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6. Sanctions and Obligation

6.1 Dissolution of Obligation?

Os teores de proteínas dos grãos tendem a serem maiores, nos tratamentos que receberam inoculante nas sementes, quando a adução de N é realizada até o estádio fenológico V2, para as doses de 50 e 100 kg ha-1. Nas mesmas condições, os mesmos

tratamentos, agora sem inoculante nas sementes, os teores de proteína dos grãos não divergiram.

Quando a dose de N foi de 150 kg ha-1 não houve diferença quanto à inoculação

das sementes e épocas de aplicação de N em cobertura. Isso mostra haver relação direta entre fornecimento de N e o teor de proteína nos grãos. Este fato se evidencia ainda mais quando comparado com os dois tratamentos adicionais que não receberam N (Tabela 17).

Tabela 17. Teor de proteína dos grãos em função da inoculação das sementes (IS) e doses de nitrogênio (DN) em diferentes estádios fenológicos (EF). Santo Antônio de Goiás, GO, 2016. IS EF DN (kg ha -1) Médias (IS) Médias (EF) 50 100 150 Com inoculante V0¹ 24,29∆ɣ A 23,70∆ɣ AB 26,18∆ɣ A 23,43 23,33 V2¹ 23,20ɣ AB 24,81∆ɣ A 24,64∆ɣ A 23,17 V4¹ 17,89 C 21,50 B 24,67∆ɣ A 21,96 Sem V0¹ 18,78 C 23,09ɣ AB 23,96∆ɣ A 22,22 23,33

59 inoculante V2¹ 20,14 BC 21,29 B 24,96∆ɣ A 23,17 V4¹ 20,84 BC 21,00 B 25,89∆ɣ A 21,96 Médias 20,86 22,56 25,05 Com inoculante 20,06∆ Sem inoculante 19,04ɣ

Médias seguidas de letras distintas na coluna diferem entre si pelo teste de Tukey a 0,05 de probabilidade.

DMS para coluna: 3,28; CV (%): 7,00.

∆ɣ Diferem entre si pelo teste de Dunnett a 0,05 de probabilidade.

DMS Dunnett: 3,33.

Shapiro-Wilk: 0,001; Levene: 0,000; Aditividade: 0,429.

¹ V0 = germinação da semente; V2 = folhas primárias expandidas; V4 = terceiro trifólio expandido.

Na medida em que as doses de N foram elevadas os teores de proteína dos grãos também se elevaram. Gomes Junior e Sá (2010) trabalhando com as cultivares IPR Juriti e Pérola observaram resultados significativos para aplicações de doses de N em cobertura em duas épocas de aplicação, atingindo teores de proteína próximos de 24 e 22% nos grãos das duas cultivares, respectivamente.

As Figuras 12A e 12B mostram haver relação direta entre o aumento das doses de N com a elevação do teor de proteína dos grãos, isso para os tratamentos que receberam inoculante nas sementes, assim como, para os tratamentos sem inoculante nas sementes. yV0= 0,035x + 20,89 R² = 80,2% yV2= 0,030x + 20,87 R² = 81,0% yV4= 0,0005x2- 0,0453x + 19,7511 R² = 92,0% Ponto mínimo: 45,30 15 20 25 30 0 50 100 150 200 T e o r d e p ro te ín a d o s g o s ( % ) Nitrogênio (kg ha-1) A Com inoculante - V0 Com inoculante - V2 Com inoculante - V4 yV0= 0,038x + 18,36 R² = 83,7% yV2= 0,037x + 18,52 R² = 90,1% yV4= 0,041x + 18,59 R² = 82,8% 15 20 25 30 0 50 100 150 200 T e o r d e p ro n e ín a d o s g o s ( g ) Nitrogênio (kg ha-1) B Sem inoculante - V0 Sem inoculante - V2 Sem inoculante - V4

Figura 12. Teor de proteína dos grãos em função da inoculação das sementes e doses de nitrogênio em diferentes estádios fenológicos. (A – com inoculante; B – sem inoculante nas sementes). Santo Antônio de Goiás, GO, 2016.

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A interação entre a inoculação das sementes com Rhizobium tropici, época de aplicação de nitrogênio em cobertura e doses de nitrogênio foi significante sobre as variáveis número de plantas por hectare, massa seca da parte aérea, número de vagens por planta, número de grãos por vagem, massa de 100 grãos, peneira >11 e teor de proteína dos grãos.

A inoculação das sementes da cultivar superprecoce de feijão-comum BRS FC104 com as estirpes SEMIA 4077, SEMIA 4080 e SEMIA 4088 de Rhizobium

tropici não resultou efeito positivo significativo para as variáveis analisadas.

A aplicação de nitrogênio de maneira antecipada, na germinação das sementes, não se constituiu como uma prática recomendada para a cultivar de feijão comum BRS FC104.

A aplicação de nitrogênio em cobertura é uma prática fundamental para se obter ganhos em produtividade de grãos para a cultivar de feijão-comum superprecoce BRS FC104 na 3ª época.

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CAPÍTULO 3: ADUBAÇÃO NITROGENADA EM COBERTURA NA