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Dose-respons forholdet mellom FA og helse i de nasjonale anbefalingene

Com uma área de 170 km2 a cidade de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte é composta de extenso campo de dunas fixas contornando quase que completamente sua zona costeira. Sua população, segundo o último censo de 2004, apresentou uma população de 774.230 habitantes com uma densidade populacional de 4.2 hab/km2 (NATAL, 2004).

Natal representa um bom exemplo de uso e planejamento urbano-ambiental adequado para áreas de dunas, guardados as devidas proporções físico-territoriais e sociais quando comparadas a Fortaleza. Esse exemplo será detalhado na seqüência.

8.2.1. A Cidade de Natal: Condicionantes Físicos

Do ponto de vista geológico, o município de Natal insere-se num perímetro de terrenos exclusivamente sedimentares, destacando-se como referência a Formação Barreiras, dunas móveis, paleodunas, aluviões e coberturas colúvio-eluvias (SILVA, 2002).

Com uma altitude média de 30m, o seu relevo caracteriza-se por ser plano e suavemente ondulado, formado por tabuleiros costeiros, dunas e vales costeiros. O clima é caracterizado como quente e úmido, com uma temperatura média de 26,2°C e uma umidade

relativa do ar de 83%, apresentando um período chuvoso com precipitação média anual de 1.776,7 mm e um período de verão, amenizado por ventos alísios, vindos do sudeste, com velocidade média de 4,8 m/s (SILVA, 2002).

A cobertura vegetal nativa da região é constituída de remanescentes da Mata Atlântica, Caatinga e Tabuleiro Litorâneo, destacando-se o Parque das Dunas, criado em 22.11.1977, através do Decreto Estadual nº 7.237.

Considerado o segundo maior parque urbano do Brasil, com 1.172 hectares de extensão, exerce a função de área de conservação de espécies animais e vegetais e de proteção aos lençóis de água subterrâneos e locadora das dunas, trazendo benefícios relevantes no processo de amenização climática, pela criação de micro climas agradáveis, que contribuem de forma significativa para o conforto ambiental do núcleo urbano (CARVALHO, 2001).

Grande parte da vegetação original que recobrem os campos de dunas ocorre de forma mais expressiva nos bairros: Candelária, Pitimbu, Neópolis, Capim Macio, Ponta Negra e Nova Paranamirim (Figura 97) tem sido retirada devido, principalmente, ao processo de urbanização marcado pela forte influência do mercado imobiliário, através de práticas constantes de loteamentos e construções de imóveis (CARVALHO, 2001).

Figura 97 - Mapa da cidade de Natal e sua divisão por bairros. Percebe-se nesse mapa a área ocupada pelo Parque das Dunas da cidade, ocupando grande porção da faixa costeira da cidade. Fonte: NATAL (2004).

Sua idade corresponde ao seu estado dinâmico. As dunas fixas ou paleodunas são a geração mais antiga, constituída por sedimentos de coloração avermelhada a amarelada, bem selecionados, com idade aproximadamente compreendida entre o Pleistoceno Superior e o Holoceno. A geração mais recente, de dunas móveis, possui idade Holocênica e coloração esbranquiçada (SILVA, 2002).

8.2.3 O Parque das Dunas

O Parque Estadual Dunas de Natal, denominado Jornalista Luiz Maria Alves, é mais conhecido simplesmente como Parque das Dunas ou Bosque dos Namorados. Trata-se de uma reserva de 1.172 hectares de Mata Atlântica, situada no coração da cidade de Natal (Figura 98).

Figura 98 - Imagem de satélite da cidade de Natal onde se observa ao centro as dunas do Parque e a expansão urbana ao seu redor. Fonte: Google Earth (2009).

Criado através do Decreto Estadual nº 7.237 de 22 de novembro de 1977, o Parque das Dunas foi a primeira unidade de conservação ambiental implantada no Estado do Rio Grande do Norte. É parte integrante da reserva da biosfera da Mata Atlântica reconhecida pela UNESCO e, por isso, declarada Patrimônio Ambiental da Humanidade (NATAL, 2004).

O parque exerce uma grande importância na regulação do clima local, contribuindo com a recarga do aqüífero subterrâneo, fixação das dunas e purificação do ar, além de ser uma paissagem belíssima para a cidade (NATAL, 2004).

Além disso, a utilização do parque das dunas é realizada de forma útil e racional, com diversas atividades sendo exercidas em sua extensão.

O acesso ao Parque das Dunas se dá pelo chamado Bosque dos Namorados, que tem uma área de aproximadamente 7 hectares com mais de 1.300 árvores representando 50 espécies nativas da Mata Atlântica (NATAL, 2004).

Também pode-se explorar o parque atraves de suas trilhas. São três, divididas por níveis de dificuldade, e que permitem ao visitante conhecer um pouco mais sobre a fauna e a flora do parque.

O Centro de Visitantes é o local de informação e orientação de todas as atividades do parque. O Centro ainda abriga a administração do parque, auditório, sala de exposição, enfermaria e lanchonete, além da Biblioteca Luiz Emigdio de Mello Filho, especializada na área de meio ambiente.

O Centro de Pesquisa é formado por pesquisadores e estagiários das áreas de ciências biológicas e possui dois laboratórios: um de botânica e um de zoologia, contendo exemplares de animais conservados em vidros, viveiros com cobras e aranhas, além de informações sobre a biodiversidade do parque.

Próximo ao Centro de Pesquisa existe ainda a Unidade de Mostra de Vegetação Nativa das Dunas, que dispõe de canteiros com exemplares de orquídeas, bromélias, aráceas e cactáceas, entre outras, alem do Viveiro Parque das Dunas, com produção de mudas de árvores nativa para plantio no parque e doação a escolas.

Situado bem no meio do Bosque dos Namorados, existe ainda um parque infantial brinquedos educativos que atende as crianças de diversas faixas etárias. Foram construídos caminhos pela área para pedestres, divididos entre a "trilha dos répteis" e a "trilha das aves", identificáveis pelos desenhos em mosaico ao longo de cada um.

Além dos brinquedos, existe também uma área com várias mesas para piquenique e uma área de jogos com mesas para damas e xadrez, um anfiteatro ao ar livre para eventos e um lago artificial.

A Oficina de Educação Ambiental e Artes busca ampliar o conhecimento sobre o meio ambiente, tanto dos visitantes quanto dos moradores das proximidades do parque, através de atividades artísticas e culturais.

8.3 A Cidade de Fortaleza: Proposta de uso e ocupação para o Parque das Dunas de