5 Analyse
5.3.1 Distinksjoner mellom praktisk og utforskende arbeid
Para que não ocorra ambiguidade com relação aos termos e seus respectivos usos, Babbie (1998) alerta que uma pesquisa científica necessita de precisão na definição de suas categorias de análise. Kerlinger (1980) ao tratar o assunto, afirma que as categorias de análise podem ser definidas sob as formas constitutiva e operacional. Para o autor, as definições constitutivas têm apenas o sentido denotativo e, portanto, são insuficientes para atender às especificidades das pesquisas científicas. Daí a necessidade de estabelecer as definições operacionais, pois estas atribuem significado para a categoria de análise que, pode ser observada e medida empiricamente a partir de seus indicadores.
Assim, em decorrência do problema de pesquisa e dos fundamentos teóricos aqui discutidos, definiu-se como categorias de análise para esta pesquisa, a estrutura organizacional e o sistema de EAD. Este relativo à área responsável pela educação a distância nas instituições de ensino promotoras do curso piloto da UAB e aquela, refletindo os referenciais de qualidade para a educação superior a distância do MEC, aplicada ao próprio contexto do curso em questão. Logo, buscando garantir uma correta conceitualização, como advertem Quivy & Campenhoudt (2008), apresenta-se a seguir, as definições constitutivas e operacionais utilizadas neste trabalho, para cada uma das variáveis sob investigação.
5.2 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Definição constitutiva (DC): Relacionamento entre as partes de um todo
organizado, cujo somatório total das maneiras pelas quais o trabalho é dividido, organizado e coordenado gera uma rede relativamente estável de interdependências entre pessoas e tarefas
na organização (STONER; FREEMAN, 1999; MINTZBERG, 2003; HATCH, 2006; WAGNER III; HOLLENBECK, 2009).
Definição operacional (DO): A operacionalização dessa categoria de análise se dá
mediante a descrição das dimensões complexidade, centralização e coordenação das áreas responsáveis pela EAD nas instiuições analisadas. Cada uma delas traz consigo um conjunto de marcas distintivas e que podem ser verificadas na realidade mediante a compreensão dos seus atributos expressos. O Quadro 5 demonstra a configuração dessas dimensões de acordo com o detalhamento de seus componentes e respectivos atributos.
Quadro 5: Definição operacional da estrutura organizacional
Dimensões Componentes Atributos Inclusão nos
instrumentos
Complexidade
Divisão do trabalho
Gera diferenciação horizontal a partir da decomposição de tarefas complexas em partes e entre membros da organização.
Apêndice D (Coord. UAB): itens 1, 2 e 3
Hierarquia
Gera diferenciação vertical a partir da estratificação de autoridade em diferentes
níveis organizacionais.
Apêndice D (Coord. UAB): itens 4, 5 e 6
Departamentalização
Concentra o agrupamento de atividades de trabalho que sejam semelhantes ou
logicamente conectadas.
Apêndice D (Coord. UAB): itens 7 e 8
Centralização
Tomada de decisão
Manifesta o nível de autoridade e o grau de participação dos membros da organização
no processo decisório.
Apêndice D (Coord. UAB): item 9
Avaliação de resultados
Indica a competência hierárquica para definição de parâmetros e mensuração de
desempenho.
Apêndice D (Coord. UAB): item 10 Coordenação Si st em as d e co n tr o le Ajuste mútuo
Favorece relações de trabalho por meio da troca de informações via canais de
comunicação diversos.
Apêndice D (Coord. UAB): itens 11, 12 e 13
Supervisão direta
Responsabiliza um indivíduo quanto ao controle das atividades de determinado
grupo funcional na organização.
Apêndice D (Coord. UAB): itens 14 e 15
Padronização
Estabelece referenciais e procedimentos para os processos de trabalho, considerando
as habilidades necessárias e os resultados esperados.
Apêndice D (Coord. UAB): item 16
Formalização
Demonstra o grau em que são padronizadas e explícitas as regras, normas, políticas e procedimentos que coordenam as atividades
dos cargos.
