específica para as águas pluviais.
Esta é uma situação grave, potencialmente geradora de sérios problemas, dado que, em diversas situações, as águas pluviais acabam por converter-se em focos de poluição, contaminando os mais diversos cursos de água e pondo muitas vezes em risco um vasto conjunto de espécies e de ecossistemas.
Urge, portanto, começar a pensar de forma séria neste assunto e a tomar consciência deste problema, criando uma legislação abrangente a todos estes tipos de águas, porque só assim se
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pode promover o desenvolvimento sustentável de todas as regiões. De facto, as melhorias que advêm da implementação de sistemas de gestão de águas pluviais são enormes e transversais aos diversos setores da sociedade, indo muito para além da componente ambiental.
Nesta dissertação, foi analisado o impacto que a implementação de sistemas LID pode ter nos hidrogramas resultantes de um sistema de drenagem de águas pluviais, numa área de estudo situada na cidade de Braga, Portugal.
Os resultados obtidos foram inequívocos, confirmando que a implementação destes mecanismos pode trazer melhorias enormes no desempenho destes sistemas e na qualidade de vida das populações, não só ao nível ambiental, através da minimização da ocorrência de inundações, mas também em termos sociais, promovendo o aumento de espaços verdes e de lazer, e, indiretamente, ao nível económico e financeiro.
Torna-se, por isso, imperativo que, no futuro, mais modelações e estudos de caso deste género sejam realizados, para análise dos caudais e também do controlo da poluição.
E torna-se ainda mais importante que estas soluções passem da investigação à prática. Para isso, é vital que, em sintonia com a população, os decisores promovam políticas que visem a implementação destes sistemas, promovendo, assim, melhorias na sustentabilidade de todos os ecossistemas.
É verdade que este não é um problema de fácil resolução. Mas a preservação e proteção das massas de água constitui um desígnio comum que não pode continuar a ser negligenciado ou até ignorado. Bem pelo contrário, trata-se de um desafio cada vez mais complexo que exige uma abordagem urgente, abrangente e integrada.
É fundamental ter em conta todos os tipos de águas, apresentando, para cada uma delas, regulamentos que garantam a sua qualidade.
Importa ainda continuar a promover o uso eficiente da água, valorizando sempre a investigação nesta área, na perspetiva de se chegar a novos mecanismos e sistemas que favoreçam a poupança e a preservação deste recurso vital, mas escasso.
Em suma, importa valorizar um novo paradigma de abordagem que se traduza numa visão holística, abrangente e articulada, envolvendo todos na implementação e na fiscalização de medidas e de soluções de combate à poluição das águas e de promoção da sua qualidade.
Só com planos concretos para cada região e para cada bacia hidrográfica e com ações e legislação globais será possível obter melhorias constantes no que se refere aos recursos e ecossistemas hídricos e se poderá dar passos seguros e consistentes no tão desejado desenvolvimento sustentável, dando resposta às necessidades atuais sem comprometer as legítimas necessidades e aspirações das gerações vindouras.
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