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2.6 Promotering i journalistikken

2.6.2 Dragkamp om kontroll

Nos últimos anos, surgiram vários termos alternativos para designar materiais ou recursos educativos, tais como: objectos de conteúdo (Content Objects), objectos de ensino (Teaching Objects), objectos de formação (Training Objects), objectos de instrução (Instructional Objects) e objectos de aprendizagem (Learning Objects). Uma vez que nem todas essas designações consideram que o objecto se destina à aprendizagem, no contexto desta investigação usamos o termo mais utilizado no âmbito do e-Learning: Objecto de

2.5.1.1- Objectos de Aprendizagem

Os LOs baseiam-se na filosofia da programação por objectos das ciências da computação, pelo que a ideia é construir pequenas peças de instrução para serem reutilizadas em diferentes contextos de aprendizagem, como se de peças de LEGO se tratasse.

Os LOs são como peças LEGO que têm em comum o mesmo modelo.

Os LOs (ou peças LEGO) que partilham o mesmo modelo podem ser encaixadas e reutilizadas.

Figura 6 – Metáfora LEGO aplicada aos LOs

Um LO é um recurso digital (texto, imagem, som, vídeo, applet Java, filme flash, programa de simulação, entre outros componentes distribuídos por intermédio de plug-ins apropriados) que pode ser reutilizado para apoiar a aprendizagem (Wiley, 2002).

Um LO pode ser visto como uma unidade de conteúdo de aprendizagem, independente e autónoma, que pode ser reutilizada em diversos contextos educativos ou instrucionais (Polsani, 2003).

Embora alguns autores excluam os objectos não digitais, o LOMWG (Learning

Objects Metadata Working Group) do IEEE-LTSC apresenta uma definição mais ampla: LO

é uma qualquer entidade, digital ou não (incluindo livros ou outros documentos em papel, cassetes de vídeo e áudio e CD-ROMs ou outros suportes educativos digitais ou não), que pode ser utilizada na aprendizagem, educação ou formação (IEEE-LTSC, 2002).

Uma discrepância na definição deriva da aceitação ou não de objectos de aprendizagem não digitais, outra deriva da área de aplicação do objecto de aprendizagem. No contexto desta tese, utilizamos o termo LO para descrever unidades digitais, independentes e autónomas, passíveis de serem (re)utilizadas em distintos contextos de (auto)aprendizagem.

Ainda que não exista uma definição amplamente aceite, alguns requisitos parecem reunir consenso: reutilização, interoperabilidade, durabilidade e acessibilidade.

A reutilização corresponde à capacidade de incorporar conteúdos em múltiplas aplicações e contextos (fácil de usar e de modificar). A interoperabilidade refere-se à

capacidade de intercâmbio de conteúdos entre diferentes plataformas (adapta-se facilmente a diferentes hardwares, softwares ou browsers). A durabilidade equivale à capacidade de garantir a operacionalidade dos conteúdos com a mudança da tecnologia (não necessita de alterações significativas face a novas versões do sistema de e-Learning). E a acessibilidade é a capacidade de aceder remotamente a conteúdos e de os distribuir por diferentes localizações (ser pesquisável e estar disponível para quem dele necessita).

Convém salientar que a aplicação dos LOs não se limita apenas aos sistemas de e- Learning. Progressivamente, eles têm vindo a ser usados também em bibliotecas, museus ou outras entidades do saber com vista a construir repositórios de LOs e desenvolver ambientes virtuais de aprendizagem ou aplicações multimédia educativas on-line. Com o objectivo de usar os recursos de informação destas entidades no contexto educativo, assegurando que os mesmos estejam remotamente disponíveis, surgiram alguns projectos para estudar as mudanças a implementar nos sistemas de informação, usando a representação dos recursos na perspectiva de LOs. Um exemplo é o The Nacional Museum of Australia (Payne e Peacock, 2004).

Os LOs são normalmente descritos por metadados e geridos pelos LCMS que os criam, armazenam, combinam e distribuem (Mortimer, 2002). A associação de metadados aos LOs permite que os mesmos possam ser distribuídos individualmente ou combinados com outros, formando conteúdos de aprendizagem maiores, para além de facilitar a recuperação de um determinado objecto de aprendizagem quando submetida uma pesquisa no LCMS.

Mas a recuperação e a reutilização dos LOs são influenciadas pelo grau de detalhe dos conteúdos (granularidade). A granularidade corresponde ao nível de detalhe de um componente ou parte dos conteúdos de aprendizagem existentes em materiais de aprendizagem. Uma disciplina ou curso de formação possui elevada granularidade se for composta por vários LOs de tamanho reduzido. Assim, estes LOs podem ser combinados para compor outro curso ou uma peça de aprendizagem maior.

A granularidade de um LO pode variar da simples imagem ou gráfico até ao currículo completo de uma lição ou curso (LOMWG, 2002). Não obstante, quanto maior for a dimensão do LO, menor será a sua possibilidade de reutilização. Logo, quanto maior for a granularidade de uma disciplina ou curso de formação, maior é a sua flexibilidade e, consequentemente, do sistema de e-Learning.

Actualmente, existem diversas normas e especificações que documentam regras, directrizes e características para a concepção e projecto de LOs, permitindo que os mesmos sejam desenvolvidos e utilizados independentemente da ferramenta de autoria, do ambiente de aprendizagem e da plataforma de hardware e software.