Apêndice D (Coord. UAB): item 17
O modelo de análise adotado, no caso da categoria estrutura organizacional, atribui para cada componente das dimensões analíticas, referências que balizarão a avaliação do grau de estruturação das áreas responsáveis pela EAD em cada universidade investigada. Para efeito de reconhecimento dessas variáveis, formulou-se o Quadro 6 com a demonstração das suas disposições em relação aos valores balizadores estabelecidos.
Quadro 6: Referências analíticas para as dimensões estruturais analisadas 5.3 SISTEMA DE EAD
Definição constitutiva (DC): Complexo de unidades reciprocamente relacionadas
(BERTALANFFY, 1975), cujos indicadores que os formam, incluem a aprendizagem, a comunicação, o design e o gerenciamento de cursos realizados sem a obrigatoriedade de presença simultânea de docentes e discentes (MOORE; KEARSLEY, 2007; BELLONI, 2009).
Dimensões Componentes Referências
Complexidade Divisão do trabalho (Diferenciação horizontal) Pouca Média Muita Hierarquia (Diferenciação vertical) Poucos Médio Muitos Departamentalização Funcional Divisional Matricial Centralização Tomada de decisão Centralizada Descentralizada
Avaliação dos resultados
Centralizada Descentralizada
Coordenação Sistemas de Controle
Ajuste mútuo Supervisão direta
Padronização Formalização
Definição operacional (DO): Neste trabalho, considera-se sistema de EAD, ao
conjunto de processos integrados e interrelacionados, cuja gestão manifesta-se variavelmente entre as instituições de ensino superior. A referida categoria será operacionalizada a partir de uma matriz de referência, formada por algumas das dimensões selecionadas entre as prescrições12 do Ministério da Educação no documento que trata sobre os referenciais de
qualidade para educação superior a distância (BRASIL, 2007a).
As dimensões aqui reproduzidas devem representar traços marcantes da organização geral dos sistemas de EAD induzidos pelos referenciais de qualidade do MEC. Cada dimensão traz consigo um determinado número de componentes definidores das suas características principais e esses, em consequência, identificados em função de atributos, que possibilitam a percepção de evidências da realidade retratada, conforme demonstrado no Quadro 7.
Dimensões Componentes Atributos Inclusão nos
instrumentos
Desenho Educacional
Concepção
Contextualiza o currículo e enfatiza a interdisciplinaridade entre conteúdos
a partir do modo de oferta das disciplinas e das metodologias
adotadas.
Apêndice E (Coord. Curso): itens 1 e 2 Apêndices F e K (Tutoria): itens 1 e 2 Apêndices G e J (Alunos): itens 1 e 2 Apêndice I (Professores): itens 1 e 2
Material didático
Possibilita a convergência e integração entre as diferentes mediações didáticas, mantendo coesão entre as unidades trabalhadas
e criando novos conhecimentos, habilidades e atitudes nos estudantes.
Apêndice E (Coord. Curso): itens 3, 4 e 5 Apêndices F e K (Tutoria): itens 3 e 4 Apêndices G e J (Alunos): itens 3 e 4 Apêndice I (Professores): itens 3 e 4
Avaliação
Promove sistemático acompanhamento dos processos de
aprendizagem dos estudantes, considerando a concepção e organização didático-pedagógica do
curso.
Apêndice E (Coord. Curso): itens 6 a 12 Apêndices F e K (Tutoria): itens 5 a 10 Apêndices G e J (Alunos): itens 5 a 10 Apêndice I (Professores): itens 5 a 11
Recursos
Equipe multidisciplinar
Realiza desde a gestão acadêmica até o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, por meio da atuação de diferentes profissionais da
área de EAD.
Apêndice E (Coord. Curso): itens 13 a 19 Apêndices F e K (Tutoria): itens 11 a 15
Apêndices G e J (Alunos): itens 11 a 15 Apêndice I (Professores): itens 12 a 15
Comunicação
Permite a interação e interatividade por meio de tecnologias disponíveis em espaços democráticos acessíveis a
todos no curso.
Apêndice E (Coord. Curso): item 20 Apêndices F e K (Tutoria): itens 16 a 18
Apêndices G e J (Alunos): itens 16 a 18 Apêndice I (Professores): itens 16 a 19
Infraestrutura de apoio
Favorece o desenvolvimento de práticas acadêmicas concebidas no
projeto pedagógico do curso, mediante a disponibilidade de
recursos físicos.
Apêndice E (Coord. Curso): item 21 Apêndices F e K (Tutoria): item 19
Apêndices G e J (Alunos): item 19 Apêndice I (Professores): item 20
Quadro 7: Definição operacional de um Sistema de EAD
12
Trata-se de uma prescrição indireta devido ao fato dos referenciais de qualidade não possuírem força de lei, mas como prevê o próprio documento e demonstram os Decretos n. 5.622 e 6.303, servem de referencial norteador para subsidiar atos legais do poder público no que se referem aos processos específicos de regulação, supervisão e avaliação da modalidade a distância.
Uma vez que tenham sido feitas as decomposições dos dados e as suas devidas análises e interpretações, será possível proceder ao processo de valoração do conjunto de indicadores de cada uma das dimensões dos sistemas de EAD investigados. Foram atribuídos critérios13 e feitas suas associações aos conceitos nominais de 1 a 5, à semelhança dos procedimentos do Inep, quando da aplicação dos seus instrumentos de avaliação. Os resultados subsidiaram ao pesquisador para o julgamento criterioso e atribuição direta de um conceito relativo ao nível de qualidade dos indicadores, que em conjunto, integram cada dimensão do sistema de EAD.
Os critérios de referência para fundamentação do julgamento do pesquisador foram definidos e organizados, também com base nos padrões dos instrumentos do Inep para avaliação de cursos de graduação. O Quadro 8 discrimina esse referencial em ordem decrescente de qualidade, em cinco graus distintos de complexidade e aprofundamento, sendo o conceito 5 representativo para a situação de maior valor na análise de um conjunto de indicadores e o conceito 1, correspondente ao menor valor expressivo dessa análise.
Conceito Nível14 Critérios
Pleno/Plenamente
(Excelente) 5
Nos indicadores qualitativos, o adjetivo pleno ou o advérbio plenamente qualificam uma situação como merecedora de notoriedade e excelência. Numa escala percentual de 0 a
100, o conceito que se situa no nível pleno equivale ao patamar de qualidade máximo (100%).
Adequado/Adequadamente (Muito Bom)
4
Nos indicadores qualitativos, o adjetivo adequado ou o advérbio adequadamente qualificam uma situação acima da média, merecedora de reconhecimento e importância,
porém não de notoriedade e excelência. Numa escala percentual de 0 a 100, o conceito que se situa no nível adequado atinge o mínimo de 75%.
Suficiente/Suficientemente
(Bom) 3
Nos indicadores qualitativos, o adjetivo suficiente ou o advérbio suficientemente qualificam uma situação como de nível satisfatório, ou seja, que ultrapassa o limite mínimo de aprovação. Numa escala percentual de 0 a 100, o conceito que se situa no
nível suficiente atinge o mínimo de 50%.
Insuficiente/ insuficientemente
(Regular) 2
Nos indicadores qualitativos, o adjetivo insuficiente ou o advérbio insuficientemente qualificam uma situação como de nível inferior ao limite mínimo de aprovação. Embora a
situação não seja completamente destituída de mérito, o patamar atingido não é satisfatório. Numa escala percentual de 0 a 100, o conceito que se situa no nível
insuficiente atinge o mínimo de 25%.
Não existe/Precário/ precariamente
(Ruim) 1
Nos indicadores qualitativos, o adjetivo precário ou os advérbios não/precariamente qualificam uma situação como precária, destituída ou quase destituída de mérito. Numa
escala percentual de 0 a 100, o conceito que se situa no nível precário fica aquém dos 25%.