A catalogação de LOs usando a especificação IMS-LOM (IMS Learning Object

Metadata) (IMS, 2004), que inclui indicações para a interoperabilidade, permitindo

reutilização, foi o primeiro passo rumo à normalização da produção de conteúdos para e- Learning. Essa especificação deu origem à norma IEEE-LOM 1484.12 (IEEE Standard for

Learning Object Metadata) e tem por objectivo garantir a interacção entre diferentes sistemas

de e-Learning e contribuir para a redução de custos e para a flexibilização da produção de recursos educacionais, através de especificações inerentes aos metadados, aos conteúdos, ao nível de gestão do sistema, aos perfis de alunos e professores e ao interface entre o nível de gestão e o exterior (Ferreira e Santiago, 1999; Goñi et al., 2002). Esta norma será detalhada mais à frente no âmbito das tecnologias para metadados no capítulo III – Camadas estrutural e sintáctica da Web Semântica.

2.5.1.2- Modelo SCORM

Com vista a promover a utilização da tecnologia de metadados LOM, assegurar a interoperabilidade e partilha dos LOs e a compatibilidade entre os sistemas de e-Learning, diversas organizações (ADL, ARIADNE, IMS, IEEE, AICC, entre outras) uniram esforços para o desenvolvimento de um modelo de referência que normalizasse a produção de conteúdos de aprendizagem. Este modelo, designado por SCORM (Sharable Content Object

Resource Model), é um conjunto de normas, especificações e orientações técnicas para o

desenvolvimento de conteúdos de aprendizagem, de forma a garantir a reutilização, interoperabilidade, durabilidade e acessibilidade (ADL, 2004).

O modelo SCORM não é mais do que um manual de boas práticas composto de 4 manuais técnicos (ADL, 2004):

a) SCORM Overview Book: representa a introdução aos conceitos chave do SCORM, entre outras informações conceptuais;

b) SCORM Content Aggregation Model (CAM): modelo de agregação de conteúdos que especifica como encontrar, combinar, agregar, descrever, sequenciar e mover recursos de aprendizagem, usando metadados na importação ou exportação entre sistemas; c) SCORM Run-Time Environment (RTE): ambiente de execução que especifica como

executar os conteúdos e como registar o percurso do aluno, tendo como objectivo a interoperabilidade entre recursos de aprendizagem e LMSs;

d) SCORM Sequencing and Navigation (SN): modelo de sequenciação e navegação que descreve como os conteúdos podem ser ordenados para o aluno.

Figura 7 – Manuais técnicos do SCORM

Em primeira instância, o modelo SCORM visa normalizar e promover a utilização de objectos de aprendizagem e de metadados, assegurar a interoperabilidade e partilha dos recursos educativos, bem como a compatibilidade entre os sistemas de e-Learning de diversas organizações.

Em última instância, o SCORM apresenta um modelo de dados comum que os cursos podem usar para trocar dados com o LMS, permitindo que os cursos sejam acompanhados de uma forma que outras soluções descuravam. Ou seja, não basta que os alunos façam um curso, é necessário recolher dados (por exemplo: o número de vezes que acederam a um

determinado conteúdo, a sequência de aprendizagem, o número de tentativas bem ou mal sucedidas para completar um questionário ou um trabalho, a avaliação da aprendizagem do conteúdo ou o tempo de permanência no mesmo), agregá-los e reagir em conformidade com as conclusões obtidas.

O desenvolvimento, o intercâmbio e a reutilização de objectos de aprendizagem permitem optimizar os sistemas de e-Learning facilitando a criação novos e-cursos e mover objectos de aprendizagem entre e-cursos ou mesmo entre sistemas de e-Learning. Nesta perspectiva, o recurso a metadados IMS LOM e ao IMS-CP (IMS Content Packaging) é crucial. IMS-CP não é mais do que uma especificação que permite gerar um pacote em formato zip (formato de compressão), contendo todos os conteúdos e um ficheiro XML que inclui os metadados, a sequência de navegação e todos os recursos associados. Para auxiliar este processo, existem ferramentas de geração de metadados e ferramentas com interface gráfica que permitem desenvolver cursos Web segundo as normas SCORM, tais como:

• Editor RELOAD – Metadata and Content Package Editor: ferramenta que permite o desenvolvimento de pacotes de conteúdos SCO (Shareable Content Packing) e edição de metadados em conformidade com as normas IMS/SCORM. O SCORM Player permite a visualização e navegação em pacotes de conteúdos SCO (http://www.reload.ac.uk/editor.html);

• Editor eXe – E-learning XHTML Editor: suporta a especificação Dublin Core

Metadata para a edição de metadados e SCORM/IMS para o empacotamento de

conteúdos (http://exelearning.org);

Figura 9 – Editor eXe

• Editor LomPad: ferramenta para a edição de metadados de objectos de aprendizagem. Suporta as especificações IEEE-LOM, SCORM e CANCORE (https://sourceforge.net/projects/lompad);

• SCORMxt: permite o desenvolvimento e empacotamento de e-cursos em conformidade com as normas SCORM, a adição de metadados e a publicação on-line ou para impressão em papel. Esta ferramenta funciona como uma extensão do QuarkXPress V6.5 (http://www.westcliffdata.co.uk).

Figura 11 – Editor SCORMxt