Quadro 8: Critérios valorativos para avaliação de cursos superiores
Fonte: Adaptado do INEP (2010)
Assim, sob influência dos referenciais de qualidade do MEC e dos critérios gerais de avaliação do INEP para cursos superiores, incrementa-se a definição operacional de Sistema de EAD desse trabalho (Quadro 7), instituindo-se para cada traço sistêmico
13
São os padrões que servem de base para comparação, julgamento ou apreciação de componentes específicos dos sistemas de EAD investigados.
considerado, cinco níveis conceituais associados correspondentes a critérios de julgamento definidos em função de adjetivos ou advérbios, caracterizadores da realidade das instituições de ensino investigada. O Quadro 9 ilustra o referido incremento à operacionalização da categoria de análise em questão.
Dimensão 1: Desenho Educacional
COMPONENTES ATRIBUTOS CONCEITO CRITÉRIO
Concepção
Contextualiza o currículo e enfatiza a interdisciplinaridade entre conteúdos a partir
do modo de oferta das disciplinas e das metodologias adotadas.
5
Quando os conteúdos curriculares estão plenamente dimensionados interdisciplinarmente com vistas ao processo global de formação do
estudante.
4
Quando os conteúdos curriculares estão adequadamente dimensionados interdisciplinarmente com vistas ao processo global
de formação do estudante.
3
Quando os conteúdos curriculares estão suficientemente dimensionados interdisciplinarmente com vistas ao processo global
de formação do estudante.
2
Quando os conteúdos curriculares estão insuficientemente dimensionados interdisciplinarmente com vistas ao processo global
de formação do estudante.
1
Quando os conteúdos curriculares não apresentam nenhum dimensionamento interdisciplinar com vistas ao processo global de
formação do estudante. Material didático Possibilita a convergência e integração entre as diferentes mediações didáticas, mantendo coesão entre as unidades
trabalhadas e criando novos conhecimentos, habilidades e atitudes
nos estudantes.
5
Quando há, comprovadamente, plena articulação entre todos os materiais educacionais e estes apresentam relação de complementaridade e contribuem para a aquisição de novos conhecimentos habilidades e atitudes nos estudantes. Estão
disponíveis em, pelo menos, três (3) mídias distintas.
4
Quando há, comprovadamente, adequada articulação entre todos os materiais educacionais e estes apresentam relação de complementaridade e contribuem para a aquisição de novos conhecimentos habilidades e atitudes nos estudantes. Estão
disponíveis em, pelo menos, duas (2) mídias distintas.
3
Quando há, comprovadamente, suficiente articulação entre todos os materiais educacionais e estes apresentam relação de complementaridade e contribuem para a aquisição de novos conhecimentos habilidades e atitudes nos estudantes. Está disponível
em pelo menos, uma única mídia.
2
Quando há, comprovadamente, insuficiente articulação entre os materiais educacionais ou estes materiais não apresentam relação de
complementaridade e contribuem muito pouco para a aquisição de novos conhecimentos habilidades e atitudes nos estudantes.
1
Quando não há, comprovadamente, nenhuma articulação entre os materiais educacionais e estes materiais não apresentam relação de complementaridade e nem contribuem para a aquisição de novos
conhecimentos habilidades e atitudes nos estudantes.
Avaliação Promove sistemático acompanhamento dos processos de aprendizagem dos estudantes, considerando a concepção e organização didático- pedagógica do curso. 5
Quando o processo de avaliação do estudante compõe plenamente uma estratégia formativa e há mecanismos de garantia da segurança e
sigilo para as etapas de elaboração, reprodução, aplicação e correção das questões.
4
Quando o processo de avaliação do estudante compõe adequadamente uma estratégia formativa e há mecanismos de
garantia da segurança e sigilo para as etapas de elaboração, reprodução, aplicação e correção das questões.
3
Quando o processo de avaliação do estudante compõe suficientemente uma estratégia formativa e há mecanismos de
garantia da segurança e sigilo para as etapas de elaboração, reprodução, aplicação e correção das questões.
2
Quando o processo de avaliação do estudante compõe insuficientemente uma estratégia formativa e há poucos mecanismos
de garantia da segurança e sigilo para as etapas de elaboração, reprodução, aplicação e correção das questões.
1
Quando o processo de avaliação do estudante não compõe nenhuma estratégia formativa e não há mecanismos de garantia da segurança e sigilo para as etapas de elaboração, reprodução, aplicação e correção
Dimensão 2: Recursos
COMPONENTES ATRIBUTOS CONCEITO CRITÉRIO
Equipe multidisciplinar
Realiza desde a gestão acadêmica até o desenvolvimento do processo de ensino- aprendizagem, por meio da atuação de diferentes profissionais da área de
EAD.
5
Quando a experiência (acadêmica e profissional) dos membros da equipe multidisciplinar os habilita plenamente para a atuação desde
a gestão acadêmica até o desenvolvimento do processo de ensino- aprendizagem em conformidade com o projeto pedagógico do curso.
4
Quando a experiência (acadêmica e profissional) dos membros da equipe multidisciplinar os habilita adequadamente para a atuação desde a gestão acadêmica até o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem em conformidade com o projeto pedagógico do
curso.
3
Quando a experiência (acadêmica e profissional) dos membros da equipe multidisciplinar os habilita para atuar suficientemente desde
a gestão acadêmica até o desenvolvimento do processo de ensino- aprendizagem em conformidade com o projeto pedagógico do curso.
2
Quando a experiência (acadêmica e profissional) dos membros da equipe multidisciplinar é insuficiente para os habilitar a atuar desde
a gestão acadêmica até o desenvolvimento do processo de ensino- aprendizagem em conformidade com o projeto pedagógico do curso.
1
Quando não há nenhuma experiência (acadêmica e profissional) dos membros da equipe multidisciplinar para atuação desde a gestão
acadêmica até o desenvolvimento do processo de ensino- aprendizagem.
Comunicação
Permite a interação e interatividade por meio
de tecnologias disponíveis em espaços democráticos acessíveis
a todos no curso.
5
Quando a construção coletiva de conhecimentos se dá através de mecanismos de interação plenamente desenvolvidos, que possibilitam o ajuntamento de alunos para além dos encontros
presenciais e propiciam interações entre todos os atores que compõem o curso.
4
Quando a construção coletiva de conhecimentos se dá através de mecanismos de interação adequadamente desenvolvidos, que possibilitam o ajuntamento de alunos para além dos encontros presenciais e propiciam interações entre quase todos os atores que
compõem o curso.
3
Quando a construção coletiva de conhecimentos se dá através de mecanismos de interação suficientemente desenvolvidos, que possibilitam o ajuntamento de alunos, via de regra, nos encontros presenciais e propiciam interações entre alguns atores que compõem
o curso.
2
Quando a construção coletiva de conhecimentos está comprometida em função da insuficiência de mecanismos de interação, ficando o aluno apenas em contato com o material instrucional e com um tutor.
1
Quando não ocorre a construção coletiva de conhecimentos devido a inexistência mecanismos de interação, ficando o aluno apenas em
contato com o material instrucional.
Infraestrutura de apoio Favorece o desenvolvimento de práticas acadêmicas concebidas no projeto pedagógico do curso, mediante a disponibilidade de recursos físicos. 5
Quando as instalações físicas disponíveis favorecem, plenamente, o desenvolvimento de práticas acadêmicas concebidas no projeto
pedagógico.
4
Quando as instalações físicas disponíveis favorecem, adequadamente, o desenvolvimento de práticas acadêmicas
concebidas no projeto pedagógico.
3
Quando as instalações físicas disponíveis favorecem, suficientemente, o desenvolvimento de práticas acadêmicas
concebidas no projeto pedagógico.
2
Quando as instalações físicas disponíveis favorecem, insuficientemente, o desenvolvimento de práticas acadêmicas
concebidas no projeto pedagógico.
1
Quando as instalações físicas disponíveis não favorecem nenhum desenvolvimento de práticas acadêmicas concebidas no projeto
pedagógico. Quadro 9: Referências analíticas para as dimensões sistêmicas
O modelo de análise proposto requer, à semelhança do Inep, que para cada componente sob avaliação, atribua-se um conceito específico e representativo dentro da escala nominal de 1 a 5 ilustrada no Quadro 9. Após essas valorações será possível uma leitura ampliada do sistema de EAD do curso a distância de Administração (projeto piloto da UAB) em cada instituição de ensino superior pesquisada, o qual poderá ser julgado em termos de
aproximação ou em nível de adesão aos referenciais de qualidade adotada e ao mesmo tempo em relação ao nível de adesão aos referenciais de qualidade para educação superior a distância do MEC.
6 MÉTODO
Nessa seção tipifica-se a pesquisa e descreve-se a estratégia metodológica norteadora da investigação, em função do problema de pesquisa, dos objetivos formulados, da fundamentação teórica e da natureza das categorias de análise trabalhadas. As observações aqui feitas são elaboradas dentro de uma perspectiva descritivo-interpretativa e de um corte seccional (BABBIE, 1998), tendo permitido ao pesquisador, realizar induções acerca das configurações da gestão do curso piloto da Universidade Aberta do Brasil em meio aos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes.
Detalham-se a seguir, os objetivos perseguidos nessa investigação, a tipologia da pesquisa, suas unidades de análise e observação, os sujeitos sociais pesquisados, os procedimentos para coleta e análise dos dados, e por fim, as limitações do método empregado. Considera-se que a construção e o desenvolvimento da estrutura metodológica a se apresentar foi capaz de garantir o alcance dos objetivos delineados nesse trabalho, como recomendam Vieira e Zouain (2004).
6.1 OBJETIVOS DA PESQUISA
Diante do objetivo final estabelecido, que visava analisar a relação entre as configurações das gestões dos cursos de administração a distância (projeto piloto da UAB) e os seus conceitos definidos pelo Enade, tem-se como premissa principal confirmada para a questão suscitada, que os conceitos atribuídos pelo Enade no contexto aqui analisado, foram determinados pelas configurações das gestões do referido curso, no que se refere aos diferentes modos de organização da área responsável pela educação a distância em cada instituição de ensino, e em consequência, aos diferentes sistemas de EAD adotados pelos cursos.
A fim de elucidar o problema levantado e balizar as ações para consecução do objetivo final dessa pesquisa, nortearam esse trabalho, os seguintes objetivos intermediários:
a) Identificar as teorias e modelos de educação a distância manifestos no contexto do curso a distância de administração (projeto piloto da UAB);
b) descrever a estrutura organizacional da área responsável pela EAD em cada uma das instituições promotoras do curso a distância de administração (projeto piloto da UAB);
c) descrever o sistema de EAD dos cursos a distância de administração (projeto piloto da UAB), a partir dos referenciais de qualidade para educação superior a distância;
d) discutir os diferentes conceitos atribuídos pelo Enade aos cursos de administração a distância (projeto piloto da UAB);
e) explicar as correspondências das estruturas organizacionais e dos sistemas de EAD descritos, em relação aos diferentes conceitos atribuídos pelo Enade.
Os objetivos aqui expostos conduziram à busca de fundamentos teóricos relacionados ao desenvolvimento de duas grandes vertentes de discussão. A primeira associada ao debate sobre as Políticas Públicas para a educação superior a distância, incluindo-se nesse arcabouço as abordagens sobre a própria Educação a Distância, a Universidade Aberta do Brasil e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Já o segundo agupamento téorico, de conotação mais prática e voltado para os aspectos descritivos desse trabalho, versam sobre a Configuração da Gestão sob o prisma da Estrutura Organizacional e dos Sistemas de EAD, relacionados na análise desse trabalho, aos Referenciais de Qualidade para a Educação Superior do Ministério da Educação.
A partir desses objetivos e dos seus fundamentos téoricos, foi possível demonstrar como os resultados do Enade para o curso piloto da UAB decorreram da configuração da gestão adotada em cada instituição de ensino. Nesse cenário, considerou-se que conceitos